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ÍNDICE

Agradecimentos
Dedicatória
Prefácio
Palavras Introdutórias
Introdução à 4ª edição.
Coragem, Amigo
Nossa Maior Necessidade
Minha Oração
Meu Compromisso.
A Bíblia nos mostra
Argumentos ao Sabor da Carne
A Igreja do “Não”
A Igreja do “Sim”
A Difícil Tarefa dos Conselheiros.
Afinal, Somos ou Não Diferentes?
Somos Diferentes se Somos Convertidos
Pessoas sem Coragem para Serem Diferentes
Ainda Há Oportunidade para Você, Leitor
Alguns Testemunhos.
Coragem para Começar, Parar e Reiniciar
Alguns Dados do Autor

 

 
 
 
 

AGRADECIMENTOS 

Ao ilustre servo de Deus, pastor e político (honesto), Ver. Ivan Espíndola de Ávila, pelo incentivo sugestões e colaboração.

 Ao meu grande incentivador e colaborador Sr. Presbítero Jannes Bertoni, a quem muito devo.

 Ao Evandro, meu filho, que digitou com muito carinho este livro.

 À Maria de Lourdes Garcia da Silva, crítica, incentivadora, intercessora, e quem muito colaborou para que esta obra fosse publicada. 

Aos irmãos que colaboraram enviando-me sua experiência e testemunho (ver páginas finais).

 DEDICATÓRIA 

             Ao Deus Triúno – Pai, Filho e Espírito Santo -, a quem seja sempre dada toda honra, glória e todo louvor.

À mamãe (in memorian). Ela que sempre foi para mim um exemplo de coragem. Ela foi realmente diferente.

Ao papai. O meu herói. Quanta coragem! Somos oito filhos e jamais o vimos esmorecer. Ele é diferente até hoje. A gente não entendia por que ele não agia como agem muitas pessoas que conhecemos. E nem nos deixava agir como os outros meninos, adolescentes e moços, com os quais crescemos. Papai sempre estava dizendo: “Vocês têm de ser diferentes...”.

À Lourdes. A mulher prudente que Deus meu deu (sem eu merecer) para ser a minha auxiliadora. Quantas vezes não sucumbi na luta porque me espelhava nela, e ainda o faço. Sua coragem e sua maneira diferente de ser é sempre um desafio e estímulo para mim e para os que convivem com ela.

Aos nossos quatro filhos. Carlota, Geraldo, Nena e Vando, as “heranças de Deus”. Eles nos exigiram e ainda exigem que vivamos com coragem. E temos procurado ser diferentes para que isto lhes seja um estímulo. Eles também não são deste mundo. Já sabem o preço...

Finalmente, aos nossos familiares e amigos que nos ajudaram e continuam nos ajudando na caminhada como peregrinos neste mundo. Estamos a caminho da Pátria Celestial. 

PREFÁCIO

Laços de profunda amizade me unem ao estimado pregador presbiteriano, Ver. Evandro Luiz da Silva, Autor de “Coragem pra ser diferente”, páginas que você terá o privilégio de ler. Somos, nós dois, do dia 4 de março. Ele, mais jovem que eu. Quase três anos nos separam, pelo nascimento. Nos pastorado da Igreja Presbiteriana de Santo André, onde Evandro deixou marcas de sua passagem frutescente, em comemoração conjunta, anualmente, agradecíamos a Deus pelo nosso aniversário. Ele repartia comigo, pastor sem rebanho, o carinho e as homenagens que seu povo lhe consagrava. E fomos ficando cada vez mais amigos, irmãos por eleição. E nunca houve, nestas quase três décadas de convivência fraterna, nada que nos desgostasse, ou que nos entristecesse, ou nos separasse.

            Assim, quando o Ver. Evandro escreveu este seu primeiro livro, e me trouxe os originais para ler e apreciar, cumpri minha missão, com grande alegria e gratidão. Porque livros são como filhos que geramos. Amamo-los, Oramos por eles, Queremos futuro promissor para eles. Torcemos por seu sucesso absoluto. Queremos receber boas notícias deles. Alegramo-nos quando eles conseguem alcançar os objetivos colimados, que nos levaram a escrevê-los. E nossos livros passam a ser pedaços de nossa alma, transformados em mensagem que transmitimos, com esperança e fé. E nossos livros são, para nós, seus autores e pais, parte de nós mesmo, desdobramentos de nossa personalidade, de nosso ego. Livros escritos com o coração revelam seus autores, de corpo inteiro.

            “Coragem para ser diferente”, que tenho a honra de apadrinhar com estas linhas prefacias, descoloridas, singelas, é só coração, é livro que revela a personalidade de seu ilustre autor. Pois o Rev. Evandro Luiz da Silva aqui comparece, tal qual é, sem subterfúgios ou máscaras, autenticamente. É o Evandro que assume o Evandro.Porque Evandro é pregador. E dos bons. E dos melhores de nossa geração, de púlpitos vazios, sem mensagem que incomoda, sem o poder que transforma vida. Pregador da linha popular, evangelista de mão cheia, preletor como poucos, comunicador nato, Evandro tem atravessado estes Brasis e um pedaço do mundo, comovem e ensinos que encantam. E é o pregador que aparece nas páginas todas de “Coragem para ser diferente”, livro que resume série de inspiradas preleções, feitas perante crentes fluminenses, reunidos em certame espiritual.

            O volume que tenho a honra de apresentar aos leitores, prestarse-á para estudos devocionais, para momentos de reflexão, de crentes, isoladamente, ou em grupos. É ponto de partida para os que desejarem aprofundar o tema proposto, em que se registram vertentes e variantes múltiplas. Aí dependerá, tão-somente, do empenho e do interesse de cada ledor.

            Evandro Luiz da Silva dedica-se, agora, depois de longos anos de pastorado local, à Missão APRESSEM, por ele mesmo fundada, em Santo André, SP, onde reside com a bonita família.

            Filhos integrados na obra do Mestre, confirmando o ministério e o testemunho do pai. D. Lurdinha, a esposa consagrada e competente, auxiliadora preciosa de todas as horas. Família que eu vi crescer, física, intelectual e espiritualmente, ao longo destas três décadas de fraterna estima e convivência.

            E não quero mais tirar seu precioso tempo, leitor, que ainda se detém nas páginas de prefácio deste livro. Leia e receba todas aquelas bênçãos que Deus tem reservado para seu coração e para sua vida, através das mensagens inspiradas de “Coragem para ser diferente”. Assim Deus o permita. 

Ivan Espíndola de Ávila

 da academia Evangélica de Letras do Brasil

 

PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

 

        “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele (Paulo), disse: Coragem!  Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (Atos 23.11). 

          É preciso ter coragem para fazer o que Deus requer de nós. 

                 “Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia não sois do mundo, pelo contrário dele vos escolhi, por isso o mundo vos odeia” (João 15.19). 

       O mundo nos odeia porque não somos dele. 

             “Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros” (João 15.20b). 

    Cristo disse que o mundo vai nos perseguir. 

“Eu lhes tenho dado a tua Palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou” (João 17.14). 

      Se não somos deste mundo, logo somos diferentes (somos estranhos), e o mundo vai mesmo opor-se a nós. E para permanecermos aqui, enquanto o Senhor não nos levar  para o seu mundo, vamos sofrer perseguições. É preciso ter coragem para ser diferente.

      Estou contente e grato a Deus, porque Ele me salvou e me fez nascer de novo. Perdoou-me de meus pecados todos. Fez-me uma nova criatura e me chamou para o Seu santo serviço.Chamou-me para ser atalaia. Anunciador das boas-novas de salvação.Noutras palavras, chamou-me para falar daquilo que Ele fez por mim e quer fazer por todos aqueles que crerem nele. Sou um evangelista. Como tal, falo das boas-novas. Sou missionário, porque levo por onde passo a Palavra dele.

      Tenho experimentado, como evangelista e missionário, diversas situações; umas fáceis, alegres, e outras  bastante difíceis, que  até nos têm levado ás lágrimas.

       Irmão, é preciso ter coragem para servir a Deus; o fato de sermos diferentes ás vezes torna a nossa tarefa um verdadeiro desafio.

        Mas, assim como Ele encorajou a Paulo, aos que o antecederam e a milhares que vieram após Ele, também tem estado a nos encorajar e continuará fazendo até ao fim. É nele que vamos encontrar toda coragem para sermos diferentes.

                                                       Amém

                                                      Evandro

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1João 5.4).

“Sem fé é impossível agradar a Deus”(Hebreus 11.6).

 

                                    INTRODUÇÃO Á  4ª  EDIÇÃO

                                    

                                       1ª ed - 2.000 exemplares

                                       2ª ed - 3.000 exemplares

                                       3ª ed - 3.000 exemplares

                                       4ª ed - 3.000 exemplares

 

        Setembro de 2002. Já caminhamos mais 7 anos depois que editamos a 1ª edição. Em dois anos tivemos de imprimir mais 2 edições, graças a Deus.

        Muitas coisas aconteceram neste curto espaço de tempo. Experiências alegres e triste. Nunca nos faltou a graça soberana de Deus.

         Muitas mudanças na sociedade, na família e na igreja. Você leitor está acompanhando as mudanças deste mundo tão violento, cada vez mais vemos servos de Deus encolhidos, acovardando-se, tornando-se esquisitos e deixando de ser realmente DIFERENTES, faltam-lhe coragem. 

                                             CORAGEM , AMIGO  

        Depois de muitos anos, voltei á cidade onde passei a minha infância (Patos de Minas). O Rio Paranaíba corta a cidade. Sobre ele há uma pote de arcos. Só era considerado um “homem”, “valente”, “macho”, o menino que atravessasse aqueles arcos – não sei sua medida, mas são bem altos. Quem começasse a subir o arco e voltasse era humilhado: “mulherzinha,mulherzinha”. Que dor no coração! Mas sempre havia alguns que nos incentivavam: Coragem! Vou com você. Eu subo primeiro. Insistiam até àquele dia quando a gente vencia o obstáculo. A partir daí, a gente era respeitado. “Agora sim, você é homem.”  Que vitória! Que alívio!

        Os desafios não são apenas os da subida no arco. Cada dia, cada momento, a gente é desafiado.

      “Quem chega primeiro lá...”.

      “Quem vai ao cemitério à noite...”. Minha gente, como foi difícil entrar lá! E tinha de colocar a mão num túmulo.

       Nadar escondido no córrego, saltar de uma árvore e cair nele.Quem tem mais coragem sobe nas grimpas (no  galho mais alto e geralmente o mais fino).

     “Agora eu quero ver quem mergulha mais tempo.” Quanta água eu bebi para mostrar que era diferente, que era corajoso!

       Você já entrou numa caverna?

       Você já entrou escondido num quintal para apanhar frutas? E quando o papai descobria ... que surra, minha gente!

       Quanto mais velho,maiores os desafios. Se nos convertemos a Jesus, os desafios são ainda mais sérios.

        “Coragem, amigão, escreva um livro.” Sempre tive dificuldade para escrever, ainda que seja uma pequena carta. Agora sou desafiado a escrever este pequeno livro.

          Dona Anita Helena convidou-me para falar ás sócias da  Confederação Sinodal Leste Fluminense sobre o Tema: “Coragem para ser diferente”.Prontamente aceitei. Mas quando comecei a preparação das palestras, então vi o quanto era difícil. Deus me deu coragem e eu fui até ao final.

         É com o auxílio dele, com a coragem que me vem do céu, que estou escrevendo agora. Espero que você tenha coragem para ler até ao fim, e que Deus nos ajude a ter coragem, não só para escrever o livro ou lê-lo, mas para ser diferentes, como Ele exige de nós cada dia.

         Estamos vivendo num mundo tão confuso quanto ao nosso relacionamento com Deus e com o próprio mundo. A maioria dos crentes está aceitando a idéia de que o salvo é igual a qualquer outra pessoa humana, e vive “contextualizando” sua palavra, ação e pensamento.

        Ouvimos sempre: “Somos iguais.” “Somos limitados.” “Nossa natureza é mesmo pecaminosa.” “A carne é fraca.” “Deus é amor.” “Deus é Pai.” “É um Paizão.” “Ele entende a gente.” “Tudo bem.” “Vamos aproveitar aquilo que o mundo nos oferece.”  E com este modo de ver as coisas, o crente está fazendo o que o mundo faz. Está se tornando mundano. O mesmo modo de negociar, a mesma moda no vestir, os mesmos jogos para jogar, as mesmas bebidas para beber, as mesmas diversões para se divertir. Tudo é justificado pela idéia absurda e pecaminosa de que somos iguais aos mundanos. Daí  vários blocos carnavalescos formados por “crentes”, e cada vez aumenta mais o número deles. “É preciso falar o que o mundo fala. A mesma linguagem dele, E para quê diferença? Temos de falar a linguagem que o mundo fala, do contrário não seremos aceitos e nem compreendidos”. Fica bem para nós esta posição? Isto agrada a Deus? Claro que não, Não somos do mundo, como Cristo não é do mundo. Somo de outra pátria, somos da Pátria celestial. “ O meu reino não é desse mundo.”

         “ Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para  promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem” (Efésios 4.29). 

            O pior é que uma grande maioria usa de textos bíblicos para justificar o seu comportamento, que  é tão diferente daquele que o Criador espera dela. “Tudo posso” – partem deste princípio e fazer coisa terríveis. 

            “ Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).           

            Cristo nos fortaleceria para fazer desatinos? Para pecar? Viver na prostituição? Para a desonestidade? 

            “ Posso todas as coisas...”. Será que Deus é quem nos fortalece para fazermos o que lhe desagrada? Não seria esta uma artimanha de Satanás? 

             “ ...tudo é possível ao que crê” (Marcos 9.23). 

           “Todas as coisas me são possíveis.” Podem até ser possíveis, mas eu pergunto,  como falou Paulo: “ Todas as coisas me são convenientes? Todas as coisas me edificam?” 

           “Todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1 Coríntios 10.23),disse Paulo. 

            “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). 

            “ Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas,mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”(1 Coríntios 6.12). 

           Um fato lamentável. Quando missionário no Paraguai, procuramos evangelizar um homem bom e trabalhador. Infelizmente, quando se tratava de sexo, fidelidade conjugal, ele era um desastre. Falamos muito com ele. “ Isto não tem nada a ver “- era sua resposta sempre. Numa manhã, quando fui visitá-lo, ele foi logo me perguntando: “Pastor, o senhor peca ou não peca?” Ao que lhe disse: “Eu não falei? O seu pastor também peca.” Sua esposa, que já freqüentava a nossa igreja, ficou tão decepcionada, e, olhando para mim, disse: “Pastor, que miséria!”  Percebendo que havia muita maldade na pergunta, eu disse ao seu esposo: “Señor, de cual pecado ud me preguntô?” Ele disse: “ Peca o no peca?” A esposa dele falou-me: “ Pastor, mi marido dice que todo hombres.” Eu respondi àquela pobre senhora: Não é verdade o que seu esposo está  afirmando. Nem todos os homens são infiéis. Os crentes em Cristo são fiéis. Este pecado eu  não cometo.

           Passando algum tempo, para tristeza nossa, aquele pobre homem foi baleado por dois jovens com cinco tiros. Teve morte instantânea.

            “Todo mundo faz assim,” Não é verdade. O crente tem de ser diferente. Os  parâmetros dele são os parâmetros da Palavra de Deus, sua única regra de fé e prática.Aleluia!

             “Todo mundo faz...”. “Todo mundo fala...”. “Todo mundo pensa assim...”. Dói na gente, mas é uma prática quase generalizada no meio cristão. De modo particular, na vida daqueles que não estão comprometidos com a Palavra. São, apenas, membros da igreja visível. São religiosos, porem, não são cristãos ainda.         

           Senhor, tem misericórdia do teu povo

           Na comida – glutões: esbanjam enquanto a maioria passa fome.

           Na bebida – exagerados, alcoólatras: bebem mais do que devem, tomam aquilo que é condenado.

           Na moda – indecentes, imorais.

           Nos costumes – pagãos: agem como se Deus não existisse.

           No amor – infiéis: não respeitam seu cônjuge. O leito está maculado.

           Nos negócios – sujos, trambiqueiros: mentem, extorquem, traficam, roubam o que podem.

           Na política – mentirosos: sem o temor de Deus e sem respeito aos homens.

           “Estão no meio de nós, mas não são dos nossos. Dizem que são judeus,mas não o são.”

           Na religião – apáticos, idólatras ou fanáticos.

           Na família – sem paz, sem respeito uns para com os outros.

      Não há colaboração. Ela está se desintegrando. Que mundo doido!

           O crente pode andar seguindo o mundo?

           Ele vai agradar a Deus vivendo assim?

           Ele nos criou para acompanhar o mundo que está posto no maligno? Claro que não. Ele nos criou para vivermos outro padrão. Nós seremos bem diferentes, já percebeu? Bem, fazer o que? Se não somos deste mundo, o nosso modus vivendi é outro. 

             “Eles não são deste mundo, como eu do mundo não sou” (disse Jesus; João 17.14). 

                                    NOSSA  MAIOR  NECESSIDADE 

       Creio que vale a pena transcrever aqui as palavras do irmão Dick Purnell. Elas me serviram para edificação e para que eu compreendesse melhor como Deus quer que vivamos aqui neste mundo.

       “Quando olhamos para nossa vida, ficamos conscientes de muitos desejos e necessidades, esperando por serem satisfeitos. Essas necessidades incluem alegria, segurança, amor, boa saúde, propósito na vida, paz de espírito e muitas outras. A lista parece sem fim.

         Contudo, a maior necessidade que sempre teremos aqui neste mundo é a de conhecer Deus intimamente. Um relacionamento profundo com Ele afetará cada área de nossa vida, e verdadeiramente fará de nós o tipo de pessoas que Ele quer que sejamos”

         Em nosso mundo de correria, com todas as suas pressões, é fácil negligenciar a Deus e viver a maior parte do tempo como se Ele não existisse. Mas precisamos ter, desesperadamente, um relacionamento mais próximo com Ele. Jesus disse: “Eu sou a videira vós os ramos. Quem  permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”(João 15.5). Sem Ele, a vida não vale a pena ser vivida, e não podemos fazer nada que lhe agrade.

         O fato de que Deus deseja a nossa comunhão, no entanto, é óbvio e talvez uma das verdades mais surpreendentes expressas na bíblia. Seu significado é impressionante! O Pai celestial, Deus infinito, deseja estabelecer e desenvolver um relacionamento íntimo conosco! Em João 4.23, Jesus declara: “Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade: porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.”

        O Senhor da glória nos procura e precisamos buscá-lo. Os benefícios são tremendos, á medida que aprendemos a viver e a olhar a vida de Sua perspectiva. “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, e passareis, a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me  buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.11-13). Ele inunda a nossa mente e nos enche dele mesmo.Ele sustenta a sua promessa: “E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossa necessidades” (Filipenses 4.19).

        “Você pode estar apenas começando a vida cristã e tentando imaginar o que virá a seguir. Você deseja algo que o mantenha indo em frente. Ou, talvez esteja lutando há meses, talvez anos,  para crescer em sua fé, e tem sido uma experiência de altos e baixos. Você deseja desenvolver, de maneira consistente, o seu andar com Deus. Ou, talvez, você esteja desfrutando completamente de seu andar com Deus, e procurando algo para ajudá-lo a continuar no processo de crescimento na fé.” Depois destas lindas palavras, Dick Purnell desenvolve um estudo precioso com o título “31 dias de experiência com Deus” (Edição Candeia). Vale a pena lê-lo. Pensando nas dificuldades que tenho tido e na de meus amados irmãos, para vivermos, não como o mundo vive, descomprometido com Deus e Sua Palavra, mas uma vida agradável como o Pai quer de nós, foi que busquei nele a bênção para escrever que é preciso ter “Coragem para ser diferente)”.

                                                      Avante por Cristo! 

                                                    MINHA  ORAÇÃO   

           Querido Jesus, paciente e bom para comigo. Eu sei que o Senhor já disse que eu laboro em grande erro quando vivo a minha fé sem conhecer toda a Escritura e todo o poder de Deus.

            Eu sei que o Senhor revela a Sua intimidade apenas àqueles que o amam e lhe obedecem.

           Reconheço que ainda tenho oportunidade de crescer; quero fazê-lo olhando para o Senhor, que é o Autor e Consumador  de minha fé (Hebreus 12.2).

           Senhor, ajude-me a escrever este livrinho, que ele seja uma bênção na vida de todos aqueles que tiverem acesso a ele.

           Pai, quero iniciar esta nova experiência em meu ministério ligado ao Senhor, ouvindo o Espírito Santo durante o tempo que gastar para escrever. Sei que é preciso ter Coragem para ser diferente. Eu quero ser assim para agradar-Lhe.

          Tome-me agora e mude radicalmente a minha vida, meu modo de agir, falar e pensar. Eu sei que esta mudança vai trazer-me uma vida mais cheia de amor, paz, mansidão,humildade e também mais sabedoria, unção, discernimento e a grande paixão dos evangelistas por aqueles que aqui militam, vivem um rumo que os levará à perdição. Ajude-me, ó Pai celeste, a contribuir para levá-lo a Jesus. Levá-los a se arrependerem, a se converterem e serem salvos.

         Pai, eu sei que o Senhor me vê, sabe onde estou, o que falo e o que faço. Sabe até o que penso. Ajude-me a ter coragem pra:

                     Pensar como o Senhor quer que eu pense.

                    Amar como o Senhor quer que eu ame.

                    Ver como o Senhor quer que eu veja.

                    Fala como o Senhor quer que eu fale.

                   Agir como o Senhor quer que eu aja.

        Não posso fugir do Senhor, mas posso chegar mais perto. Aqui estou, use-me, ó Pai.

        Ajude-me: “sou pobre e pequenino, mas o Senhor cuida de mim” Amém.

                                                 (Leia o Salmo 139)                                          

                                       MEU  COMPROMISSO  

        Durante a minha vida toda, com a ajuda de Deus, espero viver de seguinte maneira: Fiel, honesto, amoroso, humilde e com coragem, pagando o preço, se for preciso, de ser diferente.

        Quero ter este relacionamento com Deus e com o meu semelhante.

        Quero viver assim diante de Deus, do meu próximo e diante de mim mesmo. Não quero ter um comportamento na igreja e outro fora dela.

         Não quero viver como um gigante na fé no domingo e andar como pigmeu durante a semana. Não quero, sendo filho do Rei, andar como mendigo.

         Quero ter coragem para tudo o que for bom, verdadeiro, puro e justo.

         Quero ter coragem para pedir perdão quando eu errar.

         Quero ter coragem para perdoar quando me for solicitado perdão.

         Quero amar aos que me amam e também àqueles que me odeiam, me perseguem e falam mal de mim.

                                             Mateus 5.11.12

                                             Mateus 5.43.48

         Meu cora leitor, a Bíblia nos mostra, de modo claro, objetivo, direto, que não somos deste mundo. Estamos nele como caminheiros do Caminho.         

         Enquanto esperamos ardentemente a volta gloriosa de Jesus, ou aquele momento maravilhoso se Ele nos chamar primeiro, nós precisamos ser, como servos de Deus e não maldição.

          Estamos neste mundo, mas não somos dele. Quando Jesus, nos limpa dos nossos pecados, Ele nos faz novas criaturas. “ Nascemos de novo.” Mas Ele quando nos converte pela instrumentalidade do Espírito Santo, não nos tira do mundo; apenas roga ao Pai que nos livre do mal (João 17.15).

          Na seqüência do estudo que faremos juntos a partir daqui, veremos que Ele declara de modo contundente que o mundo nos aborrece porque, como Ele não é do mundo, nós também não o somos,isto é, somos novas criatura, e realmente cristãos.

          A Bíblia é: “Lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmo 119.105). Somos desafiados para examinar as escrituras, são elas que testificam de Jesus. São elas que nos apontam o rumo, nos ensinam a ter coragem para sermos diferentes. João disse e com razão que é bem-aventurado o que lê, o que ouve e o que guarda as coisas escritas, pois o tempo está próximo (Apocalipse 1.3). Paulo aconselhando a Timóteo disse: “Toda escritura é divinamente inspirada por Deus, útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para a boa obra” (2Timóteo 4.19.17).

         Sigamos o conselho do salmista que ao referir-se a Bíblia disse: 

            “Antes, o meu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmo 1.2).

            “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti...”( Salmo 119.11).   

 

                                            A  BÍVLIA  NOS  MOSTRA 

           1.Somos “sal da terra”.             

                “Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tomar insípido, com que se há de salgar? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e pisado pelos homens” (Mateus5.13).         

          2. Somos “luz do mundo”.                

              “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5.14).               

             “Os homens amaram mais as trevas do que a luz” (João 3.19). A nossa natureza agora não é mais morta: “Passamos da morte para a vida” (1 João 3.14). É bem verdade que “andávamos mortos em nossos delitos e em nossos pecados” (Efésios 2.1).Mas Ele veio para que tivéssemos vida, e para que a tenhamos em abundância (João 10.10).

           Se somos luzes, logo não somos trevas. Se não somos trevas, não somos como o mundo gosta.          

       3. Somos “ cartas de Deus”.                

          “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (2Coríntios 3.2). 

       Qual tem sido a notícia que transmitimos ao mundo como cartas de Deus? “A boca fala daquilo que está cheio o coração”(Mateus 12.34). 

        4. Somos “cartas escritas não com tinta”.             

              “Já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração”(2Coríntios 3.3). 

         Não transmitimos a nossa mensagem humana, mas, sim, a mensagem do céu. É a presença do Espírito Santo habitando em nós e nos habilitando a ser “boca de Deus”: “A boca do justo é manancial de vida “(Provérbios 10.11). 

               “Mas Deus assim cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas, que o seu Cristo havia de padecer” (Atos 3.18).

              “... serás a minha boca”  (Jeremias 15.19). 

       5. Somos  “cartas abertas e lidas por todos”. 

               “Vós sois a nossa carta escrita em nossos coração, conhecida e lida por todos os homens” (2Coríntios 3.2). 

       Não há como esconder a mensagem (se é que somos cartas de Deus). “Ai de mim se eu não anunciar o evangelho” (1Coríntios 9.16). Somos cartas de Deus abertas e lidas por todos os homens. 

       6. Somos “templos do Espírito Santo”. 

                “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmo” (1Coríntios 6.19). 

        O mundo está cheio de homens cujos templos são habitação do maligno. São adoradores declaradamente comprometidos com o diabo. Alguns chegam a abrigar legiões. Somos realmente diferentes. Não somos deste mundo. Glória a Deus! Estamos no mundo, porém, não somos mundanos, temos que ter coragem para fazer a diferença. É como se nadássemos contra a maré, é bem mais difícil... Verdadeiramente é estreito e apertado o caminho que conduz á Vida Eterna e poucos entram nele... 

        7. Somos “Testemunhas de Jesus”. 

              “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8). 

       É comum entre os homens a compra de falsas  testemunhas. Cristo quer verdadeiras testemunhas. Quer aqueles que irão dizer daquilo que têm “visto e ouvido” , custe-lhe o que custar, até a vida se preciso for, a exemplo de Estevão (Atos 4.20). É necessário ter coragem para ser Diferente. Pense em João Batista quando caminhava para ser decapitado... 

      8. Somos “servos de Jesus”. 

             “Não obedeçais a vossos senhores apenas quando estão olhando, só para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (Efésios 6.6). 

      Cristo é o Senhor.

      Servo é aquele que serve e não o que procura ser servido.

      Servo é aquele que obedece. Muita gente diz que é serva de Jesus, porém, quando fala com Ele, exige e grita: “Eu Te ordeno...” Quem é salvo é  servo, quem é servo serve, e servo que não serve, não serve. Ele será cortado e lançado fora.

     Cristo, Senhor e Salvador, não obedece a homens. Enganam-se os que assim procedem.

     Cristo não é amuleto. Ele é Deus. Ele é soberano.

     O servo está humildemente pronto para fazer a vontade do seu Senhor. É preciso ser humilde e para isso necessitamos coragem. 

     9. Somos “escravos de Jesus”. 

            “Pois o que é chamado pelo Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, escravo é de Crito” 

    Paulo, o grande apóstolo, se considerava um escravo (Romanos 1.1). escravo de Deus, não dos homens!      

     10.Somos “arautos de Jesus” Somo “atalaias” (Ezequiel 3.17).

      Estamos colocados aqui para avisar, para anunciar, para advertir. Fala as verdades de Deus. O preço é muito alto.Quantos  pagaram com a própria vida? 

    11.Somos “ovelha do rebanho de Jesus”. 

           “ As minhas ovelhas ouvem a minha voz: eu as conheço, e elas me seguem” (João 10.28). 

     Para seguir a Cristo, estaremos no caminho dele, não no caminho de Satanás. Somos oposição ao tentador. Se a Palavra afirma que o mundo está posto no maligno, não somos servos dele.

     Nós não somos deste  mundo, como o nosso Salvador não o é. “ Meu reino não é deste mundo”  (João 18.36). É preciso ter coragem para viver neste mundo sem se tornar mundano. Somos diferentes... somos Santos(separados). No mundo sim, mas, vivendo de um modo diferente. 

      12. Somos “membros do corpo de Cristo”.           

              “... assim nós, que somos muitos, somos um corpo em Cristo, mas individualmente membros uns dos outros” ( Romanos 12.5). 

       Se somos membros do corpo de Cristo, não fazemos parte dos membros do corpo que a serviço de Satanás. Somos um povo realmente diferente. Porque somos “propriedade exclusiva de Deus” (1Pedro 2.9). Não podemos servi-lo domingo e ao diabo nos outros dias da semana. Cristo não nos cede por empréstimo a satanás nem um segundo. Você concorda? Diante de tantos texto da Palavra de Deus, você , meu amigo leitor, concluiu que somos de outra natureza? Não podemos agir, falar e nem mesmo pensar como o mundo quer! Não somos deste mundo realmente.

       É claro que para ser diferente é preciso ter coragem. Nós não agradamos aos mundanos.

       Assumir a nossa postura custa caro. Para alguns, como veremos mais adiante, lhes custou a própria vida.

       As igrejas de um modo geral, estão cheias de pessoas esquisitas... elas vivem fazendo tipo, aparentemente diferentes (nas roupas, no cabelo, na linguagem) porém, não são diferentes daqueles cujos corações não agradam ao Senhor, “ casca pura”, aparência de santos e atitudes demoníacas. Foge deles!                                             

                                             ARGUMENTOS AO SABOR DA CARNE 

         “Não sou tolo, sou normal.”

              “Não sou doente, Deus me fez assim.”

                  “Também tenho gosto... Tenho direito igual”

                      “Deus me fez assim.”

                          “Deus é Pai e não carrasco.”

                               “Sou de carne e osso.”

                                    “Não sou de ferro.” 

        Quando não se tem a “coragem para ser diferente”, lança-se mão dos argumentos acima mencionados,e outros. E o pior é que muitos dos chamados evangélicos, até líderes de suas comunidades, fazem constantemente uso destes artifícios tão ao sabor da carne. Isto para justificar suas mazelas ou sua covardia. Não querem se desgastar. Não estão prontos a pagar o preço de serem verdadeiras testemunhas (diferentes).

         Cuidado para não entrar na rotina dos argumentos carnais muitas vezes justificados até com expressões bíblicas.

         Veja  até onde chega a maldade. Maldade ou inveja. Quem sabe, covardia de não ter coragem para ser diferente! No caso de José do Egito: 

               “Embora ela instasse com José, dia após dia, ele, porém, não lhe dava ouvidos, para se deitar com ela ou estar com ela. Certo dia ele entrou na casa para atender aos deveres, e ninguém dos da casa se encontrava presente. Ela o pegou pela capa, dizendo:Deita-te comigo! Mais ele deixou a sua capa nas mãos dela e fugiu escapando fora” (Gênesis 39.10-12) 

        Francamente, amigo, eu não sei como você vê a atitude do hebreu José. Mas já ouvi malvadas acusações, tais como: Creio que ele não era homem de verdade”; “Pode ser que se tratasse de um afeminado”;”José, naquela hora, fraquejou, foi covarde.” Essas e muitas outras são as opiniões sobre aquele que teve coragem para ser diferente.

        Muitos jovens crentes, fortes, valentes e limpos têm caído por causa da pressão que sofrem dos amigos, nas universidades, empregos e rodas de amizades.

        Quer ver outro exemplo onde muitos têm fracassado? Diante de uma população de fumantes e beberrões inveterados, não faltam aqueles que provocam os crentes, dizendo-lhes, ou até mesmo humilhado-os: “Beba! Você não é homem?” . “Beba! Conheço muitos crentes que bebem.” “Beber socialmente não é pecado.” Creio que ninguém se tornou alcoólatra tomando de uma vez  uma garrafa de pinga. Começa aos poucos, vai amortecendo a sua consciência, vai cauterizando seu organismo. Fumar, beber,jogar, prostituir são sempre seguidos de argumentos que apelam ao prazer, à beleza ou à virilidade. “Toda mulher charmosa, elegante, sabe fumar”.; “Eu bebo com equilíbrio, bebo  socialmente.”Cuidado, irmão, nessa conversa foram muitos dos nossos queridos que hoje estão caídos nas sarjetas ou já faleceram de cirrose! Faz-me lembrar do hino tradicional de nossas igrejas: “tantos que corriam bem, de Ti longe agora estão, tantos há e que também, sem amor e frios estão.”

        Veja que estúpido argumento: “Conheço gente que fuma e  é melhor do que muitos crentes que andam por aí.” Deve ser mesmo daqueles que “andam por aí” , mas que não estão realmente comprometidos com o Senhor. Não experimentaram a bênção da verdadeira libertação. É viciado mesmo. E os viciados, segundo a Palavra, não entrarão no reino de Deus.

        “Reverendo, fumar é pecado?”

        “Reverendo, dançar, sem maldade, é pecado?”

        “Reverendo, jogar em casa com os amigos é pecado? Reverendo, Deus deu Seu Filho na cruz por nós e vai nos tirar a bênção da salvação por um prazer simples de uma dança, um cigarro, ou uma bebida? Deus quer é o nosso coração. Ele sabe que eu sou crente...”. Como pode ser dele e andar noutro caminho? Como pode ser dele e servir a outro senhor? Somente existem dois senhores... somente dois caminhos, ou servimos a Cristo ou a satanás.

        Irmão, nós não vamos usar as nossas palavras para condenar ou liberar alguém, enviando-o ao céu ou condenando-o ao inferno. Mas nosso conselho está baseado na Bíblia. Primeiro, é que os viciados não entrarão no reino de Deus (cf. 1Coríntios 6.9,10). E em segundo lugar, eu pergunto: Fumar, beber e jogar edifica ou prejudica? Somos ou não templos do Espírito Santo? Então procurem tratá-lo do melhor modo possível. Evite os vícios. Seja forte e corajoso. Pague o preço e seja diferente.

        Vou terminar estas considerações contando-lhes mais uma experiência que tive no meu pastorado no Paraguai.

        Um cidadão, cuja vida não era muito agradável diante de Deus, tornou-se membro de nossa igreja.

        Vivia numa pequena cidade. Era conhecido de todos os que lá habitavam. Lutei muito com ele para que realmente entregasse todo o seu caminho ao Senhor. Depois de algum tempo, tornou-se nova criatura, porém, quando ao sexo, continuou um depravado, mulherengo. Um certo dia, fui informado de que ele havia molestado uma senhorita daquele povoado, com palavrões e insinuações indecorosas. Numa linguagem mais clara, ele deu uma “cantada” naquela jovem. Ela “pôs a boca no trombone”. O povão ficou sabendo, e em seguida as acusações se voltaram contra os crentes, contra a igreja. “viu só? É evangélico!” “Sem vergonha, adiantou muito mudar de religião! Até piorou!” “Crente não quer dizer nada” , etc.

       Quando soube do acontecido, fui falar com ele. Nervoso, me contestou da seguinte maneira: “Pastou, o que a Bíblia fala sobre este problema? Vamos, diga.” Eu lhe perguntei: “ O que a Bíblia fala?” Para ver em que ele baseava o seu argumento. Como ele  encontrava apoio escriturístico para o seu fracasso moral? Para a sua covardia espiritual? Então ele me disse “La carne és débil”(que quer dizer: a  carne é fraca). Hoje, talvez eu tivesse mais calma, mas prudência e até mais amor para orientá-lo. Mas, lembro-me que fiquei tão nervoso, que lhe respondi: “Sim, a carne é fraca, e somada à sua pouca vergonha dá a sua atitude tão carnal.” Eu sei que ele ficou triste comigo. Não mudou em nada no seu comportamento; até á velhice, seguiu se ter coragem para ser diferente. Foi sempre em fracassado e covarde diante das tentações, e um péssimo exemplo para a família e para a comunidade.

         Outro exemplo de gente que fracassou na hora de ser diferente. Este graças a Deus reconheceu seu fracasso de ter “amarelado” diante de colegas de trabalho. Este senhor eu o conheci em minha segunda viagem à Coréia do Sul. Um general do exército coreano do sul, homem excelente, bom pai, um crente exemplar,consagrado, cheio de dons e talentos. Sentiu no coração o desejo de ser presbítero. Lá na Coréia eles exigem de quem tem tal desejo, passar por um exame escrito e oral pelo presbitério. Apresentou-se à igreja como candidato da qual teve a imediata aprovação. Quando diante do seu presbitério, diga-se de passagem, foi muito feliz no seu exame escrito de doutrinas, governo e disciplina da igreja. Quando tudo parecia estar aprovado um senhor idoso, um ancião, fez-lhe a seguinte pergunta: “General, o senhor fuma?”. Assustado e pálido ele contestou: “ irmão, não sou viciado em cigarro, porém, entre os meus colegas oficiais do exército, eu fumo. Porque todos fumam, e eu fico sem graça, sem saída, eu seria um ser diferente de todos eles”. Ao que contestou o velho ancião: “ Sou contra a sua ordenação, pois quando foi necessário o irmão se mostrar “diferente”, o senhor não teve “coragem” de se expor e de pagar o preço, perdendo assim a oportunidade de dar seu valente testemunho “ eu entendi, não mais colocarei um cigarro em minha boca, de hoje em diante vou pagar o preço para ser um general diferente de todos.” Naquele instante o velho presbítero abraçou o seu irmão militar e disse: “ eu agora voto na ordenação do general”.Passados não muitos dias, aquele oficial do exército sul coreano, foi ordenado presbítero, e eleito presidente da Coréia do Sul. Vale a pena ser diferente! Amém!!!

         Deus quer misericórdia e não sacrifício, eu sei, mas o nosso esforço é necessário para permanecermos na “ Rocha” depois que Deus nos tira do lamaçal.

        Temos que evitar o pecado. Temos que fugir da tentação. Precisamos resistir ao diabo. A promessa é de ele fugirá de nós.

        Cristo vem e nos liberta, nos dá uma nova vida. È só continuar no caminho em que Ele nos coloca: o caminho da santificação.

         Não é difícil ser cristão. É claro que exige esforço, abnegação, rejeição e até mesmo o abandono de praças que nos acompanharam a vida toda.

         O jugo de Jesus é suave, e quando o aceitamos, não achamos que é sacrifício praticar aquilo que Ele pede de nós, pois o fazemos, com amor, com alegria, e  muita gratidão. 

                 “Ide porém, e aprendei o que significa: misericórdia quero, e não sacrifícios. Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, pecadores ao arrependimento” (Mateus 9.13).       

        Se pecar  é “errar o alvo” , arrependimento é mudar de caminho. Ele disse: “Eu sou o caminha, a verdade, e a vida ...” (João 14.6). 

                “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e  achareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11.29-30)

               “Conhecereis a  verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32).

               “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36)

              “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres; estai pois firmes e não tomeis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão” (Gálatas 5.1)              

        Que bom! Não somos mais escravos do pecado. Somos livres. Paulo disse: que o pecado não terá mais domínio sobre nós. 

              “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça” (Romanos 6.14). 

       Queridos, somos criticados, perseguidos, maltratados, humilhados, provocados. O diabo nos oprime de todos os lados e por diferentes maneiras, querendo nos  fazer aceitar a mentira de que somos iguais aos cidadão do mundo, onde ele reina provisoriamente. Ele é mentiroso. Ele é pai da mentira. 

             “Vós sois do diabo, que é o vosso pai, e quereis satisfazer-lhe aos desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44) 

     Eu fico com Cristo, que disse: “...porque eles não são do mundo, como também eu não sou” (João 17.14). Cristo afirmou ser Ele a verdade. Leitor querido, somos realmente um povo diferente. Separado (=santo), raça eleita, e povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pedro 2.9). Então peçamos ao Pai celestial coragem para sermos diferentes mesmo. Em cada ato, palavra e pensamento.

Somos diferentes. 

            “Não mintais uns ao outros, uma vez que vos despistes do velho homem com seus feitos, e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”  (Colossenses 3.9). 

      Portanto, agora revestidos da graça, nascidos de novo, cresçamos da seguinte maneira: 

                  Quem mentia, não vai mais mentir;

                  Quem roubava, não vai mais roubar;

                  Quem matava, não vai mais matar;

                  Quem prostituía, não vai mais prostituir. 

     Quem vivia segundo os parâmetros do mundo, vai procurar viver segundo os  parâmetros de Deus, que é a Bíblia Sagrada, a única regra de fé e prática.

      Senhor, dá-nos forças para termos coragem, a fim de sermos realmente diferentes. Que a nossa luz brilhe diante dos homens. E que sejamos o sal que salgue constantemente e luz que realmente ilumine. Amém?

       Lembremo-nos do que nos ensina a bíblia no livro do Apocalipse “Os covardes não entrarão no reino de Deus, mas o lugar que lhe cabe, é no lago que arde com fogo e enxofre...” (21.8). Oh! Deus tem misericórdia de nós.

       Amado leitor não vale a pena viver 70 ou 80 anos (se vivermos), como o mundo quer que vivamos e eternamente longe de Deus.

                                            A   IGREJA   DO  “ NÃO” 

     Fui criado numa igreja assim. “ Não pode, não deve, não faça, não vá, não beba, não jogue, não fume, não dance...”. Era uma lista enorme de não. O crente deve realmente  fugir de praticar tudo aquilo que não agrada a Deus. Mas, venha cá, eu era menino. Via “ todo mundo” fazer, todo mundo ir, todo mundo falar e por que eu não podia? Fui ficando entristecido por ser crente. Não via a hora de ser eu mesmo, ter a idade de não mais ser obrigado a ir à igreja.

      Eu queria viver... eu queria realizar algo. Eu queria ser útil. Eu queria  ser livre, e acabei por cair nas mãos do diabo. A bíblia ensina quer ele escraviza. Interessante eu era livre e não sabia. Por ser rebelde acabei escravo. O mundo é mal, é tenebroso... E o que sofri dos meus amiguinhos! “ Olhe o crente!” “ Você é crente?” E eu respondia a cada pergunta: “ Eu não posso. Sou crente.”

       Meu Deus, por que não me explicaram a razão por que eu não devia fazer ou falar como os demais meninos? O resultado foi que saí da Igreja na minha adolescência. Saí sem saber o que estava fazendo. Bati com a cabeça até ser preso (Belo Horizonte, Minas Gerais). Freqüentei um centro espírita algumas vezes; fui ser humorista de rádio. Fiz teatro com Moacir Franco, Gilberto Garcia e Clayton Silva, éramos quatro humoristas, fazíamos um programa de humorismo cujo título era: “tudo pode acontecer”. E aconteceu mesmo! Os três foram para a televisão em São Paulo, e eu para o seminário no mesmo estado. Fui a lugares onde o pecado corre solto. Cada vez caía mais; cada vez mais longe de Jesus, mais longe da igreja.

        A gente vai ficando envolvido e fica realmente com a mente cauterizada. Perde as forças espirituais. Muda os conceitos morais. Os valores passam a ser outros. A vida fica desorganizada. Sem Deus, sem Cristo, a gente fica diferente. Até o “Pai Nosso” eu não conseguia mais repedir.

       Por que não me mostraram o lado certo do cristianismo? Cristianismo é religião positiva. É alegria, é dinâmica, é humana. Se não praticamos alguma coisa não é porque somos crentes, mas porque não é certo praticar aquilo que nos prejudica, que nos afeta em qualquer área do nosso cotidiano, coisas que desagradam a Deus.

        Há coisa melhores no Cristianismo para colocar no lugar daquelas que fazemos ou falamos quando não estamos seriamente comprometidos com Jesus.

        Como é lindo viver como Cristo viveu!

        “Anda no caminho que agrada aos teus olhos, naquilo que deseja o teu coração” (Eclesiastes 11.9). Fazer sem medo. Apenas sabendo que, de todas as coisas que fizermos, falarmos ou pensarmos, de todas elas Deus nos pedirá conta. Não edifica? Não serve para o cristão. Não edifica? Não nos serve.

         Devemos viver assim:

         Sabendo que “ há tempo para tudo” (Eclesiastes 3.1-8).

         Sabendo que no tempo da mocidade  devemos nós lembrar de nosso Criador (Eclesiastes 11.9-10).

         Sabendo que na velhice ainda daremos frutos, seremos viçosos e florescentes, plantados na casa do Senhor (Salmo 92.14).

         Sabendo que fomos tirados do pecados, das trevas para a luz (1 Pedro 2.9).

         Antes não éramos povo, mas agora somos povo de Deus.

         A serviço de todos e de modo especial dos “ domésticos da fé” ( 1 Pedro 2.10).

         Vivendo em santidade (Efésios 4.17-24).

         Procurando ser santos como é santo o nosso Deus (Efésios 4.25-31).

         Tendo  como modelo o próprio Cristo (Efésios 5.1-2).Paulo imitou a Jesus. Se Paulo (um homem) conseguiu, por que nós não conseguiremos tembém?

         Produzindo os frutos do Espírito e não os da carne (Efésios 5.3 a 6.1-4). O bom mesmo é você, agora, deixar de lado, por um espaço de tempo, a leitura deste livro e fazer uma calma e séria leitura na carta de Paulo aos Efésios, desde o capítulo quatro até ao final. Versículo por versículo, veja sobre “ a unidade da fé”; “ o santo ministério e o serviço dos santos”; “ a santidade cristã oposta à dissolução”; “exortação à santidade”; “ o fruto da luz e as obras das trevas”; “o lar cristão: marido, mulher, filhos, pais, servos e senhores”; finalmente, veja como viver vestido com “ a armadura de Deus”. Que bênção tremenda é  a Bíblia Sagrada! Quem dela se alimenta tem mesmo coragem para ser diferente em toda e qualquer ocasião. É só experimentar. Faça-o agora, com um espírito humilde, quebrantado e em oração. Deus o abençoe.

        “Mas o fruto do Espírito é:

            Amor

               Alegria,

                   Pa,z

                     Longanimidade,

                         Benignidade,

                             Fidelidade,

                                Mansidão,

                                    Domínio próprio...”

        Obs.: “Contra estas coisas não há lei” ( Gálatas 5.22-25). 

                                            A  IGREJA  DO “SIM” 

        “A minha casa será chamada casa de oração” ( Mateus 21.13).

              “os meus olhos estarão abertos para este lugar, e os meus ouvidos prontos para ouvir o clamor do meu povo” ( cf. Salmo 34.15).

               “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” ( Salmo 122.1). 

                                 A  DIFÍCIL TAREFA DOS CONSELHEIROS  

         Eles têm procurado nos mostrar o quanto ainda estamos longe de alcançar a “estatura do varão perfeito”. Eles procuram, com tanto amor e paciência, levar-nos a uma vida de santificação, mas recusamos.

        Nós nos justificamos e até cremos que não somos tão maus.

             “Não sejamos fanáticos, pastor” ; “não exageremos” ; “ Deus é Pai”.

        Não matamos fisicamente a ninguém, mas... e quando difamamos, quando humilhamos?

       Creio que matamos através do pensamento.

       Não assaltamos um banco nem uma casa ou loja, mas...e quando tomamos o lugar do outro? Quando passamos alguém para trás? Quando procuramos levar muita vantagem a ponto de passar um carro batido ou cheio de massa? Não estamos assaltando?

       Não prostituímos ( somos fiéis ou infiéis).

       No pensamento trocamos de esposa? Quantas revistas pornográficas vemos, página por página? Quando olhamos com cobiça cobiçamos ou não?

       Não agredimos, não difamamos, não defloramos s ninguém, não estupramos.

       Mas, nas nossas conversas, chegamos a sentir os efeitos de atos tão pecaminosos, “ Por pensamentos por palavras”, também pecamos.

            Quando difamamos...

            Quando não cumprimos o que prometemos...

            Paulo disse que os últimos dias seriam”difíceis e trabalhoso”.

    Na  minha opinião, parece que já chegamos a essa época. Ele disse que os homens seriam:

            1.Egoístas – Você é egoísta, ou não? Você é o centro? Tudo é voltado para sua pessoa?

            2. Avarentos – Você sabe o que é ser avarento, não sabe? Quer tudo para si. O melhor, o maior é seu. A vantagem tem de ser sua.

            3.Jactanciosos -  Não há em você jactância nenhuma?

            4.Arrogantes – Muitos o são e nem sabem disso; outros não são por causa de seu status, sua posição social, econômica, etc., mas se pudessem seriam. Que lhe parece esta minha afirmação? Você já percebeu que isto não acontece só com pessoas ricas? Há pobres arrogantes e como! São arrogantes mesmo!

         5.Blasfemados – O nome de Deus é tomado em vão o dia todo. Quando você liga a televisão, e as coisas de Deus são objeto de ridicularizarão, por exemplo: piadas picantes em torno dos personagens da Bíblia. O que você faz? Desliga ou dá risada também? E quando a gente blasfema com a própria boca? Quantas vezes nós animamos uma festa com as nossas piadas! Que tristeza!

        6. Desobedientes ao pais – Parece-me que está ficando cada dia pior. Não há mais obediência. É um mundo de má-criação, de desobediência. Em todo lugar. Você também já notou isso? Nos lares, nas  escolas e até na igreja. Jesus amado, tem misericórdia de nós! Os pais hoje têm medo dos filhos. Não se pode corrigir os jovens, não se pode falar duro com as crianças, é o “direito doa adolescentes”. “Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu templo o castiga” (Provérbios 13.24). Deixem a criança crescer a vontade, e você verá o fruto desta nova maneira de educar. Se o seu filho reclamar “ seu direitos” na polícia, você será preso...

        7.  Ingratos – Jesus sentiu muito a ingratidão de seus seguidores, e ainda sente mesmo agora. Vivemos num mundo em que a prática da ingratidão é uma constante, do menos ao maior. Dizia minha mãe: “De mamando a caducando”. A gente nem tem esperança de viver dias melhores. Cada geração é mais ingrata.

       8.  Irreverentes -  Mostre-me onde há reverência, e eu quero ir lá. A gente quase não vê a reverência ser praticada. Em todo lugar vê-se o contrário. Que pena! O mundo  vai de mal a pior nós ajudamos. Você, meu leitor amado, já percebeu que temos ajudado a criar esta situação? Até nas criancinhas já se pode notar um comportamento irreverente.

       9. Desafeiçoados – Raramente a afeição é praticada. É tão bonito ver alguém afetuoso. Mas hoje as pessoas se tornam brutas, grosseiras, para não serem chamadas, não serem criticadas como afeminadas. É ou não é? Assim não dá! Paulo tinha razão: “Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis” (2Timóteo 3.1-9).

      10. Implacáveis – Estes são aqueles que não perdoam. Não há como chegar a eles. São implacáveis. Se você errou, está perdido com eles por toda a vida. Quando crentes bons na igreja cantam no coral, lecionam no Escola Dominical, pregam, são bons dizimistas, e “estão de mal” com outros irmãos, não se falam? Não perdoam. Não falam com pessoas da sua própria família. Chegam a mudar de cidade e até de igreja. Alguns procuram outras denominações. Isto é comum entre os crentes. Você conhece algum crente que é implacável? Ore em favor dele. Ele precisa de sua intercessão.

       11. Caluniadores – Este mal grassa entre nós de forma terrível. Que tristeza! As calúnias são bem antigas; elas são antes do nascimento de Jesus. Quando Tiago fala da língua, ele chega a ser duro. Mas ele tem razão. Deus condena o caluniador.

       Os pecados da língua e o dever de refreá-la.      

      “Meus irmãos,não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também o seu corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queria o impulso do timoneiro. Assim também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Com um leme a gente dirige um navio, podemos controla-lo, mas a língua, o homem nem a domina e nem a controla. Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai. Também com ela amaldiçoamos os homens, feitos á semelhança de Deus, de uma só boca procedem bênção e maldição. Meus irmão, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meu irmão, pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira, figos? Tão pouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tiago 3). 

      12.Sem domínio – É uma tarefa impossível para o homem sem Deus. Ele não se controla. E quantas vezes nós mesmo já nos expressamos arrependidos, da seguinte maneira: “ Eu não queria falar mais assim...” . Mas falou; e por que falou? Não consegue dominar-se a si mesmo. “ Gente, eu não queria fazer isto outra vez. Não foi assim eu pensei em fazer.” E por que fez diferente? Sem domínio de si.

       Perguntei a um assassino a quem eu visitava na penitenciária do Carandiru, em São Paulo: “Porque o senhor está preso?” Ele me respondeu: “ Matei minha esposa.” “ E por que o senhor fez isto?” Ele respondeu-me:” Eu não queria matá-la, mas não me dominei na hora da raiva, e matei.”

      Muitos de nós nos justificamos, dizendo: “ Eu sou assim mesmo, e quando estouro, falo tudo, até o que não quero, mas é só na hora da raiva, depois fico calmo, sem ódio, e não guardo mágoa.” Mas pergunto: Quantos que  na sua explosão mataram, destruíram, quebraram, fizeram o indescritível? Depois passa a raiva, mas as ações trazem sua conseqüências, algumas irreparáveis.

       A bomba de Hiroshima durou só um instante; no entanto, suas desastrosas conseqüências ainda se fazem sentir nos nossos dias, e ainda se prolongarão por muito tempo.

      É preciso andar com Jesus, em comunhão com Ele; é necessário alimentar-se de Sua Palavra; é impossível viver sem a orientação do Espírito Santo. Assim procedendo, nós teremos a suficiente coragem para sermos diferentes em qualquer  circunstância. Teremos condições para nos dominar a nós mesmos.

       13. Cruéis – O ex-presidente da República do Brasil, Dr Jânio da Silva  Quadros, em seu dicionário da Língua Portuguesa, disse que uma pessoa cruel é inimiga de fazer o bem,”gosta de fazer o mal” , é sanguinolentos, é insensível. Acredito que você e eu não somos sanguinolentos, insensíveis; porém “fazer o bem” já é algo mais difícil. Dependendo de quem, fica ainda mais penoso fazer o bem. Conforme a pessoa, a gente nem consegue. É preciso ter coragem para o bem sempre, sem olhar a quem. O mundo não aceita alguém  que seja assim. Um dia resolvi não ser  mais como era. Então disse à minha esposa: “ Querida, de hoje em diante eu vou escolher a quem ajudar. Não agüento tanta ingratidão, tanta decepção.” Ela ficou quieta. Acreditou que deve ter ido orar para que eu me acalmasse e mudasse de idéia. Ela sempre age assim. Pois veja o que me aconteceu. Fui ler a Bíblia e Deus me falou bem claramente: “ Não vos canseis de fazer o bem” (2Tessalonicenses 3.13).

       “Portanto aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz , nisso está pecando”(Tiago 4.17).

       14. Inimigos do bem – Só pode estar totalmente a serviço do diabo aquele que é amigo do mal, que não gosta do bem, é seu inimigo. Só quer ver desgraças. Chega a planejá-las. Que bom podermos ser exatamente o oposto deste pensamento. Podemos odiar o male amar a prática do bem.

      15. Traidores – Por que a gente, quando se fala de traidor pensa logo em Judas? Estava ele com Jesus e o vendeu por algumas miseráveis moedas. “Traidor... miserável... bandido...”. E quantas vezes trocamos Jesus e sua orientação por cosias ainda menores e sem valor? Você já pensou nisso? Traímos em casa, no trabalho, na igreja; traímos a nós mesmos! Quantas coisas deixamos de fazer por nós ou quantas fazemos que nos prejudicam?!

       16.Atrevidos – “Que se atreve”, “ousado”. Quando nossa ousadia é no Senhor, vale a pena! Mas Paulo está falando do ousado que faz as coisas sem a orientação de Deus. Tem coragem para fazer o que não agrada ao Pai. Não é diferente do mundo, mas está na forma dele. É uma pena que muitas vezes levamos este nome, não por amor a Jesus, mas por atrevimentos que nos conduzem ao pecado. Tem misericórdia de nós, Senhor! Vem socorrer-nos!

      17.Enfatuados – Estes são arrogantes, são presunçosos. Que diferença do verdadeiro cristão! Este tem tanta coragem para ser tão diferente que chega a ser humilde, sem arrogância nenhuma. O crente é como Jesus que foi bem simples.

      18.  Antes amigos dos prazeres do que amigos de Deus – É pena que o homem chega a fazer esta inversão de valores. A pessoas fica querida, fica até notada entre os seus pares, vizinhos e parentes não cristão, quando ela se mostra pronta para as práticas mundanas. Recebe elogios. É paparicada. “Reverendo, eu conheço um pastor maravilhoso. Olha, ele foi com a gente num passeio,mas nem parecia crente. Brincou, bebeu, dançou. Para resumir ele fez de tudo. Tudo mesmo, até o que o senhor não imagina.” Ficou famoso. Pronto! Está vendo? É assim que o mundo gosta.

     Que diferença faz um pastor que vai á mesma festa e lá é sal da terra e luz do mundo! Acredite que o seu modo de ser não agradaria. Pelo menos para a grande maioria. E é possível que nem seria bem-vindo; seria uma “persona non grata”- sem dúvida, dificilmente seria convidado a voltar lá.

     O verdadeiro servo dá a clarinada certa. Ele é diferente do mundano. Ele é mesmo um corajoso. Como tem sido o seu comportamento? Mais amigos de Deus ou dos prazeres? Deus o abençoe, irmão. Que Ele abençoe a cada um de nós que confessamos o seu Nome.

      19.Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.

      Que pena! Na minha experiência de pastor, tenho sentido esta realidade. Muita aparência, muita forma, muito estilo de crente. Teatro puro!MENTIROSO!

      “Rosto de crente e coração de diabo” – dizia minha avó Firmina Praxedes de Jesus.

     As igrejas estão entupidas dessa gente. Tais pessoas estão na igreja. Como disse um colega meu: “Ainda bem que estão aonde o Espírito vai alcançá-las a qualquer momento.” Se bem que Ele as alcança em qualquer lugar. Domingo, um “crentão”; de segunda a sábado, salve-se quem puder.

      Quando dizemos a estas pessoas que elas não podem viver assim, apenas de aparência, que têm de ser realmente diferente, elas não têm coragem de pagar o preço que esta atitude nos exige.

       O apóstolo Paulo termina estas explicações a Timóteo, dizendo-lhe: “FOGE TAMBÉM DESTES.”

       “Eles não irão avante”; “estão enganando a se mesmos” (2 Timóteo 3.9).

       Uma forte tentação.

        Muitas vezes o crente desavisado, vendo o ímpio prosperar no seu mal caminho, chega a desejar fazer como ele faz. Mas a Palavra aí está bem contundente e clara:

              “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade” (Salmos 37.1).

             “Pois eles dentro em breve definharão como a relva, e murcharão como a erva verde” (Salmos 37.2).

           “São como a palha que o vento dispersa. Por isso os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o cominho dos ímpios perecerá” (Salmos 1.4-6). 

                                    AFINAL, SOMOS OU NÃO  DIFERENTES? 

     É verdade que não fomos nós, por iniciativa nossa, que de repente resolvemos nos separar  para Cristo e nos converter a Ele.

         “Não fostes vós que me escolhestes Amim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda” (João 15.16).

    Não fomos nós que num abrir e fechar de olhos criamos coragem para enfrentar tudo e todos e nos fizemos diferentes. Nossa linguagem, nossa ação, e até mesmo nosso modo de pensar ficaram diferentes. Não foi assim? Não! Claro que não, foi assim...

    Vamos explicar como foi: Em primeiro lugar, o Espírito Santo trabalhou em nós por muito tempo. Falou-nos do nosso pecado, da justiça e do juízo de Deus. Ele nos deu condições e nós nos arrependemos, confessamos a Jesus a nossa inteira dependência dele. Cristo, em seu grande amor, nos perdoou de todos os nossos pecados, isto pe, Ele mudou a nossa vida. Fez uma reviravolta em nosso viver. Ele quer fazer o mesmo com você agora. Convide a Cristo para entrar de uma vez por todas em sua vida e operar as transformações que só Ele faz acontecer. Ele disse: “Eu estou à porta e bato. Se ele abrir a porta eu entrarei...”

     Paulo disse que “estávamos mortos  nos nossos delitos e nos nossos pecados” (Efésios 2.1).

     Em cada caso, Ele age de um modo maravilhoso. Sempre nos convence de que Ele nos escolheu quando ainda éramos informes (=sem forma) no ventre de  nossa mãe. No livro da vida escreveu todos os nossos dias (Salmos 139).

     Que privilégio! Que bênção indescritível! Que amor imensurável! Com você já aconteceu isto? Se não, confie-lhe sua vida. Entregue-lhe seu caminho. Ele fará tudo o que fez por mim e por milhares de pessoas como nós (Salmos 37.5; 37.7).

      Ele foi onde eu estava... no lamaçal do pecado... longe da igreja e longe dEle. Estava num centro espírita, com idéias tão estranhas. Mesmo assim, Ele foi lá; Ele desceu e “ me arrancou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9). Valeu, Jesus! Glória ao teu Nome. Eu só  posso dizer: Aleluia, aleluia, Jesus.

     Leitor, Jesus quer fazer por você e pelos seus o mesmo que fez por mim; acredite! É só pedir confiando. 

            “Ele me invocará e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei e o glorificarei... (Salmos 91.15-16).

           “ Eis que estou à porta e bato... (Apocalipse 3.20).

           “Se hoje ouvirdes a minha voz, não endureçais o vosso coração (Hebreus 4.7).

           “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55.6).

          “Hoje é dia aceitável da salvação.”        

     Como diz aquele cântico precioso: “O Espírito de Deus está aqui, operando em nossos coração...”. Cante também; peça ao Espírito Santo que opere em você.

      Coragem, irmão, coragem! É preciso ter coragem para conseguir esta maravilhosa mudança! Lance fora agora todo espírito de covardia, de dúvida, de incredulidade, de medo. Lance-se aos pés de Jesus. E se for preciso, faça como eu fiz naquele abençoado e tremendo dia. Grite: Socorro! Grite e peça a Jesus que lhe dê coragem para passar para o lado dEle sem deixar nada nas mãos do inimigo. Foi-me difícil fazer o que senti no coração. Eu já sabia que seria bom mas a coragem era pouca. Eu tinha medo do que poderia vir após aquela atitude. Ouvi a metade do sermão pregado pelo meu querido pastor José Costa, em Uberlândia. Eu estava indo para o cinema. Era um domingo, o coral (pequeno) cantava: Há hoje alguém esperando para com Jesus encontrar... venha sem mais demorar, Ele vai hoje passar.”

       Depois de um tempo no mundo entrei na igreja para nunca mais sair dela. Louvado seja o Senhor Jesus. Só Ele sabe arrancar o pecado das mãos daqueles que só escraviza. Só destrói. Satanás não tem dó.

       Fui esconder-me no pavilhão dos fundos da igreja, lugar de tantas lembranças... umas alegres, outras não. Eu queria ser um anjo (no natal) mas você já pensou? Um filho de pedreiro, de pé no chão, ser anjo? Era impossível. Pois foi neste lugar que Jesus trabalhou o meu coração. Tentei orar o “ Pai Nosso”, não consegui. Clamei, chorei, gritei por socorro. E de um momento para outro eu senti a presença dEle comigo. Comecei a ver, pela lembrança e com o auxílio de minha abençoada imaginação (ás vezes exagerada) ver minha vida regressar. Quanto erro! Quanta vaidade! Quanta revolta e ressentimento! Clamei de pé, ajoelhei-me e finalmente coloquei minha boca no chão (piso) e o Senhor olhou para mim com misericórdia e perdoou-me, senti aliviado e finalmente curado. Glória a Deus. Esta experiência durou das 20 horas até as 4 horas da manhã, quando fui para casa. Lembro-me que mamãe perguntou-me: “porque você chorou tanto depois que foi deitar? Olha os seus olhos inchados!”.

       Eu sei que é uma “cirurgia”, dói largar alguns prezares, alguns vícios, mas peça coragem a Jesus! Vamos, irmão, avante por Cristo! Olhe para Ele. Veja-O na cruz estendendo os braços e lhe perdoando os seus pecados. Você os conhece. Chega de fracassos; chega de “meia conversão”. Esta não é verdadeira. Grite, meu irmão, como fez o cego de Jericó: “Cristo, Filho de Davi, tem misericórdia de mim.”  Aleluia! Amém. Ele estende a mão e salva. Como salvou a Pedro.

        Daqui por diante vai ser bom. Você só lucrará com esta atitude. Vai ser fácil para você viver  com coragem para ser diferente. Custe o que custar. Glória a Jesus!

        Abriu o coração? Deixou Jesus entrar? Deixou o sol em você nascer? Que bênção! Que alegria! Louvado seja o nome de Jesus!

       Daqui por diante é vida nova. Você nasceu de novo.

       Somos ou não somos diferentes? Sim, somos.

       Jesus, em Sua oração, disse assim: “ pai, eles não são do mundo como eu do mundo não sou” (João 17.14). “ O meu reino não é deste mundo. Se somos dEle também não somos daqui. Estamos fazendo uma peregrinação”.

       Ele não pediu ao Pai que nos tirasse deste mundo, mas que nos livrasse do mal.

       Ele, assim como foi enviado ao mundo como Senhor e Salvador, agora nos envia ao mundo para contar isto aos pecadores.

       No meio de lobos – Ele nos enviou como ovelhas; não somos lobos, mas fomos enviados para o meio deles.

       Somos sal – Ele nos colocou aqui para salgar; nada justifica um sal insípido; este só serve para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.

      Somos luz – Ele nos enviou como luz. Precisamos iluminar aonde chegamos; nossa função é espantar as trevas. Não dá para andarmos escondendo a luz de Cristo, a qual deve ser refletida em nós. Somos “luzes do mundo”.

       Ou servimos a Cristo ou a satanás – Não dá para servir a Jesus e ao diabo ao mesmo tempo. Não podemos servi ao diabo hora nenhuma. Somos propriedade exclusiva de Jesus (Lucas 16.13).

         Somos amigos obedientes – Se formos amigos de Cristo, vamos fazer o que Ele nos manda; o que Ele disse em João 15.4.      

          Nossa união é somente em Cristo (João 15.5-6).

          Você não pode andar em duas canoas ao mesmo tempo.

          Você não pode andar em dois caminhos de um só vez.

          Que coragem! 

          Minha avó filosofava assim: “ Não dá pra chupar cana e assobiar ao mesmo tempo, meu fio.” Que  saudades dela! Quanta filosofia naquela cabeça, ainda que analfabeta! E que serva fiel! Tinha coragem de ser diferente!

          Ninguém ficaria com um homem louco em sua companhia. Ela cuidou do vovô até seu último suspiro. Ela dizia que jurou diante de Jesus que um cuidaria do outro na saúde ou na doença. Fazer voto a Deus é coisa séria (Deuteronômio 23.21-23). Quem faz voto a Deus e não cumpre é “tolo” (Provérbio 5). “ A gente, quando promete a Jesus, não pode ser infiel.” As amigas aconselhavam a vovó que o levasse para um sanatório. Ela não aceitou. Coragem! Isto é do verdadeiro servo e da verdadeira serva. Creio que muitas levariam o marido para o hospício. Ela não levou o vôo por ser diferente.

        Amigo secreto ou declarado? Amigo secreto de Jesus.

       José de Arimatéia foi à noite pedir o corpo de Jesus. Por que não o fez na hora da crucificação? A Bíblia nos diz que “ todos o abandonaram”.

       Toda a nossa casa deve estar a serviço de Jesus. Somos diferentes e lutamos para que toda a nossa família seja também. 

          “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.15). 

   Na riqueza ou na pobreza, servimos ao Senhor. Quando ricos, se não tivermos coragem para sermos diferentes, dificilmente servimos ao Senhor. Graças a Deus pelos homens e mulheres que têm sido exemplo e modelos. Na riqueza deles servem ao Senhor com alegria. 

    “Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Salmo 62.10). 

    “O vossa tesouro estará onde estiver o vosso coração” (Mateus 6.21).Irmão, diga-me com sinceridade: Onde  está o seu tesouro? Em Cristo? Em sua Obre? Em Sua igreja? Ou em seus o terrenos, cuja duração, quando acontece, será de setenta anos, o que passa tão rápido? “ É como um conto ligeiro”. “É como a relva que aparece de manhã, à tarde já está seca”. Somos mesmo diferentes.

       O perdão Doda ou pedido. Um dos termômetros para medir a temperatura espiritual do cristão é a sua capacidade de pedir perdão quando erra e perdoar quando solicitado a fazê-lo.

        Somos diferentes, não somos? Agora, cá entre nós, você já teve de pedir perdão? Já o fez diante de uma igreja cheia? Não é coisa fácil; exige da gente mais coragem do que vocês imaginam. As pernas tremem, o coração acelera, a barriga dói. Dá uma sensação de morte.

         Mas, se somos cristão de verdade, Ele nos dá o espírito de fortaleza. Ele nos sustenta e saímos mais que vencedores. O exemplo, Ele no-lo deu (Lucas 23.34). Contudo, Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...”.

         Geralmente, os homens dizem que pedir perdão é sinal de fraqueza. Mas, do ponto de vista de Jesus, é sinal de coragem. Eu fico com a opinião de Jesus, e você?

         É lindo estudar a Bíblia! É preciso verificar como o verdadeiro cristão age diante dos desafios, inclusive da morte.

         Estevão, o mártir do evangelho, na sua agonia de morte,todo ensangüentado pelas pedradas que lhe arremessaram, olhando para os céus, exclamou ao Deus Todo-poderoso: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (Atos 7.60).

         No Velho Testamento, outro fato que muito me emociona é a  atitude do patriarca Abraão para com seu sobrinho. Aquele a quem ele deu todos os privilégios em sua casa. Ele ficou rico. Houve briga entre os empregados de Ló e os de Abraão. Para não haver tristeza entre eles, o velho Abraão pedir com muito amor e com muita calma que Ló escolhesse a parte da terra que lhe agradasse e ele, dono de tudo, se submeteria a ficar com o resto.

        É gente diferente mesmo! Crente é gente fina!

        Que coragem para ser assim!

        Qual seria a nossa atitude para com o sobrinho Ló? Quando penso qual seria a minha reação se o moço fosse meu sobrinho, fico triste e envergonhado do que passa pela minha cabeça. Eu vejo que ainda me falta muito para chegar ao ponto que Deus espera de mim. E você, o que pensa disso?

         Paulo, quando escreveu a primeira carta a Timóteo, seu filho na fé, pediu-lhe que fosse o “exemplo dos fiéis” (1 Timóteo 4.12).

        Estou seguro de que você  está lendo os textos bíblicos e sendo abençoado por Deus. Por isso, não deixarei de mostrar-lhe mais textos desafiadores. Eles nos encorajam a levar uma vida que agrada a Deus, ainda que, para que aconteça tal coisa, tenhamos que desagradar aos homens.

         “Falei a verdade entre vós” (Efésios 4.25).

         Recordo-me do oficial de igreja, meu amigo, que queria que eu aceitasse a idéia de que existe a mentira branca. Dizia-me o amigo: “Ela não ajuda e nem prejudica. E se tiver de fazer alguma coisa, ela ajuda.” Seja qual for a cor, eu lhe disse, a mentira é filha do diabo. O diabo é pai da mentira.

         Meu amigo Geraldo Helvécio de Melo, me ensinou que “é melhor ficar vermelho cinco minutos do que amarelo a vida toda”.

         E quantas vezes falhamos não obedecendo à Palavra, que nos ensina a dizer: “ Sim, sim; não, não” (Tiago 5.12). 

         “Quem mentia, não minta mais” (Colossense 3.9). 

         Jacó mentiu e passou maus bocados até ao encontro com seu irmão, quando acertou as “contas”. 

         “Quem roubava, não rouba mais” (Efésios 4.28). 

         O ladrão transformado – Pobre Zaqueu, só parou de roubar depois de um verdadeiro encontro pessoal com Jesus. Teve coragem até para devolver o que roubou, quatro vezes mais (Lucas 19.1-10).

           Outra história: Era tarde da noite quando o telefone tocou. Do lado de lá uma voz impostada, teatral dizia: “amado, como está a sua disposição para perdoar um pecador?” Confesso que no momento não conheci o cidadão, e quem a lembrança só me fez recordar o quanto sofri, sofreu minha esposa  meus quatro filhos. Ele me deu um grande prejuízo. Acreditei nele. Querendo ajudá-lo fiz num banco um compromisso no valor de quatro salário que eu ganhava. Ele vendeu todos  os seus discos que eu paguei com o empréstimo que fiz no banco em meu nome. Gastou o dinheiro e eu tive de pagar tudo a duras penas... “tem um perdão para um arrependido?” Pergunto-me. Reconhecendo agora de quem era a voz, então, lhe respondi calmamente. Tem sim. Desde que você faça como Zaqueu. Com uma diferença. Paga só o valor da sua dívida, não precisa restituir-me quatro vezes mais.

         Irmãos, quando o arrependimento é verdadeiro a gente não quer que o outro seja prejudicado por nós. Queremos, pelo menos, tentar “restituir”.

        Arrepender-se de seus pecados verdadeiramente! Não faça “teatro” e não aceite dos outros um pedido de perdão se notar um falso arrependimento, o verdadeiro arrependimento trás mudanças! 

        “Falando entre vós com salmos...” (Efésios 5.19). 

      Que coisa maravilhosa a vida de louvor sem cochichos, difamações, contendas (Hebreus 13.4).

      O que você acha deste texto?

      Até o fim com o cônjuge – “O leitor seja sem mácula.”

      Sua esposa, somente ela.

      Seu esposo, somente ele. Só tenho olhos para minha esposa.

      Mesmo que um fique velho, doente ou feio. Coragem, gente! É um só mesmo. Deus fez um Adão para uma Eva. O Cristo é diferente. Ele tem coragem para ser fiel. 

        “Aquele que é limpo de mãos, puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade e nem jura dolosamente” (Salmo 15.2) 

    Por falar em juramento, a Bíblia tem uma palavra para o valente de Deus.

   Votos – pastos – aliança – “Quando votares algum voto ao Senhor teu Deus, não tardará em pagá-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti e em ti haverá pecado” (Deuteronômio 23.21).

   Com Deus a gente não pode brincar, e de Deus o crente não pode zombar.  

      “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues” (Eclesiastes 5.4-5). 

      Deus não se agrada de tolos.                         

                                             SOMOS DIFERENTES SE  SOMOS CONVERTIDOS 

(A)  Sem hipocrisia, sem mentira. Em todo lugar. Não devemos ser honestos só na Igreja.

          Domingo, gigante – gigantes a semana inteira (não pigmeus).

          Domingo, santos – santos a semana toda. Separados para Deus.

          Domingo, mansos – mansos todos os dias da semana.

          Domingo, humildes – humildes cada dia da semana. 

(B)  Alegres no contribuir.

          “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9.7). O verdadeiro crente não o é só no dízimo. Ele quer dar sempre mais. Ele é diferente dos demos irmãos, e quando contribui tem prazer em fazê-lo.

           Que triste quando me lembro de um irmão que conheci já faz tempo. Tinha tanta riqueza e tanto dinheiro que nem sabia quanto. Mas para ajudar a igreja ele não tinha a coragem dos santos. Não era diferente da maioria que freqüentava  as igrejas. Pobre irmão, não tinha programado para morrer. Penso que nem  imaginava que um dia ai deixar aqui, na mãe da família, o seu tesouro.(Ele tinha aí realmente o seu coração) A família aproveitou bem as economias. Como gastaram rapidamente a fortuna.

          “Mais bem-aventurada coisa é dar”. Amados, Deus tem bênçãos sem medida para lhes conceder. Já estão “empacotadas” como seu nome e endereço. A bênção vem mesmo. Deus não falha. Quando Deus envia a bênção não tem “remetente” mas somente “destinatário”.

(C)  Conformados com o que Deus lhes dá. 

         “Dando graças por tudo a vosso Deus e Pai” (2 Tessalonicenses 2.13; Efésios 5.20). 

          É comum ouvir irmãos medindo as riquezas de outro irmão. “Eu gostaria de ser como o irmão fulano ou beltrano que tem dois carros, casa boa, casa de campo, ou de praia.”

        “Eu gostaria de ter estudado medicina, ou engenharia, como fizeram os irmãos...”.

        “Nem sei por que não segui a carreira de cantor, ou artista. Como eu gostaria de ter a vocação de alguns da igreja.”

        “Peso que política seria a minha melhor escolha. Escolhi errado.”

        “Você já pensou se eu fosse esposa daquele abençoado?”

        “Também, se eu tivesse  casado com uma mulher igual a que tem meu irmão, ninguém me seguraria.”

        A verdade é que a maioria de nós está contente com aquilo que é e com o que possui. Que pena! Quando gastam suas vidas querendo ser o que não são e possuir o que não lhes foi dado. A Bíblia nos ensina que o Senhor repartiu a casa um “como lhe aprouve...”          

            “Assim cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um como  o Senhor o chamou...” (1 Coríntios 7.17). 

      Paulo entendeu isto e declarou: “Em tudo daí graças” (1 Tessalonicenses 5.19).

      Dar Graças por tudo – “Em tudo sede agradecido.” “Aprendi tanto a ter fartura como a ter fome” (Filipenses 4.12). Paulo menciona algumas das experiência  que teve de enfrentar. Não se deixou abater por nenhuma delas, Estava sempre seguindo o seu testemunho alegre em tudo, em todo momento e em qualquer circunstância. Quantas vezes as riquezas nos impedem de ter uma comunhão maior com Deus! Quantas vezes os títulos nos afastam de uma vida em plena  e total comunhão com o Pai.

     Somos, por natureza, tendentes á vaidade, ao orgulho, á prepotência.

     Você, mesmo deve conhecer pessoas que antes foram tão consagradas na obra do Senhor, e à medida que foram ficando “ricas” ou “famosas”, deixaram os trabalhos. Não quiseram mais a simplicidade da vida cristã, das coisas pequenas da igreja. Ficaram indiferentes! Algumas até insensíveis! Que pena!                   

                   “Tanto que corriam bem,

                    de ti longe agora vão.

                    Quantos há e que também

                    Sem amor e frios estão.” 

      Ah, Senhor, tem misericórdia! É melhor o casebre com Deus do que o palácio sem Ele; naquele, às vezes há paz; e no outro, rixas. “O pouco com Deus vale muito.” Você viu o que aconteceu com o azeite da viúva? Ele se multiplicou. Não temos vasilhas vazias suficientes para armazenar todo o “azeite” de Deus. O azeite parou, não acabou... A graça de Deus para conosco é assim, nunca acaba.

      Que bênção! É preciso estar gratos por tudo, ainda que orando, trabalhando para cada dia estar melhor. Mas “...se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Salmo 62.10).

      “Onde  estiver o vosso tesouro aí estará vosso coração” (Mateus 6.21). Se estiver em Cristo, Ele é o maior valor.

       É preciso ter coragem para aceitar com ações de graças a conformação para todas as épocas da vida. Até aquelas quando tudo nos parece ir mal. 

(D)  Alegres para vir à igreja, a casa do Senhor” (Salmo 122).

          São varias os motivos que fazem com que as pessoas vão à igreja de Cristo.

             •Agradas amigos ou familiares.

             •Costume, tradição.

             •Encontrar-se com amigos antigos ou fazer novas amizades.

             •Namoro. Interesse em alguém para iniciar um romance.

             •Política. Em época de eleição, é comum a visita de candidatos. São os famosos “ caça votos”.

         O que nos deixa triste é saber que muitas pessoas freqüentam a igreja porque têm medo de Deus. Querem os benefícios das bênçãos. Elas morrem de medo de perder a riqueza, a saúde, a unidade da família. Por isso estão sempre na igreja. Alguns são fiéis nas suas obrigações, procuram não perder nenhuma atividade. São fiéis na entrega de seus dízimos (às vezes até dão ofertas também).

           Muitos freqüentam a igreja buscando as vantagens que observam nos outros. Querem prosperar, querem ter saúde, desejam a bênção de Deus sobre o lar desajustado, cheio de ódios e de brigas.

          Nem falam ainda daqueles que vão à  Igreja para ter oportunidade de sobressair; querem cantar, porque não teriam chance noutro lugares. Geralmente não há tanta exigência nas igrejas quanto à participação nos corais, nos conjuntos, onde há lugar para quartetos, trios, duetos e solos. É claro que há aqueles que são sinceros, honestos, e  ofertam a Deus o que podem ofertar. Cantam mal, porém dão a Deus o que recebem dele.

        A maioria dos freqüentadores das igrejas está lá, mas não com uma consciência de adoração, de  louvor, de exaltação do Nome do Soberano. Buscam mais para eles do que para Cristo. Fazem na carne e na  dependência da direção do Espírito Santo.

       Vão à igreja por medo, por pressão ou por interesses pessoais. Saindo do cérebro as mais variadas preocupações... porém, olhando fixamente no pastor.

        O salmista disse: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” É o espírito de alegria, de gozo, de regozijo que deve nos impulsionar a ir á casa de oração.

        Vamos adorar a Deus com alegria. “Servi ao Senhor com alegria” (Salmo 100.2). É  assim que Deus quer que o celebremos.

        Razão tinha o servo de Deus em dizer: “Vale mais um dia nos teus átrios do que mil em outra parte” (Salmo 84.10). Quando fui pela primeira vez à Coréia, vi como o povo evangélico de lá, está praticando esta verdade bíblica. Eles estão buscando a”casa do Senhor” muito mais do que nós. Eles vão à igreja e lá ficam  estudando a Bíblia e orando. Alguns ficam até mais de um dia no templo. Ficam contemplando a “face do Senhor”.

       Ele está lá. “Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2.20).

       Como um menino que é levado aos beliscões e tapas pode chegar com alegria e assim permanecer no templo? Quantos ficam lá enquanto são obrigados? Mas ficam “contando os dias” para não freqüentar mais.

         O cansaço , o esgotamento, as tarefas que são cada dia, maiores são também motivos para que muitos crentes possam justificar a razão de estarem na igreja com rosto triste.

        É  preciso ter coragem para ir à igreja com alegria, em qualquer situação que estejamos vivendo. Deus nos quer ver em sua casa, não contristados, com medo dele, por obrigação. Lá é lugar de contentamento. 

              “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor (Salmo 122.1).

             “Servi ao Senhor com alegria” (Salmo 100.2).

            “O coração alegre aformoseia o rosto” (Provérbios 15.13). 

      Um dia, no passado, Deus se cansou dos cultos, das ofertas, do louvor, do sacrifício. Até da adoração Ele se cansou. Rejeitou a adoração, o serviço e a oferta. “Suas ofertas, suas solenidades, aborrecem a minha alma” “Deus que me serve a multidão dos vossos sacrifícios? Já estou farto dos holocaustos... Não continueis a trazer ofertas vãs!... a minha alma as aborrece” (Isaías1.1-17).

      Francamente, amigo, tenho a impressão de que Deus não tardará em dizer-nos: “Criei filhos e os engrandeci, mas eles se rebelaram contra mim...”.

     Deus elogia o boi e o jumento, dizendo que eles conhecem e obedecem aos seus donos. E nós somos tão estranhos! Criados para louvar a Deus com alegria, com espontaneidade,e não o fazemos. Ó Deus da graça e misericórdia, tem piedade de nós!

     Vamos com alegria á casa do senhor, amados. Que os nossos inimigos, e até os de casa, da própria igreja, nos critiquem. Que nos chamem de “fanáticos”, “piegas”, “crentões”; não importa. Que tenhamos coragem para sermos diferentes.

     Longe de nós o espírito de covardia, de chegamos a ponto de não agradar a Deus, para agradar aos homens ou para fugir de suas críticas e deboches ou gozações.

     Que o mundo saiba que somos de Deus e queremos servi-lo com alegria.

     Reflita sobre este texto.       

        “Vinde, então, argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lâ. Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes,sereis devorados á espada. Por que a boca do Senhor o disse” (Isaías 1.18-20). 

   Se você não tem vindo com alegria à casa do Pai, seja qual for o motivo, acerte com Ele agora. Arrependa-se de seu pecado e receba o gostoso e imensurável perdão. Depois disso, vida nova, tome posso das bênçãos e viva. 

     (E) No Serviço (Salmo 100).

      Você já cantou ou ouviu alguém cantar: “No serviço do meu Rei eu sou feliz, tão feliz e abençoado”?Cante todo este hino.Ore a Deus. Medite na letra dele (Melodias de Vitória, nº 104).

       Da mesma forma que muitos louvam a Jesus por medo ou por interesses pessoais, acontece com o serviço prestado a Ele.

        É claro que nós O servimos quando servimos ao nosso próximo. Se não temos prazer no que fazemos para um irmão, não teremos prazer no serviço de Jesus.

        Não é fácil! 

            “Maior é aquele que serve” (Lucas 22.27).

       O próprio Jesus disse que não veio para ser servido. Ele veio para servir. E como serviu? Até à morte e morte de cruz.

        As igrejas estão repletas de pessoas buscando ser  servidas. São as eternas parasitas religiosas. E ai da igreja quando deixa  de servir a tais pessoas. “Quero ver qual igreja me dá mais vantagens”.Outros servem ao Senhor, mas o fazem por constrangimento. Não têm prazer no trabalho que realizam, Resmungam, reclamam e estão sempre ameaçando deixar as suas obrigações.

        Tenho conhecido dezenas de pessoas que estão trabalhando na causa, servindo ao Senhor, porém fazem suas tarefas relaxada-mente, o que não deviam fazer. A Palavra é clara quanto a estes: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente” (Jeremias 48.10).

       Deus querido, dá-nos a bênção de servir-Te em qualquer tarefa. E por mais difícil ou simples que seja, que a façamos com alegria.

        Às vezes o que toca a nós fazermos é tão diferente daquilo que gostaríamos, o que exige muita coragem. Nem sempre podemos fazer o que gostaríamos; às vezes Ele exige que sejamos diferentes. Se você é pé e não olho, não fique triste. Faça aquilo que lhe compete. Olho e pé são muito importantes quando bem ajustados no corpo. Faça apenas sua parte,mas faça bem feita e com prazer. 

                 “...do qual todo o corpo bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas... para a edificação de si mesmo em amor” (Efésios 4.16). 

            (F) Confiança em Deus. 

             “Aquele que duvida é semelhante à onda do mar” (Tiago 1.6). 

           “Peça sem duvidar”

            Você precisa acreditar. Mesmo quando todas as evidências são contrárias.

            Um casal, depois de tratar com uma equipe de médicos ao longo de três anos, ouviu deles o seguinte: “Não sabemos explicar por que vocês não conseguem ter filhos.” Foi mais uma ducha de água fria em sua paternidade e maternidade. Os tratamentos eram difíceis e a vontade de ter filho era tão grande que, às vezes enfrentavam situações vexatórias, desagradáveis. Mas o casal lutou sempre e esperançoso até chegar a esta conclusão da equipe de cientistas da área médica. São pesquisadores evangélicos. São sérios em seu trabalho profissional. Diante da declaração dele, o que o casal poderia fazer? Nada, do ponto de vista humano. Mas restava-lhes a grande bênção da fé. Ela extrapola; vai além do conhecimento humano. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). Pela fé,casal orou. Mas o fez crendo que o Deus a quem eles serviam e em quem acreditavam é o Deus dos impossíveis. Eles estavam seguros de que Deus, quando age, ninguém impede. “...para o Senhor nenhum impedimento há... (1 Samuel 14.6). Disseram ao Senhor naquela tarde: “Senhor, se for da tua vontade e para tua glória, nós queremos ser pais.”

        Deus os ouviu. Passados alguns dias, aquela senhora estava grávida. Veio uma filha tão bonitinha e tão inteligente. Que bênção! Que alegria! É indescritível. Fé é assim: crê que o “impossível” dos homens é o passível de Deus. Só para você, leitor querido, ter uma idéia de como Deus age: aquele casal teve mais um menino, e depois  Deus enviou-lhes um casal de gêmeos (lindos!)

                            ‘Deus nos dá promessas,

                             Deus cumpre o que diz,

                             Jamais foi a fé iludida.

                             Se sentes tristezas e provações vis,

                             Deus nunca as promessas olvida.

                             Suas santas promessas, bem firmes estão,

                             Qual rocha do amor desta vida.

                             E os que têm fé, em breve verão.

                             Deus nunca as promessas olvidas!”

         (Deus tem inspirado poetas e músicos para comporem hinos maravilhosos.) Viver o que cantamos pra cantar o que vivemos.

          Podemos estar firmes nas promessas de Jesus.

          “Firme, firme, firme nas promessas de Jesus, meu Mestre. Firmes, firmes, sim, firmes nas promessas de Jesus.”

           Como é que você explica a coragem de uma senhora, com noventa anos, ao sair da casa de sua filha e genro e começar uma vida nova, totalmente diferente, num Centro de Convivência de Idosos? Hein! Como você explica isto? É pela fé no Senhor Jesus.

            O crente em Cristo sempre, em qualquer idade ou situação, tem coragem para ser diferente.

            Confiança na palavra do Autor da vida. Vale a pena!

            Que lástima! “Uns confiam em carros, e outros em cavalos mas nós (graças a Deus) faremos menção do nome de Senhor” (Salmo 20.7). Há até mesmo aqueles que confiam em seus cavaleiros. A prata e o outro têm sido o centro da confiança de uma grande maioria. Que desastre! Há aqueles que acreditam em sua beleza física, em sua sabedoria, ainda que tão superficial, tão limitada.

            Nós, porém, confiamos no Senhor. “Confie no nome do Senhor, e firme-se”  (Isaías 50.10). Que coragem a do profeta! Ele era um homem diferente. Ele cria no invisível. Que exemplo o irmão Habacuque me deu, quando se expressou:

                 “Por quando, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vida; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimentos; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17-18).

           Às vezes, pregando, costumo contar alguns casos. Muitos são até jocosos (engraçados), mas ensinam lições preciosas. Por exemplo:

            O pastor “moderno” veio para dirigir aquela velha igreja. Depois de alguns meses no comando dela, um velho disse ao jovem”teólogo”: “O pastor não costuma visitar os crentes? Eu gostaria de recebê-lo em minha casa. Vai lá tomar um café comigo.” O pastor prometeu ir, e foi mesmo. Depois de algumas  perguntas e respostas, o pastor ia se despedindo quando o velho crente lhe disse: “Pastor, o senhor não vai ler a Bíblia e nem fazer uma oração?” “Sim!” – disse o pastor um pouco contrariado. Ele tinha muita pressa (não sei para fazer o quê). “Traga lá sua Bíblia, irmão” –falou o pastor. O velho foi e voltou com um Bíblia seminova, porém sem algumas páginas, o que levou o jovem pregador a fazer uma forte advertência: “Irmão, uma Bíblia ainda nova e faltando pedaços?” “Sim!” – respondeu a ovelha. “Cada vez que o senhor ensina o que não é a Palavra de Deus, eu rasgo aquela parte.” Nervoso, o líder replicou: “Quer dizer que o senhor é daqueles que acreditam em tudo o que está na Bíblia? Até na história da maça, da virgem que deu à luz?” “Sim, eu acredito em tudo o que a Palavra de Deus ensina. E vou dizer-lhe mais uma coisa, pastor, se na Bíblia falar que um homem engoliu uma baleia eu acredito.”

             A saída do pastor, foi diferente do que a chegada: saiu nervoso. Crer há de ser assim. É ter “certeza das coisas que se esperam e convicção de fatos que senão vêem.”  

               “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas eu se esperam e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11.1).

              “...porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia final”(2Timóteo 1.12). 

          O crente é diferente quando crê. É claro que tem de ter coragem para enfrentar tanta gente incrédula. 

          (G) Coragem para andar sem máscara diante de tanta gente sem transparência (Joel 2.13).

           O profeta ensina que precisamos andar transparentes diante de Deus. Não podemos nos esconder dele, e nada lhe ocultarmos. Ele vê tudo, Ele sabe tudo (Salmos 139).

           Não adianta rasgar as vestes diante do Criador. Adão e Eva procuraram esconder-se de Deus. É preciso rasgar diante dele os nossos corações. 

               “E rasgar o vosso coração, e não os vossos vestidos, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; ele é misericordioso e compassivo, e tardio em irar-se e grande em beneficência, e se arrepende do mal” (Joel 213). 

           Ele nos sonda. Ele nos conhece. Sabe o nosso andar, o nosso falar e até o nosso pensar. Não tínhamos forma de gente, “estávamos informes no ventre de nossa mãe”, e Ele já tinha tudo escrito no livro da vida a nosso respeito (Salmo 139).

            Li certa vez que um jovem, ao sair cedo de sua casa e ao abrir a porta, Jesus estava lá, e disse-lhe: “Eu vou com você!”  O rapaz ficou encabulado e falou ao Senhor Jesus: “Por favor, o Senhor entre e me espere aqui em casa. Fique à vontade.” Mas Jesus olhou bem firme para ele, e disse-lhe: “Eu vou com você; vim para passar o dia na sua companhia. Aonde você for eu vou também”. Ouvindo estas palavras, o moço se despertou de um terrível sonho. Ainda um  pouco sonolento, mas consciente do sonho que teve, aquele jovem  ajoelhou-se à beira da cama e orou assim: “Jesus, ajude-me, eu sei que não posso esconder nada do Senhor; não quero fazer nem falar e nem mesmo pensar naquilo que não lhe agrada.”

             Não adianta máscara. Eu sei que o Senhor quer transparência mesmo. Ajude-me, Jesus, aumente minha fé. Amém. 

          (H) Na Morte.

          O grande desafio do homem, até do homem cristão, é a morte. Todos têm consciência da morte. Quase todos passarão por ela. Mas a verdade é que raramente você vai encontrar alguém que a deseje, ainda que tudo esteja indo bem.

         De vez em quando a gente encontra alguém dizendo que deseja morre: “Não sei por que esta morte não vem me levar!” Se bem que a Bíblia nos ensina que o mundo, quando se aproximar a volta de Jesus,ficará tão ruim que “os homens vão correr atrás da morte e ela vai fugir deles”. Vão pedir às rochas eu caiam sobre eles.

       O comum, meu dileto leito, é ouvir pessoas correndo da morte. Até os “valente” se acovardam diante da possibilidade de morrerem. Não sei se você já assistiu alguém agonizando. Ou se você já acompanhou pessoas ao hospital quando estas seriam sub-metidas a alguma cirurgia. Ficam nervosas, pálidas, e em algumas a pressão sobe; outras choram desesperadas. As reações são todas de medo, de covardia.

       Estou falando de pessoas que estão desprovidas de um coração realmente entregue ao Senhor Jesus Cristo. Muitos dos freqüentadores de igrejas, cujas vidas ainda não estão comprometidas com Ele, mesmo  dizendo-se crentes, também têm pavor da morte.

       Como é diferente o crente verdadeiro diante dela.

       O apóstolo Paulo disse: 

           “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”(Filipenses 1.21).

           “Ó morte, onde está o teu aguilhão? Ó inferno, onde está a tua vitória?” (1Coríntio 15.55). 

     Tragada foi a morte pela vitória em Cristo Jesus.

     É lindo ver o testemunho de um crente diante da morte.

     Jó. Este, estando todo cheio de chagas, ainda disse a Deus: 

          “Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.1-2).

     Foi também Jó quem afirmou: 

          “Eu sei que meu redentor vive, e eu viverei” (Jó19.25). 

       E a beleza do testemunho de Estêvão diante da morte: 

          “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (Atos 7.59). 

       Mas entre os homens comuns, como nós também, são milhares os que dão maravilhosos testemunhos diante da morte.

       A filha de um médico que sepultei em Goiânia, quando fui pastor lá, além de tocar o órgão para o culto fúnebre, deu o seguinte testemunho: “Irmãos, estou chorando não é porque o papai morreu; fico pensando quantos estão aqui sem Jesus. Se vocês morressem agora, não estariam no céu como o papai está. Gente, ele está bem, graças a Deus.” Que alegria deve ter causado no coração de Deus o testemunho daquela jovem!

      Nos últimos minutos de vida, dona Bárbara, uma anciã de uma  das igrejas que pastoreei, disse: “Reverendo, as malas estão prontinhas, mas Ele está demorando. Eu estou ansiosa para ir com Ele.” Pouco minutos depois, ela estava com Jesus. Aleluia!

       Como gosto de cantar o hino 108 do Novo Cântico (de Horátio G. Spafford), “Sou feliz!”          

              Se paz a mas doce me deres gozar,

              Se dor a mas forte sofrer,

              Oh! Seja onde for,

              Tu me fazes saber

              Que feliz com Jesus,sempre sou.

                      Sou feliz com Jesus,

                      Sou feliz com Jesus, meu Senhor. 

      O autor da letra deste hino a escreveu por ocasião da morte, por naufrágio, de quatro filhas. Isto é coragem, irmãos! Esta é a postura que é normal entre os homens verdadeiramente crente em Cristo. Isto é fé em Deus.

      Qual tem sido o seu testemunho diante da morte? Paz ou desespero? Você está preparado para esse momento? Deus há de abençoar-nos. Misericórdia, Senhor!

      O fato de desejarmos o céu e nos escravizarmos às coisas da terra nos leva a querer sempre viver aqui. Céu é mais um realidade teórica para os que se comportam assim.

     “O teu tesouro estará onde estiver teu coração” (Mateus 6.21). Se o seu coração estiver em Cristo, a sua vontade é realmente a de estar no céu . Você ajuntará tesouros lá, não aqui onde a traça e a ferrugem destroem. Para viver aqui querendo estar no céu, é preciso coragem. Pois quem  assim procede, sai daquilo que é costumeiro e trivial entre os homens. É normal o ajuntar coisas na terra. E quantos se escravizam ás coisas que possuem. Cada vez que a morte os ameaça, se desesperam.

      Para conforto nosso, darei mais alguns exemplos de pessoas que tiveram coragem diante da sociedade que os cercava, e foram ou ainda são bem diferentes.

       Jó. O povo não se escandalizaria nem estranharia o fato de um homem, como no caso de Jó, depois do desafio de sua mulher a blasfemar contra Deus. A maioria das pessoas lhe daria razão se eles blasfemasse em meio a tanto sofrimento. “Então sua mulher disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2.9). Mas ele fez exatamente o contrário: louvou a Deus e mostrou plena confiança nele. 

           “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.2). 

    Pedro, Em sua primeira carta, no capítulo 2, verso 9, disse: 

           “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa o povo adquirido, para que anuncies as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”

    Ora, se somos santos, somos então separados; se somos separados, não somos iguais aos outros. Veja que a Palavra nos ensina que somos povo de “propriedade exclusiva de Deus”. Jesus não troca, não empresta por tempo algum os seus servos. Só servimos a Deus. Só louvamos a Deus. Obedecemos somente a Ele. Não dá para servir ao diabo. Ele é adversário de Jesus (logo, é também adversário nosso). O nosso compromisso é somente com o bem e não com o mal. Só com o amor e não com o ódio. Não dá para misturar as coisas. Nossa escolha  é Jesus. Porque Ele nos escolheu primeiro.Aleluia!

     Convivi muito tempo com um ilustre pastor, ex-presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil, por legislaturas. Ele contou-nos que um dia, ao chegar à onde estudava o segundo grau, teve um experiência agradável, compensadora. Um colega entrou de repente na sala de aula e disse que precisava de um colega que dissesse que ele esteve impossibilitado de freqüentar as aulas por determinados dias. Olhando para o seu colega Edésio, disse: “Você não serve!”  Oh, Glória! O crente não serve para estas horas. Ele não mente. Ele é diferente. Que bênção! Mas quantos estão nas igrejas,e pelo fato de mão terem coragem para ser diferente acabam por praticar as mesmas coisas que os sem Cristos praticam. Que desastre!

      Tive o privilégio de ser assessor de um servo de Deus na Assembléia do Estado de São Paulo, Ver. Ivan Espíndola de Ávila. Lá o tratamento que se dá uns aos outros é às vezes muito feio. Os “nomes”, os “apelidos”, são até deprimentes. É interessante como o respeito com que tratam o Ver. Ivan é gritante. Ele é chamado pelo nome. Almocei com o deputado na Assembléia Legislativa. A sobremesa era doce de abóbora, um dos que mais agradam aos Ver. Ivan. Demoramos um pouco e o doce acabou. O Ver. Ivan raspou a travessa e ajuntou uma colher das de sopa cheia do doce. Um deputado chegou e com deboche disse ao seu colega: “Oh pastor, você pegou o doce todo! Mas você sabe fazer o milagre da multiplicação. Faça aí para nós!” Ao que lhe respondeu o Ver. Ivan: “Meu colega, quem multiplica é o meu Senhor; eu somente posso dividir com você. Ele me ensinou a repartir.”- colocando a metade do doce no prato do seu colega. Que atitude diferente! Que ação corajosa! Valeu a lição!

        O crente é tão diferente, em cada momento de sua vida, em qualquer experiência que tiver de  enfrentar.

         No prejuízo, quando explorado, quando assaltado também.

         Certo pastor deixou seu carro, que adquiriu depois de muita luta, à porta da Igreja e entrou para o culto de seu aniversário. “Em tudo daí graças” – foi o tema do sermão. Terminado o culto, as homenagens, a festinha, o seu filho mais velho perguntou-lhe: “Pai, onde está o nosso carro?” O pastor respondeu: “ Está aí em frente da igreja.” “Não está, pai.” – contestou o filho. “Está aí, meu filho,eu o deixei aí à porta quando cheguei; aqui estão as chaves.” “Pai, deixaram só as chaves para o senhor, pode ter certeza.”

        Realmente, irmão, o ladrão levou o carro. E nunca mais se ouviu falar dele. Fazer o quê agora? Dá um tremor, uma revolta no coração. “Senhor, dá-me de volta o meu carro. O senhor sabe o quanto me custou para comprá-lo e o quanto ele me é útil.”

        Depois de uma hora, o pastor entrou em sua sala e lá se iniciou uma batalha espiritual. Ele quis louvar a Deus pelo roubo. Ele queria orar em favor do ladrão. Deus, na sua graça, o ajudou a praticar o ensino do culto: “Em tudo daí graças.” “Em tudo sede agradecidos.”

         É preciso ter coragem para ser diferente, quando “tudo mundo” blasfema, xinga  palavrão, resmunga, reclama de Deus. O crente verdadeiro fala como o salmista. “Louvarei o Senhor em todo tempo, e o seu louvor está continuamente nos meus lábios” (Salmo 34). 

            “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueça de nenhum de seus benefícios!” “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu Nome...” (Salmo 103.1-2). Oh, Gloria! 

        1 O Crente é diferente mesmo quando é ameaçado de perder algo que deseja ardentemente.

        “Você escolhe: ou eu ou o seu Jesus Cristo.” Foi assim que aquele jovem enfrentou a sua namorada. Ele não imaginava o quanto é profundo o amor de um crente por Jesus. Sem hesitar ela disse: Não há o que escolher. Cristo já é a minha eterna escolha.” E aí encerrou aquele início de um possível casamento. O final dessa história é lindo. Deus lhe deu um jovem crente e os dois são missionários muito abençoados. “No hay Dios tan grande como Tu. No lo hay, no lo hay. No hay dios que uede hacer lãs obras como lãs que haces tu! “O teu cominho, ó Deus, é de santidade, Que deus é tão grande como o nosso Deus?” (Salmo 77.13).

       Quantas moças e rapazes trocaram seu amor a Jesus, por empregos, títulos, casamentos, e hoje vivem vidas amargas, porque agiram como a maioria das pessoas. Não tiveram coragem para serem diferentes.

        Quando mandaram o cego de Jericó ficar calado, ele que desejava tanto a bênção de Deus, não se amedrontou, e, diante da ameaça, diz-nos a Bíblia que ele “gritava cada vez mais alto: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Marcos 10.46-52). É isso aí, minha gente! A diferença é a causa da vitória do crente. “Eles ao são do mundo...” (João 17.16). Não somos deste mundo. Nossa natureza carnal morreu. Somos espirituais. Somos de Jesus. O nosso reino não é daqui, somos cidadão do céu. Por vontade e permissão de Deus, peregrinamos aqui por um tempo relativamente pequeno. Quem sabe setenta, oitenta anos! Só Deus o sabe. Passa tão depressa. “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi; é como a vigília da noite. Tu os arrasta na torrente, são como um sono, como a relva que floresce; à tarde murcha e seca.. .Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento ... porque passa rapidamente, e nós voamos...” (Salmo 90.4-10).

       Veja quão diferentes eram eles.

       • O cego, ameaçado, gritava cada vez mais (Marcos 10.46-52).

       • Paulo e Silas, feridos, cansados, famintos, humilhados,  presos, amarrados no tronco... “Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (Atos 16.25). Você cantaria na dificuldade? Você cata na dor, na fome, na humilhação? Deus seja misericordioso para conosco e nos abençoe. Precisamos dar testemunho. Precisamos ser diferentes.

      •Daniel  não comeu das comidas do rei. “Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Daniel 1.8).

       Daniel foi jogado na cova dos leões porque era firme na sua fidelidade a Deus. Foi diferente. “Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e o lançassem na cova dos leões”  (Daniel 6.16).

        •Sadraque, Mesaque e Abede-Nego  foram lançados na fornalha ardente. Permaneceram fiéis a Deus. “Ordenou aos homens mais poderosos que estevam no seu exécito que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Negro, e os lançassem na fornalha de fogo ardente” (Daniel 3.20).

        • José do Egito. “Deixando as veste nas mãos dela, saiu, fugindo para fora” (Gênesis 39.12).

        José do Egito perdeu seus irmão que o venderam como escravo. “Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes, para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos, por me haverdes vendido para aqui; porque, para a conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” (Gênesis 45.4-5).

       •João Batista anunciou a Herodes o que talvez poucos pregadores teriam coragem de fazer. “Pois João lhe dizia; Não te é licito possuí-la” (referia-se a Herodias, mulher de Filipe, seu irmão; Mateus 14.4).

        Poderíamos citar mais exemplos da Bíblia. Como poderíamos aqui enumerar e descrever sobre centenas de homens e mulheres que pagaram elevado preço por serem diferentes.

       • Os Pré-Reformadores, queimados em praça pública.

       • Os Reformadores, lançados às feras, levados às masmorras. Quanta dor! Quanta lágrima.

       Mortes horríveis! Mas que coragem! Que testemunho! Wicliff, John Hus, Savonarola, Zuínglio, Lutero, Calvino...

       Mais próximo dos nossos dias que ainda vivem, cujo preço tem sido alto, porque, como cristãos, são bastante diferentes dos demais.

       Diferentes quando pensam, quando falam e quando agem.

      O maior exemplo é o de Jesus que, sem pecado nenhum, morreu naquela infame cruz em nosso lugar. Que diferença! Meu Deus! Morrer pelo “bom” ainda é razoável, mas “Ele morreu por nós sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

      “Eu sou o Bom Pastor, O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10.11). Graças a Deus que Ele disse e realmente deu sua vida por nós.       

            “Ouvistes o que foi dito: Amarás a teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém,vos digo: Amai os vossos inimigos e orais pelos que vos perseguem” (Mateus 5.43-44).

        Ele foi o maior exemplo de quem era e será sempre diferente. Ele amou e perdoou aos que o crucificaram: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34).

       Gostaria de encerrar este capítulo narrando para você, leitor, ainda que resumidamente, uma história verídica de um dos maiores exemplos que guardo da minha mocidade. Francamente, a história é tão bonita e, por ser  verídica, tenho a tentação de contar-lhe os nomes e até endereços dos personagens.

       Trata-se do perdão. É necessário ter coragem para perdoar...

       Para exercer o verdadeiro perdão, especialmente em se tratando de traição conjugal, é preciso estar cheio da graça e dirigido pelo Espírito Santo. É preciso da misericórdia de Deus para perdoar, quando a gente maioria age da seguinte maneira: mata, abandona, castiga, despreza, etc.

       Ela casou-se e era feliz com o esposo e filhos. Sua cunhada, casada com seu irmão, com a qual se relacionava maravilhosamente, a traiu. Tomou o seu marido. Seu irmão faleceu depois de ser traído, acidente automobilístico? Ou suicídio? Só Deus o sabe...

      Os infiéis foram viver juntos. Ela passou a cuidar de seus filhos. Criou-os e educou-os com muita dificuldade. Era uma senhora nova, sadia, bonita. Mas a tristeza, a dor do seu coração traído, fez com que se enfraquecesse e ficasse com os cabelos repentinamente brancos como o algodão. Ninguém jamais ouviu dela qualquer palavra de condenação. Nem contra o esposo, nem contra a cunhada.

       Passados alguns anos, os traidores começaram a ter tristeza, remorso, finalmente veio arrependimento, mas fazer o quê? Já tinham uma filha com aproximadamente oito anos.

       Começaram a procurar uma igreja para freqüentar. Em nenhuma achavam paz. Finalmente Deus veio em socorro deles. Como Deus é maravilhoso! Não há pecado, em havendo arrependimento, que Ele não perdoe. Não há situação difícil demais que Deus não tenha a solução. Ele é mesmo o Deus dos impossíveis. “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1.37).

        Aqueles dois infelizes encontraram um pastor que os aconselhou, orou com eles e duramente os repreendeu, orientando-os a que procurassem a esposa e cunhada ofendida. Que procurassem os filhos e sobrinhos ofendidos.

         É muito difícil. Onde está a coragem para ser diferente? É necessário ter coragem para encarar a verdade. O que busca em Deus estes recursos, Ele lhos dá.

         Lá foram eles na companhia do pastor. Foi uma situação dificílima, especialmente nos primeiros instantes da visita.

         Ninguém tinha coragem para iniciar a conversa. Coube ao pastor começar o assunto. Ficaram estupefatos quando aquela senhora os interrompeu, dizendo-lhes: “Irmãos, esta casa pertence ao... (falou o nome de seu marido); estes moços também. Eu sou a sua esposa. Estamos sempre esperando a sua volta. Ele é bom. Ele se descuidou e cometeu um erro. Todos erramos. Aquela porta (apontou para a porta da sala) nunca foi trancada, desde que o... saiu. Ele levou a chave. Você se lembra, meu Bem? Quando á minha cunhada, eu a amo como sempre amei. Ela me fez sofrer e fez sofrer seus sobrinhos que sempre a estimaram. Mas ela também precisa de oportunidade. Meu irmão já está com Jesus. Quando à menina, pobrezinha, eu posso criá-la, ou a minha cunhada. Vocês decidem! “Depois de abraços em choro e oração, tudo foi resolvido. Mas que coragem! Aquela mulher é realmente diferente. Aleluia! O esposo ficou com a esposa, dando uma mesada para a concunhada e ex-amante, e outra mesada para a filha “sobrinha”. 

           “Agindo Deus quem impedirá?” “Que Deus é tão grande como o nosso Deus” (Salmo 77). 

                                          PESSOAS  SEM  CORAGEM  PARA  SEREM  DIFERENTES          

              O número não é pequeno. Já não falo dos ímpios, dos incrédulos, dos abomináveis, dos idólatras, dos viciados, dos mentirosos, dos feiticeiros, dos afeminados, das lésbicas e outros que vivem sem compromisso com Jesus. A diferença destes é para o mal, para a destruição. Quero falar de pessoas que estão freqüentando as Igrejas. Algumas que até procuram, com esforço, praticar um religião.

              São pessoas sem coragem.

              São iguais aos não-crentes.

              Não conseguem comprometer-se com Jesus.

             Querem ir para a cidade eterna, mas vivem segundo aos parâmetros do mundo, não segundo os parâmetros de Deus.

             “Eu sou covarde.”

             “Sansão”, ah Sansão! Por que você não teve coragem? Você precisava ser diferente. Você não deveria ter contado o seu segredo. Sua aparência física apenas era um resultado daquilo que Deus lhe havia dado. Na verdade, sua força não estava no cabelo,e, sim, na graça, no poder do Altíssimo. Você se acovardou, Sansão. Você foi fraco diante das insinuações, das provocações de Dalila. Por que você não foi como José do Egito? Meu Deus! Quantos ainda agora não são capazes de fugir da tentação, pelo contrário, correm para ela!

           Quero contar-lhes um fato acontecido em uma igreja em São Paulo. Faz pouco tempo um homem com toda a sua família estavam ouvindo o ensaio de um lindo coral. Ele havia sido criado na igreja. O coral cantou dois de seus hinos prediletos. Emocionado e chorando, deu o seguinte testemunho: “Eu não choro a não ser na igreja.  Fico realmente emocionado. Eu amo a Jesus, mas não sou membro da igreja, porque sou covarde. Deus quer mudanças...eu não quero abandonar aquilo que Ele quer que eu abandone. Eu sou covarde.” (Eu o conheço, sei que ele é crente, porém não tem coragem para se libertar de coisas tolas, pequenas, porém elas têm forças suficientes para superar a sua fraqueza. Ele é escravo delas.) Que penal Ele não tem coragem para ser diferente!

          Imagine o que ouvi enquanto aquela diretora me mostrava as dependências de sua escola. Nós iniciaríamos lá um trabalho de alfabetização de adultos. Enquanto caminhávamos, ela distraidamente ia fumando seu cigarro. Num dado momento, ela me perguntou qual era a denominação a que eu pertencia. Quando lhe contei, ela me disse: “Eu também sou dessa igreja.” Surpresa sua assistente, que nos acompanhava, disse-lhe: “A senhora é crente?” Ela, um pouco pálida e decepcionada consigo mesma, retrucou: “Bem, eu sou crente, porém não muito. Não chego a ser fanática por igreja. Sou uma crente normal. Sou contextualizada. Sou bem aberta. Minha mãe é que  consegue seguir direitinho.” Que tristeza! Eu estava outra vez diante de uma “crente”, covarde. Sem coragem para pegar o preço de ser diferente.

          “Eu vivo naquela cidade. Vivo bem. Participo de tudo. Não ando praticando ‘regrinhas’: ‘não beba, não fume, não jogue.’ Essas ‘bobaginhas’ tão comuns entre alguns crentes. Coitados, não aproveitam a vida. São alienados. Eu?  Eu não! Vivo normalmente. Nem comento que sou crente. Nem é necessário...”. Aí está mais um “ crente” que anda segundo os padrões do mundo. É claro que ele não agrada a Deus. Ele não é sal que salga. Ele não é luz que ilumina. Ele vive como vivem os que são mundanos, segundo o padrão daqueles cujo reino é daqui mesmo. É claro que não serve como testemunha de Jesus. É realmente mais um daqueles cuja força é tão pequena que diante das tentações caem sem coragem para serem diferentes.

          É tão difícil para a compreensão de muitos, que vivem espreitando os crentes, ver o mau testemunho de alguns membros da igreja. De modo geral, sabe-se que os evangélicos, os crentes, os salvos, são bem diferentes em tudo: são verdadeiros, são humildes, são santos, são puros. Seu padrão de vida diverge em muito do padrão do mundo. Eles estão no mundo, Mas a ordem de Jesus é para que não sejam mundanos. 

              “Não peço que os tires do mundo, e, sim, que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou” (João 17.15-16). 

         Enquanto as pessoas não se encontram realmente com Jesus, a experiência empírica de estar na presença daquele que troca o nosso coração de pedra e coloca um de carne, na presença daquele que faz tão grande mudança em nós, que no lugar do ódio aparece o amor; no lugar da vaidade brota a simplicidade; do orgulho, a humildade; da ganância, um coração que reparte. Que diferença faz quando o Espírito Santo toma posse da gente. Deixamos de ser escravos dos vícios para aceitar o “jugo suave” de Jesus. A linguagem torpe, obscura pura, verdadeira, sem mentiras, sem hipocrisia. Há transparência em tudo. Não há lugar para covardia, pelo contrário, há desejo de ser mesmo diferente para que o mundo veja a creia. “Eu sou do meu Amado, e Ele é meu.”

         Às vezes me corta o coração de lembrar que, mesmo freqüentando uma igreja, até com sacrifício , alguns ouvirão de Jesus: “ Servo mau e negligente!” “Apartai-vos de mim”, “pois todo aquele que me negar diante dos homens eu o negarei diante de meu Pai que está no céu” (Mateus 10.33).

         Você já leu o livro “A carne”?Seu autor é o ex-pastor evangélico Júlio Ribeiro.Que pena! Um homem que foi chamado para ser santo, mas, no final da vida, descambou. Diante dos mundanos, ficou até famoso. Escreveu pornografias que deu base a um  filme que despertou a maldade, a prostituição em muita gente.

        “Quem está do lado do bom Salvador?” (Novo Cântico,313).

         Quantas vezes cantamos este hino! Quem realmente quer ser conforme o coração de Jesus?

         Uma ovelha do meu pastorado, quando fui missionário no Paraguai, certo dia me disse: “Estes crentes são tão diferentes das demais pessoas. Ficam mudados na sua maneira de vestir, de falar de agir. Eu não quero ser assim. Eles ficam esquisitos, nem parecem ser deste mundo; credo! Que religião diferentes.” Ela ainda não havia colocado o seu coração nas mãos daquele que abençoa e transforma. Graças a Deus, depois de sua conversão, aquela senhora ficou tão diferente. Que coragem! Ela impressionou as suas colegas. Ela chocou a alta sociedade da qual fazia parte. Ela ficou tão diferente em relação àqueles que muitas vezes ouviram suas ferinas críticas. Ficou igual aos crentes em Cristo. Aleluia!

        Ela realmente não se parece com os mundanos. É santa, é verdadeira, é simples, é humilde, é amorosa e se gasta em favor do seu semelhante. 

                                             AINDA  HÁ  OPORTUNIDADE  PARA  VOCÊ,  LEITOR 

                                 “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o

                               enquanto está  perto” (Isaias 55.6).

                                  “E o que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei

                              fora” (João 6.37).                         

          É tempo favorável para aceitar o convite do Senhor Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

          Não importa a vida que você levou até agora. Não se preocupe com os pecados que você cometeu. Vá a Jesus com todos eles para receber o perdão. Vá a Jesus para começar tudo de novo. Vá a Ele para “nascer de novo”. Vá ao Salvador para que Ele faça de você nova criatura. Só Ele pode e quer perdoar todos os seus pecados (Isaias 1.18).

          Se você for a Ele, pode ter certeza de que o milagre do perdão acontecerá. Ele nos desafia: O milagre da transformação vai acontecer; você vai sair da presença dele alegre, mudado. E a partir daí, você realmente terá coragem para ser diferente. Experimente fazê-lo agora. No lugar que está, diga: “Senhor, aceite-me como sou. Limpe-me de todos os meus pecados. Dê-me coragem para ser diferente a partir desta hora! Amém.”

         Aquele jovem aidético, paciente terminal do hospital Emílio Ribas, São Paulo, depois de ouvir que Jesus o amava e queria que ele fosse diferente até à hora da morte, disse “Agora? É que você veio falar-me desse Cristo? Agora é tarde! Eu não vou oferecer a Jesus este pedaço podre de gente. E u já fui gente. Agora sou este bagaço.” Percebi que havia nele muita tristeza. Ela percebeu que não poderia viver diferente. Era tarde. Mas eu lhe disse: “Se você não pode viver diferente, pode agradar a Deus na sua morte. Morra crendo, morra salvo, morra sem medo, com coração cheio de paz. Não aquela paz que você buscou tanto sem encontrar. A paz de Cristo o mundo não tem para dar e nem pode tomar daqueles que a possuem. Se você não foi diferente no seu viver , seja diferente no seu morrer. Diga o que o mundo, não fala nesta hora: ‘Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.’ Amém”

        Foi realmente um lindo testemunho que ele deu antes de partir. Pena que serviu tão pouco a Cristo. Lá no hospital, enquanto viveu, testificou de Cristo.

        Não é o seu caso. Pois, quem sabe você viverá ainda muito tempo!É claro que eu não posso lhe dar  nenhuma garantia. Por isso o dia é HOJE. Ele está à porta e bate! “Abre o coração...deixa Cristo entrar...e o sol em ti raiar...”.

         Graças a Deus, aquele feiticeiro do Paraguai, que foi tão duro para a família, para os vizinhos, durante muitos anos, depois da conversão, de seu encontro real com Jesus, pôde viver de um modo tão diferente. Ele mudou tanto que a metamorfose espiritual atingiu até seu visual. Agora é meigo, bom, santo. Todos se admiravam da grande mudança que o Senhor operou nele.Convertido doou um pedaço de sua terra para a construção de um templo em sua propriedade. Convertido, abandonou o curandeirismo. Agora pratica a oração, a intercessão. Deus lhe deu a Bênção de ser o pai dos dois primeiros pastores presbiterianos do Paraguai: Buenaventura Guimenes e Eulógio Guimenes.

           Estou concluindo este livro aqui na varanda da casa de minha irmã. Se você vier a Uberlândia, um dia, procure ouvir da dona Cleusa Silva Gonçalvez (ela freqüenta a 1ª Igreja Presbiteriana) o que Deus fez na sua família. Ela orou muito e creu. Ele abençoou suas lágrimas. Ele ouviu suas orações. Ela viu a mudança que Deus fez no seu marido, nos seus filhos e noras.

         Que diferença, meu Deus!

         Que maravilha! Louvado seja o nome de Jesus!

         Que obra realizou o Espírito Santo naqueles lindos moços, cujos corpos e mentes gora não servem mais à prostituição e vícios. São separados para a glória do Senhor Jesus.

          Que coragem! Diante dos amigos da sociedade urberlandense, eles dão testemunho de que não são mais deste mundo, e, por não o serem, eles agem de modo tão diferente.

          Finalmente, amados, temos de pagar um alto preço por nossa consagração. Jesus já pagou um alto preço por nossa salvação.

          O apóstolo Paulo disse: 

          “Eu não me envergonho do Evangelho” (Romanos 1.16). 

          Que falem o que quiserem de mim. Quero viver de um modo deferente, pois Ele disse: “Pai, eles não são do mundo, como eu do mundo não sou” (João 17.16). 

               “Bem-aventurados sois quando vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”(Mateus 5.11-12). 

         “Onde está aquele povo diferente? Onde está que não se vê nenhum irmão? Aquele povo foi arrebatado...Cristo veio e os levou para o lugar que, depois de voltar aos Céus, após a ressurreição, preparou para todos aqueles que o aceitarem e viverem fiéis a Ele até a morte. Viver corajosamente não como o mundo vive, mas como Ele quer.” Amém! (Salmo 126.1-3)  

          Evandro Luiz da Silva

          Uberlândia, 03 de Setembro de 1994 

 Obs.: As referências bíblicas foram tiradas da Bíblia Revista e Corrigida – S.B.B. 

                                      ALGUNS TESTEMUNHOS 

        Quando despertei de um sonho, estava envolvido na campanha eleitoral. Primeiro, para vereador, na Capital de São Paulo; depois, para Deputado Estadual.

        E comecei a mourejar na área política. Trabalho intenso, hora de desafios. Decisões que precisava tomar. Saber  de que lado ficar. Um mundo novo, para mim. De outros e de novos valores. Mundo complicado. Difícil. Momentos de provação, de solidão. Afinal, eu estava começando nova vida, no alvorecer dos 40 anos de idade. Tudo era, então,festiva novidade.

          Nos meus 14 anos de vida pública, como parlamentar evangélico, tive de escolher, tomar decisão corajosa. Decisão que me marcou a vida política. Resolvi ser fiel a meu Deus, naqueles caminhos ínvios, adversos. Tomei-me o “Homem da Bíblia”, apelido com que me distinguiram. Fiz, da tribuna do parlamento de São Paulo meu púlpito sem fronteiras. Não escondi a minha fé, que professei logo de saída, em meus primeiros pronunciamentos. E bem sabia que teria de pagar o preço da minha arrojada posição. E foi muito emocionado que vi, naquela manhã histórica da Assembléia Legislativa de São Paulo,  a Bíblia sendo introduzida naquele plenário, para ser mantida, sobre a mesa presidencial, em lugar de destaque, em todas as sessões. E quantas vezes, ocupando aquela tribuna respeitável, tive ocasião de abrir o querido e sagrado volume para testemunho ante meus pares. E com que carinho e respeito sempre fui ouvido. Aquela seria a primeira Bíblia colocada num parlamento, neste país. De meu projeto de resolução, mandei cópia para diversas Câmaras a Assembléia Legislativa estaduais, onde a Bíblia também foi introduzida, para a honra e glória do Senhor, que me convocou à vida pública. Hoje, olhando o caminho percorrido, não tenho de que me envergonhar. Assumi, paguei o preço da escolha feita. Pregador do Evangelho, emprestado à política, não pude fazer certas coisas. Tive de ser diferente. Tive de arranjar coragem para ser diferente. Vocação para ser minoria, com sabor de solidão. Mas acho que valeu a pena. Agradeço a Deus pelas forças que ele sempre soube renovar, preservando-me, mantendo minha fé e minha esperança. No trabalho e no testemunho. No mundo, sem  ser do mundo. Como carta que muita gente leu. Como página que hoje posso reler, sem constrangimento.

          Muitas vezes deixei de ser um político brilhante, para manter meu testemunho invicto, inabalável. E amei esta Pátria sofrida, violentada pelo testemunho dúbio de alguns, que não tiveram coragem de ser diferentes. Esses testemunhos fracassados estão nas páginas dos jornais, pedras que clamam, neste ocaso de século.

          Não sei se consegui ser o parlamentar, o homem público que desejara ter sido. Porque, em muitos dias e em muitas vezes, tive de ser diferente. E fui.

          Ivan Espíndola de Ávila – Pastor, escritor evangélico, Vereador de São Paulo, Deputado Estadual (3 vezes) e por mais de quatro décadas dedicado à obra da Sociedade Bíblica do Brasil.

            Ilustre pregador do Evangelho.

         Um cristão executivo  sofre todos os tipos de assédio, que os executivos não crentes sofrem, como: convites para jantar de negócios, convites para  ser conivente em negócios escusos, incluindo, muitas vezes, mulheres, sexo, encontros em hotéis etc. Todos estes tipos de convites fazem parte da vida dos executivos quando estão administrando quer seja seu próprio negócio, quer seja o das empresas para as quais eles trabalham.

         A diferença que claramente coloca o cristão executivo diferente de outros executivo é o seu comportamento, sua postura, sua opinião abalizada principalmente quando as decisões são levadas para o lado emocional. Neste momento o cristão executivo tem um Deus a quem ele pode recorrer, tendo a certeza de que não será em vão a sua consulta, pois Deus, que é o executivo por excelência tem uma solução para cada caso.

        Na  vida secular do cristão executivo, ele é colocado em situações de desafios, muitas vezes colocando seu emprego em jogo, pois o patrão ou o acionista lhe cobra atestado de honestidade como exemplo. Existe um presbítero, diretor financeiro de um grupo na cidade de São Paulo, que foi convidado para assumiu tal função financeiras da empresas, ou seja, estava tirando benefícios próprios do dinheiro que não lhe pertencia.

        Para ser um cristão executivo é preciso coragem para ser diferente; precisa de uma vida de oração, e que Jesus Cristo seja o seu ponto de equilíbrio.

         Elias Araújo – Um dos diretores executivos da Multinacional Philips do Brasil, diácono da Igreja Presbiteriana de Santo André.

          “Vós sois o sal da terra” (Mateus 5.13).

           Os Beatles sacudiram multidões com seus trajes exóticos e a música em ritmo até então desconhecido, porque tiveram coragem para ser diferentes. E fizeram discípulos apaixonados em quase todo mundo.

          Não que sirvam de exemplo para nós. É apenas para ilustrar, pois se folheamos a Palavra de Deus, encontrarem uma riqueza de informações neste sentido.          

          Por exemplo:

          - José, o penúltimo filho de Jacó, que teve a sua infância e mocidade num ambiente inteiramente hostil e adverso. Mas, por amar a Deus e à família, teve coragem para ser diferente,  enfrentando as mais duras provas da vida. O Senhor, porém, sempre esteve com ele! E durante trinta anos, em terra estranha, língua estranha, ele foi honrado como governante do Egito! É assim que o Senhor faz: “Aos que me honram, honrarei” (1 Samuel 2.30).

         “Vós sois o sal da terra.” Sal não é massa. Daí seu extraordinário valor.

         - Maria, irmã de Lázaro, teve coragem de adorar e cultuar ao Senhor de modo totalmente  diferente! O Senhor honrou-a, dizendo: “Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua”  (Marcos 14.9).

          Ter coragem para ser diferente neste mundo corrupto, posto no maligno, é o desafio do Senhor aos que realmente desejam ser seus discípulos. 

         “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24). 

          Você quer, de fato, investir a sua vida maravilhosa nesta aventura de ser diferente para servir ao Senhor?

           Antônio Elias – Um dos mais abençoados pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil. Grande evangelista, incentivador da obra de avivamento no Brasil. Pastor por muitas décadas na cidade de Niterói, RJ.

        Ser diferente

        Ser diferente hoje em dia está se tornando cada vez mais difícil para um cristão, pois os padrões incorretos do mundo vêm avançando numa tal velocidade que, se não tivermos uma postura já concreta e solidificada de como vamos agir em certas situações de nossas vidas, vamos ser pegos de maneiras “normal”. Mas até que ponto “normal” nos padrões de Deus?

         Na minha época de faculdade (que faz apenas, uns 13 anos), era uma coisa normal uma menina se manter virgem até o casamento, mas para o homem era vergonhoso não ter mantido relações sexuais, sendo que aqueles que mantinham esse padrões bíblico de comportamento eram alvo de chacotas e gozações; mas hoje uma menina de 16 anos tem vergonha de dizer que ainda é virgem, ou, pior, a maioria já não é mais. E o que o mundo diz a respeito? Tudo bem, desde que use camisinha e não engravide e nem tenha AIDS. Que pena!

         Por ser diferente e manter um padrão bíblico de comportamento, na maioria das vezes enfrentando grandes barreiras de outras pessoas que se sentem incomodadas com a postura de honestidade, sinceridade e amor que um cristão deve ter, passando de alguma forma a nos perseguir e debochar de nossas atitudes, chamando-nos de quadrados, antiquados, moralistas, etc. Mas, se a nossa postura se mantém firme em nossas posições, essa postura de deboche e perseguição começa a tomar outro rumo, ou seja, começamos a ser pessoas diferentes e de qualidade difíceis de se encontrar, e por isso passamos a ser altamente confiáveis, sendo então uma grande brecha para podermos demonstrar que essa diferença nos vem pela ação do Espírito Santo de Deus que habita em nós, e que só através do amor de Jesus que nos amou primeiro é que podemos continuar a ser diferentes como a Palavra de Deus ordena: Sal da terra e luz do mundo.

         Marco Antônio Fino – Presbítero na Igreja Presbiteriana de Santo André. Atualmente membro da Igreja Presbiteriana Independente do Ipiranga, SP (líder na área de Missões). Médico muito competente e amado.

          Coragem para ser diferente na área de vendas.         

          “E não vos amoldeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).        

        No dizer do apóstolo, o amoldar-se a este mundo é tomar a sua forma, ou seja, é ser corrupto, corrupto, devasso, avarento, roubador, idólatra, etc. Daí a necessidade de “coragem para ser diferente”

        Na área de vendas já há mais de 25 anos, temo sentido pessoalmente a facilidade que muitas pessoas têm para se corromper, vendendo a sua integridade a preços negociados, por mais moralista que sejam, na sua aparência . Para exemplificar, podemos contar o caso acontecido com um amigo nosso: chegou ao comprador, apresentou o seu produto, e depois de muito conversar resolveu oferecer uma determinada porcentagem sobre o montante àquele indivíduo; mas o homem ficou bravo, colocando-o para fora da sala, pois não fazia aquele tipo de negócio. Ele saiu, pensou e, depois de algum tempo, voltou a insistir, e aumentou a porcentagem; o comprador mudou de opinião e partir para a negociação. Na verdade, ser diferente numa área em que a grande maioria não tem escrúpulos, só mesmo com muita coragem e fé na providência de Deus, uma vez que, tanto  como vendedor quanto como comprador, fica-se sempre entre a cruz e a espada, pois de um lado está a empresa que precisa vender, e de outro o cliente que nem sempre procura o melhor produto, mas o melhor negócio financeiramente. Portanto, ser diferente é na verdade um grande desafio, pois que estamos sempre nos deparando com homens inescrupulosos que, baseados na famosa “lei de Gerson”, só querem levar vantagem em tudo, ou seja, querem o melhor produto, o melhor preço, o melhor prazo de entrega, a melhor condição de pagamento, enfim, só falta dizer que de graça é caro, pois precisam receber algum incentivo para podermos vender-lhes nossos produtos. Por outro lado, vemos vendedores que, com a desculpa de sobrevivência, agem corruptivamente, nem sempre com os melhores produtos, mas levando na pasta o objeto misterioso que compra consciências, por mais honestas que sejam, aparentemente (salvo as exceções existentes, graças a Deus). Jesus disse que nós, crentes, somos “a luz do mundo”, e que devemos fazer “brilhar a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem o nosso Pai que está nos céus” (cf Mateus 5.16), e para isso precisamos ser santos, ou seja, separados para as boas obras, termos coragem para sermos diferentes.

           É difícil, pois o molde, que é o mundo, é contagioso, é atrativo, e nos dá sempre a aparência de estarmos fazendo as coisas corretamente, já que “ ...há caminhos que aos homens parecem direitos, mas o fim deles são os caminhos da morte” (Provérbios 14.12).

           Como  cidadão dos céus, vivendo neste mundo, embora pecados regenerado pelo sangue de Cristo, temos procurado, como profissional da área de vendas, ser diferente, mesmo que, muitas vezes, o nosso ganho seja menos, pois não entramos em negociatas que possam macular a nossa consciência, mesmo sendo criticado, via de regra.

           Um vez sendo ‘luz do mundo!m não podemos tomar  forma dele, pois seríamos do maligno e não de Jesus, já que “...todo o mundo está posto no maligno” ( 1 João 5.19). Assim sendo, fica-nos o desafio de buscarmos em Jesus a “coragem para sermos diferentes” em tudo.

            José André – Presbítero na Igreja Presbiteriana de Santo André, atualmente Diácono, líder da Confederação Nacional, Confederação Sinodal e Federação Presbiterial do trabalho masculino dos homens presbiterianos. Advogado e diretor de comunicações da Missão Apressem.

            Tenho trabalhado em uma multinacional do grande ABC, São Paulo, há 17 anos.

           Comecei como um jovem engenheiro, recém-formado, e desde então, com a ajuda de Deus e de minha esposa, h conseguido evoluir dentro da empresa.

           O querido amigo e dedicado Ver. Evandro Luiz da Silva, conhecedor de minhas responsabilidades dentro da empresa, para a qual trabalho, solicitou-me um depoimento sobre as pressões que um profissional cristão sofre dentro de um ambiente empresarial. Não querendo dizer que só os profissionais cristão sofrem tais pressões, mas queremos testemunhas como é possível suportar tais pressões à luz de uma ótica de vida compromissada com Cristo Jesus.

          Realmente tenho visto, durante estes 17 anos de vida profissional, vários tipos de pressões, mas parece-me que a de maior freqüência é realmente aquela provocada pelo jogo de interesses pessoais. É incrível a incidência de pessoas cujo interesses, dentro de uma organização, muitas vezes estão totalmente fora de sintonia com os interesses da empresa, que ao final do mês paga-lhe o sustento e o de sua família. Pessoas que, com tais atitudes, estão na realidade lesando a empresa, portanto deveriam ressarcir a mesma por tais danos.

        O ano de 1991 iniciou-se bastante promissor para mim. Apesar de ter um novo diretor em meu departamento que, portanto poço me conhecia, obtive deste a aprovação para uma viagem de aperfeiçoamento na matriz européia, com um retorno pela filial norte-americana.

        Devido á forte crise econômica recessiva que o país enfrentava, aquele foi um ano de redução do quadro pessoal. Muitas demissões ocorreram, e aqueles que continuavam na empresa passaram a ter uma sobrecarga. Além de suas funções, passaram a responder pelas daqueles que foram demitidos, ou transferidos.

        Foi justamente o que aconteceu comigo. Permanecendo na empresa, no último trimestre de 1991 recebi como incumbência o gerenciamento de uma área administrativa que praticamente nada havia de comum com o trabalho de engenharia que eu desenvolvia.

       Apesar de meu esforço, o resultado do meu trabalho nesta área não era exatamente o que o eu diretor esperava. Ao perceber isso, me dedicava mais ainda a esta atividade a fim de atingir o resultado desejado, e com isso me afastava cada vez mais da minha função primária.

       Passei a ser questionado quanto à minha capacidade profissional, pelo meu direto, por alguns colegas de trabalho e até por subordinados. Passei a ser um alvo fácil de crítica destrutiva, que visa a interesses pessoais, não se importando em quem pisa pelo caminho. A situação chegou a um ponto tal em dezembro daquele ano, antes das férias coletivas de natal e ano novo, numa conversa franca com o meu diretor, coloquei o meu cargo á disposição.

       Entrei em férias como o grande receio de que no retorno das atividades no ano seguinte seria imediatamente desligado da empresa.

       Foi então que, logo no início desse período de férias, comecei a ler na Bíblia o livro de Daniel. À medida que lia os capítulos, guardando as devidas proporções, mais identificava a minha situação com a de Daniel. A  leitura do capítulo seis, onde se descreve a trama que colegas de trabalho e seus subordinados construíram a fim de prejudicar Daniel, foi altamente edificante para mim. Interesses pessoais, invejosos,que nada contribuíam para o beneficio do reino babilônico, eram utilizados inescrupulosamente. Ou Daniel parava de orar ao seu Deus, ou então o destino daquele homem de confiança do rei seria a cova dos leões (Daniel era um dos três ministros do reis, acima de cento e vinte presidentes).

       Mais de dois mil e quinhentos anos sé passaram. A tecnologia evoluiu muito. As empresas gastam anualmente milhares de dólares em aperfeiçoamento profissional, técnicas gerenciais, trabalho em equipe, ect. Porém, o comportamento humano continua o mesmo. O interesse pessoal destrutivo, a inveja, aliada á possibilidade de carreira fácil, continua contaminando o coração do ser humano, e – por que não dizer? – contaminando as empresas em geral.

        Através daquela leitura percebi que Deus estava me ensinando que, se homens como Daniel, José do Egito e tantos outros incluso nosso Senhor Jesus Cristo, sofreram perseguições e injurias, por que não haveria eu de passar por tais situações também? José do Egito “perdeu” três anos de sua vida dentro de uma cela devido à sua lealdade para com Deus. Aquilo fazia parte de um plano, com um final tremendamente melhor (Gênesis 39-41).

       Ao voltarmos das férias, fui chamado pelo diretor, que confirmava a minha manutenção na empresa  no desempenho da minha atividade primária (engenharia), transferido a outros a atividade administrativa que tanto me prejudicara.

       Mais tarde fiquei sabendo que Deus usara alguns de meus colegas para interferir em meu favor, inclusive meu antigo diretor que providencialmente retornara da Europa naqueles dias críticos. Senti-me como o profeta Elias ao tomar conhecimento de que não estava só, mas sete mil joelhos não haviam se curvado diante de Baal (1 Reis 19.18).

       Três anos já se passaram após aquele episódio. Neste período Deus me favoreceu com a realização de diversos trabalhos inéditos dentro de uma empresa multinacional, a tal ponto que o meu diretor hoje se empenha em trazer dirigentes de toda parte do mundo para conhecer aquilo que, com a iluminação de Deus, construí.

       Faço votos, caro Ver. Evandro, que estas palavras, bem como todo o seu livro, sejam úteis ao fortalecimento da fé de quem o ler, para que passamos, no nosso ambiente de trabalho, estudo e convívio social, ser o sal da terra.

        Quero terminar o meu depoimento com as palavras de Daniel:          

            “Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força. E ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Daniel 2.20-22). 

       Eduardo Pinheiro -  Presbítero da Igreja Presbiteriana de Santo André, ex-componente da orquestra evangélica do Belém, SP. Engenheiro executivo da empresa multinacional Pirelli do Brasil.

         Fui crido numa família que me deu carinho, amor e cuidado. Contudo, em meu coração existia um vazio imenso, que tentei preencher com muitas coisas que somente trouxeram desespero á minha família.

        Era considerado a ovelha negra da família; pesava 20 kg a menos do peso normal,e vivia distanciado dos familiares, da sociedade, dos estudos e de Deus. Um vez pensei em suicídio, tamanha era a insatisfação do meu coração e da angústia que invadia o meu ser. Estava morrendo aos poucos, e minha mãe chorava de tristeza por minha causa; meus irmãos desistiram de mim, e diziam: “esse não tem mais jeito”, “não vai dar nada que preste”, “nasceu torto, vai morrer torto”.

        Mas um dia, na Primavera de 1980 um rapaz, já falecido, que se chamava Ênio de Melo e que se convertera genuinamente ao cristianismo através de um Novo Testamento que ganhara dos Gideões Internacionais, falou-me a respeito de Jesus Cristo e daquilo que acontecera com ele após a leitura daquele livrinho. Disse-lhe que isso, para mim, não daria certo, e repeti-lhe aquilo que muitos já haviam dito: minha vida não tinha conserto, não havia mais jeito.

         Ele, então, afirmou: “Para você tem jeito, sim; com Jesus a vida tem sentido, mesmo que todos desistam de você. Deus não vai desistir de amá-lo.”

         Abriu o Novo Testamento e leu para mim a parábola das Bodas do Cordeiro, convidou-me a participar desse grande acontecimento que Deus tem preparado para nós, uma festa de verdade, em que reina amor, paz e alegria no coração.

        A Partir daí, algo novo nasceu em minha vida; uma semente incorruptível, que não morre, não perece, a qual nada pode destruir, tal é o seu poder, germinou e fez de mim uma nova pessoa.

        Jesus me fez voltar para casa, amar meus pais e honrá-lo, viver em família e, ainda mais, voltar à sociedade, aos estudos e ao trabalho.

        Hoje sou feliz, tenho paz, segurança e muito mais, tenho Jesus como amigos, companheiro, Salvador, Senhor e Deus.

Foi ele quem deu sentido á minha pobre vide; nasci de novo. Conhecê-lo foi a melhor coisa que já me aconteceu, e vou segui-lo enquanto viver, por gratidão e amor.

        Antônio Carlos F. Menezes – Pastor presbiteriano, com larga experiência na área de evangelismo, escritor evangélico e atualmente Capelão do Instituto Mackenzie, SP.

        Se não há mudança é porque não há aprendizado.

       Desarraigar conceitos errados e hábitos nocivos; desentranhar princípios equivocados; banir ressentimentos; considerar o direito dos outros; impor-se e obedecer aos próprios limites; romper com a auto-indulgência e fazer calar o ego, ect.

       Quem não precisa encetar com toda urgência essa batalha?

        Mas é claro, falta disposição, sentimento de urgência e sobretudo coragem, mesmo porque é um processo extremamente doloroso, equivalente a cortar na própria carne a cada momento.

       Dou testemunho que esse dileto homem de Deus, Ver. Evandro Luiz da Silva, inaugurou esse terrível projeto pessoal e o vem tocando com muitas vitórias, graças a Deus.

       O nosso querido irmão assumiu mudar e isso é prova de um profundo aprendizado. Glória a Deus!

       Orar por ele, compreendê-lo e animá-lo é o mínimo que o seu grupo de amigos pode fazer.

       Do amigo e devedor

       Epaminondas Luís da Silva (In Memorian) – Presbítero da Igreja Presbiteriana de São Bernardo do Campo, Presidente do Presbitério Borda do Campo por várias vezes, escritor evangélico, ilustre professor da Faculdade de Direito de S.B.C e advogado.

         (Daniel 1.8)

       Deixe morto desce o rio. É levado pela correnteza. Vai com os outros. É como os outros. Só quem é vivo toma a decisão, ousa ser diferente, nada contra a maré, vai contra a correnteza, sobre o rio. Enfrenta a força das águas, mas, porque está vivo, tem firmeza para escolher o certo, o melhor, e ir em frente.

        Na Bíblia encontramos exemplos de algumas pessoas comuns, mas que ousaram ser diferentes, simplesmente porque fizeram aquilo que Deus queria, acima daquilo que os homens e que sua própria carne lhes pediam.

         Daniel ousou ser diferente. Longe de seus pais, de sua família, de suas tradições, poderia facilmente ter cedido ao convite do rei, comer do bom e do melhor, ter prazer em meio às carnes e aos vinhos, e, entorpecido, ceder a todos os outros prazeres. Fazer aquilo que todos faziam . Tornar-se comum.

         Mas o rapaz, mesmo tão jovem, já conhecia o Senhor de perto. Sabia que ao ceder em uma coisa aparentemente sem importância teria que ceder em outras. Abriria a porta. Iria contra seus princípios, iria contra Deus. “Daniel resolveu não se contaminar com as finas iguarias do rei...”

          Sempre que a gente assume a diferença do cristianismo, tem que assumir também as conseqüências.

          Tânia morreu, mas seu exemplo de vida ainda grita em meus ouvido.

          Morando no Hospital das Clínicas de SP há 26 anos, tetraplégica por causa de sua paralisia infantil, não ficou com dó de si mesmo, não murmurou ou se irou contra Deus. Fez-lhe muitas perguntas, mas manteve o coração livre de amargura.

          Sentindo o vazio da alma, arrependida de seus pecados, recebeu Jesus como seu Salvador, e Ele fez a diferença.

          Aquele que resolvia visitá-la para levar-lhe o consolo, saía pensativo, revendo sua própria vida, seus valores, e plenamente consolado.

          Mas ela não se acomodou ao sofrimento, não desistiu da vida.Aprendeu, como grande esforço, a usar o dedo útil para prender a colher, que movia com a ajuda da língua. Comia e escrevia sozinha. Através de suas cartinhas, muitos outros pacientes puderam encontrar esperança e vida, na pessoa de Jesus. Em meio á escuridão do sofrimento, Tânia rilhava; era diferente.

           Pela última vez Tânia ousou ser diferente: mudou de casa saiu do hospital. Foi para o céu, presente para quem assume e leva a sério seu compromisso com Jesus.

          Não se queixou ou se revoltou, quando seu pulmão ficou infectado; teve sua capacidade diminuída e o ar lhe faltou. Chorou, pediu ajuda, mas não blasfemou.

          Num das vezes em que quase morreu, tentei animá-la, fazendo-a lutar para viver. Carinhosamente, com sua  vozinha meiga, ela respondeu: “Eleny, eu tenho 3 boas razões para partir: a primeira , é que estarei com o meu Paizão. Segunda, encontrarei os meus queridos que já morreram. Terceira, poderei andar.”

         Resposta de quem tinha a certeza da vida eterna, e por isso foi fiel até o fim.

         Tânia  está andando hoje, com Senhor, no céu. Seu corpo perfeito e imortal, será a recompensa por uma vida sofrida, mas que ousou ser diferente e andar em Jesus. O Senhor lhe prometeu a coroa da vida.

          Eleny Vassão de Paula Aiken – Capela evangélica do Hospital das Clínicas, SP, cuja presença entre os enfermos tem sido a de um verdadeiro anjo de Deus. Preletora e escritora. Um vida preciosa a serviço de Jesus.

           “Ser corajoso e forte.” 

           A ordem do Senhor é: “Ser-me-eis testemunhas.”

           É séria e de muita responsabilidade a incumbência de ser “testemunha”, principalmente em se tratando do Rei dos reis e Senhor dos senhores.

           Quando adolescente, sendo a primeira de oito irmãos, a mamãe (Benedita de Oliveira Garcia) constantemente estava com problemas de saúde; então eu tinha a responsabilidade de levá-las à Igreja, fazendo um percurso de quatro quilômetros a é, chuva ou sol. Foram anos de crescimento, participação e de outras tantas e ricas bênçãos. Nós éramos os mais corajosos e diferentes do lugarejo. Havia quem discordasse de nossa atitude cristã. Graças a Deus foi para nós estímulo, experiência, para permanecermos firme e sempre animados na I.P.B. Hoje somos: 1 Pastor,3 Missionárias, 3 Diáconos, 1 Presbítero, 1 Professor de Escola Dominical e 1 esposa de Diácono.

          Consegui ser diferente na mocidade, pois não queria namorar enquanto não percebesse claramente que encontraria a pessoa indicada por Deus. Por causa disso passei até por situações difíceis, incompreensões. Fui muito criticada.

          Estava terminando o curso do IBEL (Patrocínio) quando percebi que o aspirante ao ministério, Evandro Luiz da Silva, poderia ser o indicado por Deus, quando me propôs casamento. Orei, busquei a orientação do Espírito Santo. Queria ter a certeza de estar no centro da vontade de Deus. Casamo-nos e tivemos a bênção de ter quatro filhos: Aurora Carlota, 24, dentista;Geraldo Miguel, 23, engenheiro; Nena, 20,  protética e vestibulanda; e Evandro,20, estudante de odontologia.

          Meu ideal de continuar os estudos foi substituído pelas atividades intensas na Igreja e na educação dos acima mencionados. Fiz apenas magistério e conservatório musical e vários cursos práticos e rápidos na área de educação artística, musical, culinárias. Dei aulas no Estado por doía anos. Depois senti que estava sacrificando muito os filhos e a Igreja.

           Fui criticada por senhoras que, inconformadas com o salário dos esposos, deixaram tudo e foram trabalhar fora, deixando o lar e até cargos, na Igreja, isto é, trocaram o lar por um plano inferior.

          Cada um dará contas a Deus. Preferi ser diferente; paguei o preço, humanamente falando. Hoje não tenho emprego, nem aposentadoria, nem títulos, porém reconheço que foi Deus que me deu coragem para ser diferente.

          Valeu a pena! A experiência tem sido válida para ajudar outras jovens da Igreja por onde temos passado: Paraguai, Registro, Goiânia e Santo André. Saulo era perseguido do evangelho, tinha autorização para isto, e o fazia com convicção e segurança. Quando teve o maravilhoso encontro com Cristo, transformou rente, tornando-se uma testemunha viva do mesmo Cristo a quem antes perseguia. Até seu nome foi mudado para Paulo.

         Se o crente não for diferente nas palavras, nos atos, enfim, em toda a maneira de ser, como poderá ser uma testemunha real do Senhor? Tenho dado apoio ao meu esposo, autor deste livro, que teve a coragem de deixar a vida de artista, abandonando a companhia de famosos cantores e humoristas para aceitar o chamado  para o Sagrado Ministério. Aleluia! Deixou de aceitar convites para trabalhar nos EUA a fim de ficar no Brasil. Deixou de ganhar ótimo salário como pastor da Igreja Presbiteriana de Santo André para aceitar (sem salário) o grande desafio de fundar a Missão APRESSEM, com base em Apocalipse 3.11: “Venho sem demora; guarda o que tens para ninguém tome a tua coroa.”  Hoje Evandro é Diretor Geral da APRESSEM, que já está em pleno funcionamento, graças a Deus e ao apoio de pessoas que têm o mesmo ideal.

          Para mim foi um privilégio participar destes testemunhos.

          Maria de Lourdes Garcia da Silva – Trata-se da Professora Missionária e esposa do autor deste livro. Se alguém tem tido a coragem para ser diferente é a dona Lurdinha. Sua vida tem sido de lutas e provações. Primeira missionária da Igreja Presbiteriana do Brasil no Paraguai. Fundadora da Primeira Sociedade Auxiliadora Feminina daquela Igreja. Tem pago o preço por ser diferente; dedicada ao Senhor e Sua Obra, ao esposo e aos filhos.

          Provavelmente o lugar em que passa mais tempo durante a semana é no meu escritório. Uma sala dividida em dois ambientes onde há uma área de trabalho e um outro ambiente de estar. Sem ostentação, mas com grande conforto. Há móveis modernos, algumas pinturas, plantas, os pavilhões do município, estado e do Brasil.

          Há, entretanto, algo que chama a tentação daqueles que nos visitam:

          Ao abrir a porta que dá acesso à sala, o visitante se depara com uma talha em madeira, medindo 3 x 2 metros. Nela estão esculpidas algumas construções destruídas, o mar e alguns lírios. Ao lado direito da talha está esculpido um pergaminho com a inscrição: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as misericórdias do Senhor não têm fim, renovam-se a cada manhã, grande é a tua fidelidade (Lamentações 3.22.23).

          Empresários, políticos, autoridades diversas têm oportunidade de contemplar a beleza artística da peça, mas, sobretudo, não tem como não ler e, sobretudo, meditar nas eternas promessas de Deus.

          Entretanto, certamente mais importante do que a talha, do que os visitantes que vêem e lêem, é a minha própria convicção naquilo que mandei esculpir. Vivo exatamente com uma expectativa única de que vivo pela graça, e que as misericórdias do Senhor não têm fim.

           Josimar Henrique da Silva – Presbítero da 1ª Igreja Presbiteriana do Recife. Fundador e proprietário da 1ª fábrica de medicamentos do Nordeste: HEBROM. A sua visão missionária e o seu coragem cheio de ardor pelos não alcançados fazem da HEBROM um grande centro de apoio à Obra do Senhor Jesus, quando ao sustento e envio de obreiros. A vida do Dr. Josimar e de todos os seus familiares tem sido uma inspiração e uma bênção para o autor deste livro.

                                         CORAGEM  PARA  COMEÇAR  PARAR  E  REINICIAR...

            “E a Missão Apressem parece que ia tão bem...?”

            O que aconteceu com ela? Essas e outras perguntas me são feitas por pessoas amigas e até alguns dos sócios fundadores, intercessores até dentre aqueles que eram mantenedores.

             Precisa Coragem para dizer o que vou colocar aqui neste novo capítulo do meu livro.

            Início – de fato a Missão começou bem sem dúvida nenhuma abençoada por Deus e abençoadora. As primeiras diretorias trabalharam muito. Aprovados o Estatuto e Regimento Interno iniciamos o trabalho de divulgação: nossos projetos.

            Criar uma nova geração de criança, jovens e adultos comprometidos com missões.

            Pensávamos em desenvolver este trabalho no seio de nossa amada I.P.B. Nossa Família. Exatamente pela experiência pessoal que temos nesta área e conhecendo a Igreja em toda a extensão territorial.

            Partimos para Cruzadas Evangelísticas. Realizamos em cinco anos de atividades da Missão Apressem mais de trinta séries de Conferências Missionárias. Alcançamos um total de 830 irmãos que se tornaram imediatamente crentes envolvidos com a Obra Missionária que propusemos no coração:

1.      Formação de uma nova geração missionária;

2.      Cria um departamento de Assistência a Idosos;

3.      Assistência a crianças carentes.

            Deus nos abençoou sobremaneira nos cinco anos de atividades ininterruptas. Ganhamos por doações cinco valiosíssimas propriedades, todas com mais de 90 mil quadrados.

            Primeira em Iguape com 135 mil metros. Um local maravilhoso, terra fértil ladeado por um rio. O asfalto está a um quilômetro do terreno. Local próprio para produção de maracujá, banana, verduras e palmito. Este terreno continua no nome da Missão Apressem.

           A segunda doação nos trouxe muita emoção. Fica num lugar lindo. Ipuiuna é perto de Poços de Caldas. É lugar de água boa e montanhosa. O terreno possui um pedaço de mata virgem e uma enorme represa. A família dos doadores é preciosa. São membros da Igreja Presbiteriana de Ipuiuna, MG.

           Por ser mais central investimos bastante nesta propriedade. Pagamos um alto valor para fazer o trabalho de piquetação do terreno todo, feito um engenheiro da cidade de Ipuiuna.

           Fizemos um projeto de uma casa de recuperação de jovens. Pagamos uma elevada taxa para um engenheiro arquiteto.

          Para ampliar a nossas possibilidades retiramos parte das ofertas que nos eram dadas e compramos do Sr. Nelson Aquino (irmão do doador da propriedade) mais um alqueire de terra ligado ao terreno doado. A família do irmão Nelson se envolveu no projeto. Todos trabalharam  muito para que alcançássemos a concretização do projeto para aquela região. Confesso que eu estava animado que nem de longe pensava na possibilidade daquele projeto vir a ruir-se como aconteceu.

          Pela demora de iniciarmos a obra o Sr. Nelson cedeu a propriedade a um amigo. Este plantou batatinha no terreno, Uma das coisas desagradáveis foi que toda a piquetagem do projeto altímetro foi destruída. O pior estava por acontecer. O senhor Nelson vendeu a propriedade doada e inclusive o pedaço de um alqueire que havíamos comprado dele. Fazer o que? Em parte o irmão doador estava certo. Ele esperou por 7 anos o início das obras... Fiquei riste mas não havia outro jeito a não ser aceitar tudo aquilo como a vontade de Deus.

         Quem sabe um dia o senhor Nelson ou outro membro da família nos faça outra doação. Um dia deste vou visitá-los e ver se ele me restitui o valor do alqueire que compramos dele para ampliar o terreno da M.A. É uma família querida e muito preciosa.

          A terceira doação foi no turvo, PR. Dona Edith sonhou que estava abençoando alguém com doação de terras. Nesta época eu passei lá e ela não teve dúvida de falar com o seu querido esposo e filhos. Elas revolveram doar-nos um pedaço de suas terras. Um lugar lindo com muita madeira, pinheiro da região. A doação foi do Sr. Sílvio.

         Daria para construir uma boa sede. Água e luz, asfalto pertinho, muito próximo à igreja.

         Infelizmente tivemos de dispensar esta propriedade. Sentimos muito porque amamos a família de doadores nossos amigos que nos conhecem antes de nossa formatura. A igreja do Turvo é formada de irmãos muito crentes. Nós não queríamos perder esta oportunidade. Mas não podíamos segurar a propriedade quem sabe outra missão terá como aproveitar a doação a curto prazo. Deus há de abençoar aquela querida família.

        A quarta propriedade doada á M.A. e a quinta estavam em Xinguara, PA. Formo fazer uma série de pregações lá e dois irmãos gostaram do projeto da M.A. Um jovem casal resolveu doar uma linda propriedade de 4 alqueires. Esta ficava no asfalto, com água e luz. Distante do centro de Xiguara, 20 quilômetros. Outro irmão doou um terreno no centro. Todo murado. Mas antes de passar para M.A. eu comuniquei ao Ver. Carlos Barreto que agradecesse a bondade dos dois doadores, dispensasse as doações. Eu não sabia como a M.A. poderia fazer uso das doações.

      Atualmente a Missão Apressem só possui a propriedade de 135 mil metros quadrados em Iguape, SP.

      Temos declarado cada ano na receita federal o movimento da Missão Apresem e mantemos o nosso CNPJ liberado. Podemos iniciar qualquer um dos nossos projetos.

       Queremos nos reorganizar. Estamos num período de oração, buscando no Senhor uma estratégia a que mais agrade aos Senhor.

        Resolvemos buscar ajuda nos EEUU, aceitamos trabalhar com “espanos”, que são, por direito adquirido, norte-americanos, porém, mal tinham condições de manter  o próprio trabalho portanto depois de outras tentativas voltamos ao Brasil um tanto preocupados sem saber o que fazer, mas seguro de que a obra é do Senhor, e Ele mesmo proverá.

       Ainda mais, quando chegamos aqui, a diretoria da M.A. não havia conseguido recursos para dar continuidade aos projetos e fazer a tiragem do jornal da M.A. que já estava na gráfica, com tudo pronto: boneco, fotolitos ...foi mais uma decepção!

       Deus é o Senhor e sabe o que é melhor para Sua Obra.

       Tentei fazer uma fusão da M.A. com uma nova Missão que já estava em pleno funcionamento e cujos objetivos eram praticamente os nossos. Chegamos a fundar as duas diretorias em uma  só. Trabalhamos em uma assembléia realizada das duas missões e escrevemos um novo estatuto e um novo regimento interno. Fizemos a doação do valor obtido com a venda do carro da M.A. (bastante usado) para o funcionamento da nova Missão.

       Lamentável não foi uma boa decisão. Erramos e nos precipitamos. Fomos obrigados a voltar atrás e de novo recomeçar os propósitos da M.A.

       Depois de algumas tentativas com a nova diretoria resolvemos esperar uma hora mais propícia para o seu reinício. Uma coisa já estava definida em minha mente. Deus é bom e muito paciente conosco. Eu pensava como fundador e diretor da M.A. em fazer tudo grande...creio que Deus, com amor e bondade, me colocou onde deveria ter estado desde a fundação da M.A. Humildade agrada a Deus. “ Ao humilde Ele exalta, ao vaidoso, presunçoso, ganancioso Deus abate”.

       Irmãos, hoje, olhando o que sobrou da alvissareira Missão eu fico pensando o que diz a sabedoria dos mais experimentados na Caminhada da existência. Se eu tivesse entrado como estou hoje (abatido, humilhado) talvez teria saído como entrei: “ Não é de quem corre mas de quem Deus abençoa”. O salmista já havia declarado há tanto tempo...e o pior é que eu sabia mas não pratiquei.

              “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar, não ando à procura de grande coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim” ( Salmo 131.1).

        Amém!

        Queridos irmãos, é necessário Ter Coragem Para ser Diferente.

        Tenho agredido a mim mesmo com constantes indagações. E agora? Como você vai explicar ao Brasil inteiro que a M.A. “faliu”, “acabou”, “degringolou” ... ou pelo menos quando me perguntam “ e então?”, “onde foi parar a M.A.?”, tanta pressa. Correu tanto mas se... Deus não abençoar a Missão em vão trabalham seus diretores. Ás vezes choro muito. Já com 66 anos, sem a saúde que tive, com algumas dificuldades que não tinha naquele tempo e já no limiar do meu pastorado ativo. Vendo ainda as mesmas necessidades que vi antes em minha igreja. Quem sabe até maiores. O povo cada vez menos comprometido com o social e a igreja perdendo suas características. Vendo um povo, de forma geral, apático, frio, individualista. Vendo a liturgia sendo transformada num”oba, oba”.

        O nossa hinário se transformando em peça de museu. Os pianos e órgãos encostados, cobertos com tecidos, não há quem os toque. A palavra é cada vez menos lida e anunciada. O povo pedindo um sermão mais light ou short and sweet, Não se realiza  mais um retiro espiritual, agora são os “encontrões”, as festas juninas e alguns para disfarçarem fazem a festa Julina  (onde o quentão rola solto). Nossos jovens não suportando mais a “sã doutrina” (2 Timóteo 4) porém buscando cerca em “mestres” segundo as suas próprias concupiscências. Não sei se já chegamos onde Paulo anunciou há dois mil anos atrás ( 2Timóteo 3.1-8): Irmãos, estou falando do que eu vejo em minhas andanças. Falo em tese pois sei que há em nosso meio, como sempre houve e vai continuar havendo as “relíquias”, os que são fiéis aos princípios bíblicos e à querida IPB.

        “Pode ser a minha aflição”, como disse o salmista no salmo 77.

        Penso que nunca houve tanta necessidade da M.A. como nestes dias. Tenho convicção de que precisamos de um órgão que crie uma nova geração missionária (não turistas ou desempregados que se tornam “missionários”) mas plantadores de igrejas evangélicas sérias de preferência Presbiterianas. Igrejas que tem sua base na Palavra de Deus, boa forma de governo e um bom organizado princípio de disciplina.

        Quando tínhamos apenas 3 seminários era melhor mesmo? Ou é saudosismo meu. Tenho a impressão que fui preparado para um mundo que não existe mais e não faz tanto tempo assim que saí formado de Campinas. Cursei depois Filosofia, Pedagogia.

        Faço um curso de mestrado e continuo com dificuldades para entender a nova igreja e lidar como pastor da igreja. As propostas da nova geração são muito pesadas,  mas Deus nos dará forças suficientes para fazer a obra do evangelista e cumprir cabalmente o meu ministério (2Timoteo 4.6). Que Deus tenha misericórdia dos pastores mais velho e muito mais ainda dos jovens pastores...

       Meu leitor amado, talvez você não tenha nenhum conhecimento da M.A. Mas de agora em diante você poderá orar por nós e por todos que a compõem, Quem sabe você será um mantenedor futuramente.

       Temos nos nossos estatutos três categorias de sócio-mantenedores:

a)      mantenedores em orações;

b)      mantenedores mensais;

c)      mantenedores com ofertas especiais.

       Como os poderíamos resumir a história da M.A. em números e em Poucas frases? Seria, assim: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Os textos bíblicos basilares da M.A.:Marcos 16.15 e Mateus 24.14.

 

       Missão APRESSEM

       Associação Presbiteriana para Evangelismo e Missão

 

       Propriedades: 1 terreno medindo 135.000 metros quarados na comarca de Iguape Litoral de São Paulo.

       CNPJ da Missão: 67178251/0001-31.

       Registro de Estatuto: nº 85674

       Data da fundação: 7 de dezembro de 1991.

       Sede provisória: Rua Coimbra,537 – Vila Pires – Santo André, SP.

       Circulares enviadas: mais de cinqüenta.

       Distribuição de um folder de propaganda com mais de 20 páginas: 3 edições de 3.000 cada uma.

       Alcançamos mais de 800 sócios )nas três categorias). Hoje desativada a nossa correspondência com eles.

        Como diretor geral preguei em mais de 200 igrejas a Palavra de Deus e divulgando a Obra da Missão. Falei sempre da salvação que Cristo oferece.

        

        Não devemos nenhum real.

        Possuímos um arquivo onde guardamos correspondências históricas e fotografias preciosas.

 

       Visitei a Coréia, Japão e U.S.A. falando da Obra da Missão Apressem.

       Eu não diria que “tudo foi vaidade”, sei que a Palavra de Cristo anunciada não voltou vazia, deu e dará frutos.

       Mas continuo afirmando que eu deveria ser mais humilde. Será que eu querida tudo para Cristo mesmo? E a vaidade de ser, o fundador de Obra tão linda e importante.

        E agora Evandro? Jesus, por sua bondade furou a “bexiga”. É preciso esvaziar-se de nós mesmos. “Negue-se a si mesmo”. É difícil demais. É necessário pedir perdão a Cristo, pedir perdão aos irmãos, alguns chegaram a caminhar conosco. Trabalhando fisicamente e em oração pela M.A.

        E agora Evandro?

        Agora? Vamos nos reorganizar e para o louvou de Cristo e o crescimento de Sua obra, para o benefício de milhares que tanto carecem da obra resultante da salvação em Cristo no coração dos amados. Vamos fazer o bem a tempo e fora dele. Vamos mostrar na vida aquilo que tanto pregamos. “ Amor ao próximo”. Praticar o amor sem distinção de pessoas. Nem pela sua cor, credo ou raça. É claro que, vamos dar a preferência aos domésticos na fé.

         Que Deus nos ajude a fazer a Missão Apressem a voltar abençoar a muitos. AMÉM!

         É preciso ter de Deus a coragem para reiniciar.

         Ajude-nos a fazê-lo.

         Abraço do pastor Evandro

         Salmo 125.1-2. 

                               ALGUNS  DADOS  DO  AUTOR

    

         Nome: Evandro Luiz da Silva

         Nasceu na cidade do Carmo do Paranaíba (MG), aos dez de março de trinta e seis.

          Cursou o 1º Grau em Minas Gerais (Patos e Urbelândia).

         Cursou o 2º Grau no J.M.C., Jandira, SP (Seminário menos).

         Cursou o 3º Grau:        

          •Teologia S.PS. (Seminário Teológico do Sul, Campinas).

          •Filosofia (Faculdade Don Bosco, São João Del Rey, MG).

          •Pedagogia (Administração Educacional, Faculdade Don Bosco, São João Del Rey, MG).

          Conhece a América Latina, Europa, Estados Unidos, Coréia (como pregador).

          Foi diretor pedagógico do Instituto Gammon, MG. Presidiu os Presbitérios: Juquiá (3 vezes), Borda do Campo (2 vezes). Presidiu os Sínodos Sorocaba (vice-Presidente) E santos Borda do Campo. Exerceu os cargos de Secretário Presbiterial, Sinodal e Geral da Mocidade. Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial Missão e Evangelismo. Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial de Adolescentes. Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial de Senhoras (SAF). Exerceu o cargo de secretário Presbiterial de Homens (UPH). Participou de 4 reunião do Supremo Concílio da I.P.B. como delegado. Participou de uma reunião do Supremo Concílio da I.P.B. Como Presidente da J.M.E. (Junta de Missões Estrageiras). Participou de uma reunião do S.C. como secretário Geral da Mocidade. Foi Secretário Executivo da J.M.E. Trabalhou por dói anos auxiliando a U.M.H.E. (União Médica Hospitalar Evangélica). Foi o Plantador da Igreja Presbiteriana do Paraguai.

         No Brasil, pastoreou as Igrejas de:

       • Registro, Cedro, Barra do Ribeirão da Serra, por dois anos acumulados.

       • Goiânia, Igreja Central por 5 anos; Maranata, Goiânia, por 1 ano, acumulado as duas.

       • Nepomuceno, São João Del Rey, 1 ano acumulado, enquanto era diretor do Instituto Gammon.

        Santo André, SP, por 12 anos. 

       Viveu 18 meses nos Estados Unidos, onde plantou igrejas entre pessoas de língua espanhola (Newlondon). Foi pastor interino da Presbyterian Church em Newark (NJ). Foi Capelão do hospital da cidade de Hartford, e pastor da Igreja Discípulos de Cristo, também em Hartford (ct). 

       Lecionou no Seminário Holiness por 4 anos.

    Visitou, pregando em vários países: Venezuela, Guatemala, Peru, Equador, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Itália, França, Portugal, Japão, Coréia, Suíça, Angola e Estados Unidos. 

      Atualmente: É diretor Geral da Missão APRESSEM, da qual é o idealizador e fundador. Pastor da Igreja presbiteriana de São Miguel Paulista, São Paulo, há 4 anos. Leciona na área de Missiologia, Evangelismo e História no FATEFE – Seminário Presbiteriano da Fé Reformada.

     Foi eleito pastor da 2ª Igreja Presbiteriana de São José do Rio Preto, SP, para mandato de 3 anos.

     É membro da Academia Paulista Evangélica de Letras – APEL.

     Tem feito conferência à convite em todos os estados do Brasil.