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INDICES

 

AGRADECIMENTOS

UMA HOMENAGEM ESPECIAL
DEDICATÓRIA 
Prefácio
Objetivo deste Livro
Resumo do Livro
Introdução
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII: Final
Parte VIII
Parte IX
 
 
 
     
 

 

                                        AGRADECIMENTOS

 

           Ao Ver. Odayr Olivetti, minha eterna gratidão. Meu querido incentivador em missões. Meu exemplo e modelo

           A todos quantos tem me apoiado:

          Ao Ver. Lee e todos os que trabalham no Fatefé.

          Ao Fred com admiração e respeito.

          Ao Ver. Pedro Paulo Araújo Lopes que com a bondade que lhe é peculiar, gastando muito do pouco tempo que possui, colaborou comigo.       

          À minha incansável companheira, irmã em Cristo e querida adjutora -  Maria de Lourdes Garcia da Silva, a minha gratidão sempre..

          Aos colegas e À minha família que tem orado por mim.

                                Rev. Evandro Luis da Silva

                     São José do Rio Preto, julho de 2004

                               UMA HOMENAGEM ESPECIAL 

                A você querida neta Nathália que com seus cinco anos já demonstra ser uma bênção no Reino de Deus.

                A você Bruna, que nasceu dia dezoito de novembro de dois mil e três, é uma grande bênção de Deus no mundo.                                              

                                                   Abraço a vocês

                                                   Beijos do vovô!

                                           DEDICATÓRIA 

                Á Lourdinha, esposa querida adjutora há 40 anos

                À Dra. Aurora Carlota, minha filha e amiga

                Ao Dr. Geraldo Miguel, grande e precioso filho (amigo)

                Ao Dr. Evandro, meu filho caçula e companheiro de sempre.

                À professora Lourdes Garcia, querida filha caçula, gâmea do Evandro

                Aos genros e amigos Wesley e Robson

                Às noras amadas (filhas) Elzinha e Queila      

Parte I 

Ajunta de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana do Brasil Realmente Plantou a Igreja Presbiteriana no País Vizinho Nosso, Paraguai

  I.1. Geografia
  I.1.1. A Temperatura
  I.1.2 .As Línguas
  I.1.3. Os costumes
  I.1.4. A Moeda
I.1.5. A Alimentação
  I.1.6. Povo de índole Guerreira
  I.1.7. O Grande Centenário da “Epopéia Nacional”
  I.1.7. O Grande Centenário da “Epopéia Nacional”
  I.1.8. A Religião
  I.1.9. As Riquezas
  I.2. A Junta de Missões Estrangeiras Procuram um Local
  I.2.1. A Situação da Igreja Presbiteriana Brasileira na Época
  I.2.2. Uma Igreja Autóctone Independente de verdade
I.2.3. O 1º Culto Presbiteriano no Paraguai
  I.2.4. A Volta Feliz da Comissão Missionária da JME da IPB
  I.2.5. É Encontrado o Missionário para Plantar a Igreja no Paraguai:
  I.2.5.a. O Preparo do Casal Missionário
  I.2.5.b. Missionários Inocentes e Despreparados
  I.3. Outras Viagens Missionárias da JME ao Paraguai
  I.3.1. Nossa Hospedagem em Concepción
  I.3.2. Contratados pela Junta de Missões Estrangeiras
  I.3.3. A Terceira Viagem da IPB ao Paraguai e Nossa Segunda Viagem
 

 Parte II

Do Contrato com a Junta e Missões Estrangeiras até a Mudança para o Paraguai

  II.1. Finalmente, Chegamos à Nossa Terceira Viagem ao Paraguai.
  II.2. “Vamos Ser Pais”
  II.3. O Nosso Culto de Ordenação e Despedida
   
   
Parte III
Da Plantação da Igreja Presbiteriana no Paraguai
  III.1. Grandes Vitórias
  III.2. Línguas
  III.3. As Compras no Brasil
   
Parte IV
Aparecem os Primeiros Frutos  do Plantio
  IV.1. Os Primeiros Membros da Igreja
  IV.2. Batizamos Aproximadamente 20 Jovens
  IV.3. O Trabalho em Belém
  IV.3.1. O Primeiro Pastou Presbiteriano do Paraguai
  IV.3.2. O Segundo Pastor Presbiteriano do Paraguai
  IV.3.3. O Nascimento do Nosso Segundo Filho
   
Parte V
Plantação da Igreja Presbiteriana no Paraguai
  Plantação da Igreja Presbiteriana no Paraguai
   
Parte VI
Os Milagres no Paraguai
  VI.1. Um Milagre com Carlota
  VI.2. A Escassez Chegou
  VI.3. Eva Mabel e Seu Nascimento
  VI.4. O Falso Testemunho
  VI.5. O Desfile do Bicentenário
  VI.6. A Cartinha do Menino
  VI.7. A Adjutora
  VI.8. Templos, Escolas Dominicais e Congregações
   

Parte VII: Final

 

A Igreja Está Plantada
   

Parte VIII

  O Crescimento das Igrejas
   

Parte IX

  O Poder Transformador da Palavra
 

IX.1. Só Quem Tem a Palavra no Coração Tem Paz na Hora da Necessidade

  IX.2. Quando Quis Saber o Motivo de tal Atitude
  IX.3. Depois do Arrependimento e Confissão, Vem a Transformação
  IX.3.1. “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós.”
  IX.3.2. “Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio dos lobos”
  IX.3.3. Nossa Tarefa é a Mesma Daqueles Primeiros Servos de Jesus
 

IX.3.4. Às Vezes nos Tornamos muito Teóricos nas Nossas Pregações

  IX.3.5. A Missão da Fé
  IX.3.6. A Seara e os Trabalhadores
  IX.3.7. Os Perigos do Sono, da Leitura e do Descuido
  IX.3.8. O Reino dos Céus, que Vamos Anunciar é Comparado com
  IX.3.9. Até Quando Vamos Pregar?
   
Feliz Conclusão
  Bibliografia
  Anexos Fotográficos
  Alguns Dados do Autor

                  

                                   PREFÁCIO 

           Temos nas páginas seguintes preciosas informações sobre a primeira experiência genuinamente missionária da Igreja Presbiteriana do Brasil no exterior. O autor, Ver Evandro Luiz da Silva, foi nosso primeiro missionário nessa linha. Enfrentou as dificuldades, próprias de toda nova experiência, mas, por outro lado, teve o privilégio de ser o pioneiro – não somente o pioneiro como obreiro presbiteriano residente no Paraguai, como também pioneiro na nova linha de trabalho missionário da Junta de Missões  Estrangeiras da Igreja Presbiteriana do Brasil. (A multiplicação de campos missionários da IPB atualmente existentes é uma decorrência dessa mudança de filosofia de trabalho.)

          Sou grato ao autor por me pedir que faça o prefácio porque posso registrar aqui algumas informações sobre antecedentes que ele não teria condições de incluir em seu trabalho. Vamos a esses antecedentes.

         Até 1966 a obra missionário da IPB no exterior se restringia a colaborar com  igrejas existentes nos respectivos países: primeiro Portugal (Ver. Mota, Ver. Pita), Chile (Anísio Saldiba (então seminarista), reverendo Rubem Alberto, Nephtali Viera Jr., Odayr Olivetti, João Emerique de Souza, Sílvio Pedrozo); Venezuela (Ver. Joás Dias de Araújo); Essa realidade me pensava no coração por principalmente dois motivos (1) Por que a IPB  não empreendia obra missionária em países em que não havia igreja presbiteriana? (2) A obra realizada nos países referidos acima fundava-se num triângulo de recursos humanos e financeiros. No caso do Chile, por exemplo, Brasil, Estados Unidos  e Chile. O Brasil fornecia os obreiros e parte dos recursos financeiros; os Estados Unidos (por sua COEMAR) fornecia a maiôs porcentagem de recursos financeiros e, com isso, tinha maior peso nas decisões administrativas concernentes ao trabalho dos missionários (chamados “obreiros fraternais”).

            Essa situação me levou ao seguinte: Quando em 1965 o Moderador do Sínodo da Igreja Presbiteriana do Chile me convidou para continuar servindo no Chile, eu lhe disse: Farei isso, se for para trabalhar em campo novo, não onde já existe igreja. A idéia não foi aceita, e me despedi do Chile.

           Inesperadamente para mim, fui eleito pelo SC relator da Comissão da Junta de Missões Estrangeiras em 1966. Na primeira reunião da Comissão, estando presente o então Presidente do SC, pedi que antes de serem feitas as eleições para os diretores da JME, me ouvissem. Depois de me ouvirem, se não concordassem com minhas colocações, não me dessem cargo nenhum. Falei largamente da situação acima exposta e propus mudança na filosofia de trabalho da JME, sugerindo pontos dos quais os principais são os seguintes: A IPB passaria a canalizar seus recursos para missão somente para obrar novas, pioneiras. O primeiro campo de trabalho deveria ser o Paraguai. Como não tínhamos experiência nesse tipo de ação, por cautela e para segurança, o primeiro campo missionário deveria ser Concepción, Paraguai, por não estar muito longe da fronteira com o Brasil, na direção de Ponta Porá. A colaboração com países em existe igreja presbiteriana na continuaria nestes termos: a IPB forneceria obreiros, não porém recursos financeiros.

         Terminada a minha exposição, o Presidente do SC disse: Vocês podem contar com o apoio moral da direção da igreja, mas não contem com recursos financeiros, porque estamos em meio a uma séria crise (muitas igrejas estavam retendo seus dízimos ao SC).

         Feita a eleição, fui eleito Secretário Executivo da JME.

         Imediatamente comecei a orar e a trabalhar para encaminhar o projeto que apresentara á JME de abrir trabalho missionário em Concepción, Paraguai. Mas não foi fácil. Quem poderia ser enviado? Como levantar os recursos?

          Tive a idéia de confeccionar um Diploma de Fundador da  Igreja Presbiteriana do Paraguai e de visitar igrejas pedindo ofertas. Fiz isso pessoalmente em algumas igrejas. Quanto ao primeiro missionário, um dia , em 1968, ouvindo um sermão de prova do então seminarista Evandro Luiz da Silva, senti forte toque no coração. O homem é esse! Logo depois do culto lancei-lhe o desafio. Ele já era casado e não tinha filhos. Faltava um ano e mais alguns meses para a sua formatura. Ele deveria dedicar o tempo que lhe fosse possível, durante o seu último ano de estudo (em 1969), para visitar igrejas, e levar recursos.

            Graças a Deus, ele aceitou, e sua esposa aderiu.

            Em 14 de julho de 1969 visitei Concepción com membros da JME: Ver. Antônio Vieira Fernandes, Presidente; Ver Marcelino Pires Carvalho, Tesoureiro. Tivemos também a companhia dos reverendos Atael F. Costa, João Boyle e Joseph Hahn. De Ponta Porá a Concepción fomos transportados pelo Ver. João Boyle, missionário em Mato Grosso do Sul, em seu espaçoso veículo.

           Em Concepción fizemos algumas visitas e realizamos o primeiro culto oficialmente em nome da JME/IPB. Preguei sobre Ap 3.20 – “Deus quer falar com você”. Vimos a propriedade que sonhamos adquirir e que mais tarde foi adquirida e se tornou a sede do primeiro campo missionário no Paraguai. Visitamos também irmãs em Cristo em Belém.

           Os antecedentes, como se vê, foram tais que só mesmo a loucura do Evangelho, ou seja, a loucura da fé cristã, poderia animar uns loucos por Cristo a empreender tal tarefa. Mas a bênção de Deus jamais faltou. E o que aconteceu é narrado no presente livro do Ver. Evandro.

           O estilo e o linguajar do autor refletem fielmente a sua personalidade ardorosa, extrovertida e impulsiva. Ele inclui informações, testemunhos e sumários de pregação incentivando o leitor à obra de evangelização, à obra missionária. 

           Uma boa coleção de fotos ilustra e enriquece o texto.

           O livro se constitui numa obra sui generis por ser a primeira obra de fôlego a descrever uma primeira e valente experiência missionária da IPB através da sua JME.

           Repetidamente o autor se refere à bênção que foi e é para ele e sua obra a sua família, em particular sua esposa, a irmã Lourdes. Dou meu testemunho do imensurável valor da irmã Lourdes, sua esposa, seu caráter, sua fibra, como real auxiliadora do marido e exponencialmente à altura dele em  muitos aspectos.

           Dou graças a Deus, primeiro, por me haver ateado fogo para a temerária iniciativa que Ele abençoou ricamente;  depois ao Rev. Evandro e sua família, pela obra a que se dedicaram de corpo e alma no país vizinho; e ao Rev. Evandro pela produção publicação do presente livro.

            “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo”; “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém” (Ef 1.3; Rm 11. 36, NVI)

                                            OBJETIVO DESTE LIVRO 

            Este trabalho, elaborado com oração, verdade, transparência e carinho, tem como objetivo mostrar que só Deus é quem faz a obra da conversão do homem.

            Mas nós somos colaboradores da “Palavra” de Deus. Nós plantamos, e é Deus quem abençoa e faz crescer.

                                                  RESUMO DO LIVRO 

           “Nos semeamos e Deus faz crescer”.

           1) A obra da conversão do pecador a Deus, o ato de ele se arrepender de seus pecados é totalmente feito por Deus mesmo. Nós somos como a própria Bíblia o expressa: “cooperadores na lavoura de Deus” (1 Co 3.9).

            2) É privilégio nosso, mas é também obrigação nossa. Os anjos queriam fazer esta obra, estou seguro disto. Contudo, Deus nos escolheu, preparou e enviou.

           “Eu vos envio para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça”.

             É obrigação que deve ser lavada a sério. Paulo, reconhecendo esta verdade afirmou: “Ai de mim se não pregar o evangelho”. Eu sei que deve haver uma cooperação de todos nós, somos nivelados em Cristo, ninguém é maior, nem menos (1 Co 12.13-31). Fazemos tarefas diferentes...

           “Eu plantei, Apolo regou e Deus deu o crescimento” (1 Co 3.6). Um planta, outro rega e Deus abençoa a semente lançada e faz frutificar a sessenta, oitenta e a cem por um.

            “Que Deus é tão grande quanto o nosso Deus?” ( Sl 77.8).

            Irmãos, procuro mostrar aqui neste livro o meu despreparo para uma obra que exige tanto de quem vai realizá-la, pois, ao terminar o curso do seminário, deve-se ter um preparo especial e naquela época não havia ainda tal preocupação, como agora temos:

           Estratégia de Missões; Teologia de Missões, Economia de Missões, Política de Missões, Filosofia de Missões, Missões Urbanas, Missões na Favela, O Preparo Lingüístico, as Verbas para  despesas mínimas, as ferramentas: carro, móveis, computador, celular, o Conhecimento do Idioma do povo a ser trabalhado... realmente, não fui preparado para o que me esperava. Saí do Seminário como quem aprende a dirigir um carro durante o dia, tira a sua carteira de motorista, sai com competência para dirigir um “gol” e vai manejar à noite, uma carreta.

         Eu sabia fazer um sermão em três divisões, com uma boa introdução e uma peroração no final. Mas Deus me levou lá,me “despiu” e me vestiu, e eu comecei, juntamente com minha esposa e fiel companheira Lourdinha, a fazer o que Deus queria: falar do Senhor e salvador Jesus, da sua obra, morte, ressurreição e promessa de voltar para levar-nos. Aleluia! Amém.

        Deus nos usou e os frutos ainda estão se reproduzindo. Sementes plantadas há 30 anos ainda agora estão germinando. Deus seja louvado!

        Ninguém destrói a Igreja de Deus.

        Ela é eternamente gloriosa e vitoriosa.

                                           Soli Deo Gloria

                     

                                     Evandro Luiz da Silva

 

                           

                                              INTRODUÇÃO

 

          A filosofia do crescimento da Igreja. Como fazer uma Igreja crescer? Como fazer que a mesma se torne relevante em nosso mundo? O que fazer para alcançar os à margem da sociedade? O que fazer para que nossa Igreja cresça?

           Todo o corpo que não cresce já começou a morrer. Isto é verdade. Mas, também é verdade que temos negociado a fé em função de apenas um inchaço de fiéis. – “Quanto mais pessoas melhor”, dizem eles. O pragmatismo religioso é o seu termômetro de verdade e santidade do Corpo de Cristo na terra, baluarte da verdade, edifício de Deus, lavoura de Deus. E é sobre isto que quero lhes chamar atenção para narração histórica, verdadeira, mostrando Deus como Soberano e Senhor na história usando pessoas como eu e a Lourdinha para fazer a Igreja dEle crescer, não por nossos méritos, mas para sua própria glória.

           O texto que tenho como base é: “Eu plantei, Apolo regou; mas é Deus quem dá o crescimento” (1 Co 3.6). Neste texto Paulo está combatendo primordialmente a divisão que havia na Igreja de Corinto, mas podemos aprender também que nem ele, nem Apolo eram importantes na obra da plantação da Igreja, mas eram apenas cooperadores do Reino de Deus, como ele próprio. Como nos diz Leon Morris: “O efeito que se pretende é salientar vigorosamente, o fato de que os instrumentos não tem importância. Tudo é Deus e tudo pertence a Ele.”

          Esta declaração apenas vem confirmar o que cremos através da Confissão de Fé de Westminster, símbolo de Fé de nossa Igreja, sobre a Igreja sob Cristo, o Seu Cabeça: “A igreja Católica ou universal, que é invisível, consiste do número total dos eleitos que já foram dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo,sob Cristo, seu Cabeça; ela é a esposa, o corpo, a plenitude dAquele que enche tudo em todas as coisas.”

         Por isto podemos orar como diz o Credo Apostólico: “Creio na santa Igreja...” a Igreja que é verdade, que fala da volta de Jesus, do Cristo verdadeiro, daquele cuja vida está em nós, cujo ministério é pregado e revelado através dele, o Cristo verdadeiro. Por isto podemos crer assim que esta Igreja é santa por que faz parte dAquele que é Santo integralmente, logo ela não é nossa, não do nossa jeito, apenas estabelecida sob Cristo e sob a Palavra das Escrituras.

         Hoje se prega o Evangelho homeopático para todos os homens e eles quando recebem o Evangelho da verdade, não querem crer e nem viver por que o outro parece melhor, é mais funcional, mas nem tudo o que funciona á vista, pode ser considerado correto e melhor. Nem tudo!

         Esta analogia de plantar e colher e viver diante da planta, não é nova, nem no Novo Testamento. Jesus falou sobre os que estão na vide e os que não estão de acordo com a verdade de Deus.

          Não podemos nos conformar com este mundo que os diz que tudo o que temos é nosso e que se uma Igreja cresce é por causa de nossa capacidade física, intelectual, emocional, não; a capacidade não é nossa. Pensamos muitas vezes, mesmo que faltem moralidade, a verdade, e a fidelidade às Escrituras o que importa é o número de crentes. “Não importa quem plantou o que importa é que vou dar o crescimento”, dizem eles.

           Deus nos chamou para vivermos debaixo da dependência dEle todos os dias de nossa vida. Pois o serviço não é nosso é de Deus, não é de Apolo, de Paulo, de Evandro, e nem de Lourdinha. Não! É de Deus, foi Ele quem fez crescer.

           Precisamos planejar, estruturar, mas isto não pode nos deixar vender ou negociar a verdade de que somente Deus pode dar o crescimento ao seu Corpo.

            Que Deus nos ajude e permanecer na leitura constante da verdade das Escrituras, e certos de que Ele está conosco, trabalhemos para a glória do Senhor, seguros de que o nosso trabalho, no Senhor, não é vão.

 

                                   

                                                PARTE I

            A JUNTA DE MISSÕES ESTRANGEIRAS DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL REALMENTE PLANTOU A IGREJA PRESBITERIANA NO PAÍS VISINHO NOSSO, PARAGUAI

 

           No ano de 1969 não havia notícias de um Presbiteriano paraguaio (autóctone).

           Vejamos um pouco da Geografia daquela tão amada nação. (Dados não atualizados para os dias de hoje e fim dos anos 80.)

 

            I.1. Geografia 7

 

 Área: 406.752 km 2.

 População: 6.000.000. Crescimento Atual: 2,8%. Densidade de mográfica: 41 hab/km2.

 Línguas: Espanhol e Guarani.

 Grupos Étnicos:Falantes de Espanhol / Guarani, 85% - quase inteiramente mestiços de  

                           Índios guaranis e descendentes de espanhóis.

 Falantes de português: 10% - Brasileiros no nordeste do país. Tribos de índios: 1,7& - 15

                                       Grupos pequenos totalizando 50.000 (a maioria está no Chaco).

                                       Outras minorias imigrantes: 3.0% - 60.000 alemães, 28.000 russos,

                                        8.000 japoneses e 4.000 coreanos.

Alfabetização; 85%.

Capital: Assumpção. 950.000. Urbanização: 39%.

Política: Independente da Espanha em 1811. Houve guerras devastadoras com as nações

              vizinhas em 1864 – 70 e 1932 – 35 – 1989 terminou o regime militar desde 1954   

              com  um governo presidencial altamente centralizado. Antes somente um pequena

              oposição era permitida (hoje a atuação é outra, graças a Deus. Há uma nova ge-

             ração surgindo e liderando com dinamismo e competência). Atualmente há

             liberdade.

 Religião: A constituição garante liberdade religiosa, mas o catolicismo é a religião oficial

                 do país.

Não religiosos/ ateus: 0,6%. Animista: 0,7%. Cristãos: 98,3%. Filiados: 96%.

Católicos Romanos: 91,5% - praticantes 40%. Seitas 2,03%.

Protestantes: 4%. São 51 denominações. Eis nas maiores: Menonitas: 13.000; Luteranos:

                     7.827; Batistas: 3.800; Adventistas do Sétimo Dia. Entre os Coreanos a grande

                     maioria é de evangélicos Presbiterianos: 3.800; Anglicana: 2.800; Assembléia

                     de Deus: 2.000; Igreja de Deus: 1.206 e os Irmãos: 1.200. Evangélicos: 2,5%

                     da população. Hoje temos aproximadamente 300 membros Presbiterianos,

                     entre igrejas e congregações.

Missionários no Paraguai: 235 em 28 agências missionárias.

Traduções da Bíblia: 21 línguas. 1 Bíblia, 6 novos testamentos e 4 porções.

Motivo de oração: Ore por um impacto maior em todos os níveis da sociedade paraguaia

                              e pelo desenvolvimento de congregações fortes com uma expansão                             

                              vigorosa.

 

           Para entendermos melhor este pequeno, sofrido e precioso país da América Latina precisamos conviver com eles pessoalmente, pelo menos, por cinco anos como fizemos (eles são preciosos, inteligentes e de muito brio).

 

          I.1.1. A Temperatura

          

         Ás vezes por ser um país tropical, alcança índices muito altos: até 43º C. Nós chegamos a experimentar na pele uma temperatura bastante quente, sem um vento para refrescar.

         Ás vezes, há uma invasão , de muito quente a muito frio. Passamos noites mal agasalhados, por não estarmos preparados para a brusca mudança. Aí sim, o frio era frio realmente. Nesse período aparecem as doenças próprias dessa temperatura – bronquite, resfriados e tosses. As  crianças são as mais prejudicadas e especialmente as pobres da campana (roça).

 

        I.1.2. As Línguas

 

        São duas as línguas faladas no Paraguai: Espanhol e Guarani. Dada a influência, indígina o espanhol não é muito puro, há uma mistura entre eles.

        O Dr. Decoud Larousse, um ilustre cidadão Paraguaio traduziu do grego o Novo Testamento para o Guarani – Jopará publicado pela Sociedade Bíblica da América Latina. J Decoud Larousse estava traduzindo o Velho Testamento quando faleceu, mesmo assim chegou a traduzir vários livros do Velho Testamento.

 

         I.1.3. Os Costumes

    

         São diferentes dos nossos, mesmo sendo um vizinho tão próximo. Assimilou muito da tradição indígena. A grande maioria do Paraguai vive em pequenas cidades. As casas, devido ao calor geralmente são constituídas com bastantes áreas para ventilação, geralmente eles fazem as construções com áreas totalmente abertas. À noite,dormem em cama ou “catres” – uma espécie de girau de couro pregado em madeira da própria região.

        Por causa da quantidade de mosquitos, eles colocam sobre o “catre” um mosquiteiro confeccionado de filó ou outros tecidos próprios para entrar ventilação, mas que evite a penetração dos mosquitos e ou outros insetos voadores noturnos: besouros, aleluias, etc. É comum na Campana os animais: cachorro, gatos, porcos, passarem por baixo das camas. Em alguns lugares passam cobras também.

       Na cidades, é claro, que as casas são bem construídas e bem feitas. Algumas são muito grandes e finas. Um contraste, como existe no Brasil e em todo o mundo: de um os prédios enormes e de outro os casebres.

        Nos lugares pequenos e nos bairros pobre, pouco saneamento básico.

        É um país em desenvolvimento (3º mundo, como o nosso.)

 

        I.1.4. A Moeda

      

       É o Guarani. Moeda fraca em relação ao dólar. Quando fui morar no Paraguai em 1970, compravam-se 33 guaranis por um Cruzeiro (moeda brasileira da época).

 

       I.1.5 A Alimentação

 

       Comem muita carne, mandioca, caça, verduras e legumes, carneiro, peixe. Nas cidades comem-se muitas verduras e legumes.

       É da tradição comer “Borí-borí” um bolinho frito, “Chipá Espanhol”, uma espécie de pão de queijo, e “guisado de arroz”, carne, cenoura, salsinha, cebola, alho, azeite, tudo cozinho ao mesmo tempo em uma panela.

       Dada a grande produção de bons peixes, o Paraguaio ainda se alimenta das bênçãos de seus rios, especialmente o Rio Paraguai: Pacu, Jaú, Sucubi, Dourado, Armado, Bagre; é claro que hoje a pesca é controlada em grande parte do Rio Paraguai, lá também existem os depredadores eu pescam apenas por prazer, e/ ou esporte, e infelizmente muitos destes são brasileiros que apenas vão aproveitar.

     

        I.1.6 Povo de índole Guerreira

 

       Um povo bom, trabalhador, honrado, alegre, eu gosta de cantar, porém um povo fortemente guerreiro, muitas guerras foram feitas com seus vizinhos, inclusive o Brasil, a Argentina e o Uruguai.

       Os paraguaios tiveram de lutar muito para não se deixar escravizar pelos seus vizinhos e nem permitir o domínio de seus terras. Assim, mesmo perdeu uma grande parte de seu território para o Brasil, região que vai de Amambaí,Ponta Porá até Dourados, Mato Grosso do Sul, mas como não faz parte da minha história, não quero me aprofundar neste assunto. Mas o povo paraguaio é valente e de índole guerreira. Mesmo fazendo as guerras externas, como já falei, ele fez revoluções internas, Há muitos anos que politicamente é dirigido pelo partido Colorado, o partido do general Dom Alfredo Stroesner e do atual Presidente, que tem como seu oponente o Partido Liberal, o partido da esquerda, O partido colorado está dividido em outros grupos – O atual presidente é evangélico e juntamente com sua esposa, contudo oficialmente católico romano. As leis exigem que seja católico romano para ser Presidente.

 

       I.1.7. O Grande Centenário da “Epopéia  Nacional”

 

      O povo guerreiro, Paraguai, presta culto e homenagem póstumas sempre aos seus heróis nacionais. O exército exerce ainda uma grande influência em todo o país. O general Dom Alfredo Stroesner, de origem alemã, governou o país por vários anos e por um longo período como ditador.

       Em 1970, quando chegamos em Concepcíon para plantar a Igreja Presbiteriana naquele país, eles estavam comemorando o 1º Centenário da sua Epopéia Nacional. Festejavam 100 anos da guerra feita pelo Marechal Solano Lopes, luta esta do Paraguai contra o Brasil, Argentina e Uruguai. Até hoje eles ensinam que o Paraguai obteve uma grande vitória naquela guerra chamada de Tríplice Aliança. Lembro-me de que fui agredido por insultos e palavras fortes várias vezes em muitas oportunidades onde se comemoravam o grande “triunfo moral” contra os três países inimigos; Argentina, Uruguai e Brasil.

      Graças a Deus, entre os homens da liderança daqueles dias Deus havia colocado homens que me ajudaram e me apoiaram bastante. General Fretes D’avalos, dr Juan Pio Garcia Peres, Dom Teófilo Domingues, Dom Agustim Bareiro Yegros, dr. Jorge Sebastian Miranda, delegado do governo; dr. Dakar, proprietário da Emissora de Rádio Concepcíon; Dom Carlos, funcionário do Correio, dr. Trigues e Dª. Suzana Trigues, professora; Dom Pedro Domingues, Doña Nimi Guggiari, dr. Guggiari, poderia citar dezenas de pessoas queridas que muito me apoiaram, fora os pastores evangélicos já residentes lá e os meus queridos “filhos” escoteiros.

 

      I.1.8. A Religião

 

     A religião do Paraguai é o Catolicismo Romano.

     São realmente leais aos ensinos dos jesuítas. São fiéis ao papa. Alguns chegam à  raia do fanatismo religioso.

     A Igreja Católica é proprietária de grandes glebas de terra. Ela tem o domínio da educação em suas mãos. As melhores escolas, as “elite” pertencem ao clero romano. As “monjas”, Salesianos, Dominicanos e alguns particulares especialmente, hoje se destaca a escola da nossa Igreja Presbiteriana.

     Existem vários lugares de romaria para onde anualmente se deslocam milhares de peregrinos.

     A adoração à virgem de Cacupê é muito grande em toda a extensão territorial.

     A Igreja Católica Romana está infiltrada em todos os seguimentos da sociedade; política, saúde, educação, governo, ela exerce grande influência na vida social e comunitária do povo.

     A Igreja Católica Romana não chega a fazer uma perseguição frontal aos evangélicos, porém o faz de maneira sutil, nos bastidores. Eu sei o que sofri em 1970 quando lá cheguei, no ano da Epopéia nacional.

 

     I.1.9. As Riquezas

 

    Mesmo sendo pequeno em expressão territorial,  o Paraguai não é pobre.

    Possui muita água. Um grande rio navegável, por onde passam grandes embarcações e onde há muito peixe bom: pacu, surubi, pintado, dourado, e outros. Muitos procurados pelas empresas brasileiras que trabalham nesta área.

     Criação de gado de corte, existem enormes fazendas para criação de gado. Algumas são de proprietários estrangeiros que lá exploram este comércio. O plantio de soja, trigo e tártago (mamora) é também muito grande. Moinho de trigo, fábrica de óleo enorme, como as de Concepción.

       Não posso deixar de falar que a riqueza do Paraguai, como acontece aqui no Brasil está mal distribuída. Está nas mãos de poucas pessoas. Há de se dizer também que muita terra e gado do Paraguai estão nas mãos de fazendeiros estrangeiros: franceses, americanos, argentinos e brasileiros.

        Existem uma Hidroelétrica que é mista – Brasil- Paraguai, a usina de Itaipu. Produz energia para o Pais e o restante o Brasil compra dele.

 

        I.2. A Junta de Missões Estrangeiras (hoje APMT) Procura um Local

 

       A Igreja Presbiteriana plantada aqui, no Brasil, por missionários estrangeiros herdou deles esta índole. Ser uma Igreja missionária e de índole extremamente evangelística. Com característica bastante conservadora em doutrina, e com um sério padrão de disciplina e governo.

        Nossa igreja, não tendo recursos financeiros para iniciar plantação de Igreja nem aqui no Brasil e muito menos no exterior, por isso se limitou por muitas décadas a ceder seus bons missionários para que fossem servir às Missões que aqui militavam noutros países da América Latina, Europa, USA, África e etc. Exemplo: Rev. João Emerick, Argentina, Rev. Nefitali Vieira, Chile, Rev. Odayr Olivetti, Chile, Rev. Joás Dilas de Araújo, Venezuela. Rev. Sílvio Pedroso, Chile. E muitos outros.

 

        I.2.1. A Situação da Igreja Presbiteriana Brasileira na Época (JMN).

 

        A expansão ou plantação d Igrejas Presbiterianas pela IPB teve o seu maior surto de crescimento depois de construída a “Belém-Brasília”, ou “Transamazônica”. Dezenas de Igrejas foram plantadas em vários Estados Brasileiros, claro que o dinheiro para este avanço missionário veio de verba levantadas nos Estados Unidos – a missão Presbiteriana do Norte (Board New Yourk), Board de Naishville (sul). Tivemos neste período como já afirmamos abençoados missionários Brasileiros servindo estas missões noutros países. Eles foram trazidos de volta pouco antes da Igreja Presbiteriana tornar-se independente da direção ou mando Americano. Antes tínhamos os homens, mas não tínhamos o dinheiro necessário para enviá-los.   

 

       I.2.2. Uma Igreja Autóctone Independente de Verdade

 

      Houve um período que felizmente durou pouco em que as “águas” se turvaram... A direção da igreja  quis ser independente da direção e do mando americano. Houve um período de negociações (sob o comando o Rev. Boanerges Ribeiro) e nem tudo era alegria. Alguns tiveram os ânimos mais exaltados, havia uma preocupação por parte dos mais ponderados, mas de cuja visão é que daria certo. Os americanos foram convidados para ficar na IPB e os que aqui ficaram, não voltaram mais à sua terra natal. ( Somente depois de aposentados alguns voltaram para sua terra natal.)

       Outros não aceitaram o que lhes foi proposto e voltaram à sua pátria, poucos ficaram aqui indo para outras igrejas evangélicas.

       Felizmente esta, transição durou pouco tempo. Acalmados os ânimos, a Igreja foi aos poucos superando a falta de recursos, os dízimos aumentaram. Houve “fartura” nos cofres da Casa do Tesouro. A Igreja Presbiteriana do Brasil começou a plantar novos campos missionários.

        Saímos de uma “tranqüilidade”, quando éramos um “mar morto” só recebendo para ser uma Igreja tremendamente comprometida com Missões. Veja a história da JMN a partir de 1962, ninguém  segura a índole missionária, o fervor, a consagração missionária de nossa amada Igreja!

       E o trabalho no exterior como ficou neste período? Por um tempo a JME (Hoje APMT – ASSOCIAÇÃO Presbiteriana de Missões Transculturais) ficou desativada. Eleitos no Supremo Concílio da IPB para presidir a Junta de Missões Estrangeiras um grupo de líderes saiu a procura de um campo que se tornaria o 1º Campo Missionário da IPB no Estrangeiro.

       Deus na sua providência colocou neste grupo o Rev. Antônio Fernandes, Rev. Marcelinho Pires Carvalho, o Rev. Odayr Olivetti (Secretário Executivo), que formulou o plano que foi aprovado pela JME, o Rev. Atael Fernandes Costa e o Rev. Kal Han (Missionário Americano e professor de Seminário em Campinas).

       Por sugestão de Rev. Odayr Olivetti (Secretário Executivo [JME]), foram para o Paraguai na companhia Rev. Nerio Pires de Carvalho (irmão do Rev. Marcelinho). Ele era o pastor de Ponta PORÁ e de um campo que até Amambaí (Brasil), Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul). Uma caravana cujos componentes eram: Rev. Odayr Olivetti, Rev. Marcelino Pires Carvalho, Carl Han, Antonio Fernandes e Rev. Atael Fernandes Costa entraram Paraguai adentro e chegaram até Concepcíon, 214 quilômetros de estrada de terra. Um missionário, residente no Mato Grosso do Sul, emprestou seu “peruca” e foi conosco – João (John) Boyle. Sem posto de abastecimento e muito calor (ás vezes 45º á sombra), água saloba (gosto pesado de sal), aqueles homens representando nossa Igreja ficaram uma semana na cidade de Concepcíon analisando as possibilidades de iniciar lá o plantio da Primeira Igreja Presbiteriana do Paraguai. Localizaram a propriedade que seria adquirida para sede inicial. Para iniciar este trabalho eu eles iriam precisar de um missionário plantador de Igrejas que teria de se adaptar aos costumes, á temperatura, fala Guarani e Espanhol e disposto a viver longe de seu país de origem e de seus queridos. Voltaram ao Brasil decididos em encontrar este homem que Deus haveria de mostrar. Ainda em Concepcíon, a Caravana da IPB realizou além de muitos contatos na cidade, um culto na residência do pai do senhor Professor Antônio Delgado; paraguaio convertido na prisão de Amambaí.

 

        I.2.3. O 1º Culto Presbiteriano do Paraguai

 

        Na casa do Dom Alfonso Delgao, que pouco falava espanhol, mais guarani a já mencionada Caravana realizou o culto.

        Houve convites e o comparecimento de alguns convidados. Eram aqueles que fizeram amizade com a equipe da Igreja Presbiteriana Brasileira. O pregador Rev. Odayr Olivetti, Secretário Executivo da JME da IPB, ex-missionário da JME, cedido a “Board” dos USA, depois professor em Campinas, fez então a primeira exposição da Palavra no território paraguaio pela JME.

        Foi um culto concorrido e alegre, que encheu de esperanças o coração daqueles esforçados pastores presbiterianos brasileiros que ali estavam, com a presença do Rev. Antônio Fernandes, então, presidente da JME da IP.

        Falaram dos  hospitais da Igreja de outras escolas formadas. Depois de um ano eu tinha, sem recurso nenhum, de receber dezenas de professores, médicos e outras pessoas buscando um trabalho na futura Missão Presbiteriana do Brasil.

       Daquele trabalho, até onde sabemos, não houve nenhum “fruto” conhecido, mas a Palavra foi comunicada com oração, fidelidade e carinho e sabemos que ela não volta vazia para  o Senhor da seara... certamente, vamos ver, como dizia o Rev. Aroldo Kock, “muitas surpresas no céu, Aleluia!”.

       O grupo esteve também em Belen, fez visitas e preciosos contatos.   

 

       I.2.4. A Volta Feliz da Comissão Missionária da JME da IPB.        

 

       Sem dúvidas de que o País e a cidade para o plantio da primeira Igreja Presbiteriana pela JME da IPB já estavam escolhidos. O Rev. Odayr Olivetti, então secretário executivo da JME, saiu á procura do futuro missionário da Igreja Presbiteriano do Brasil no Paraguai.

       Seria o primeiro pastor a ser enviado e sustentado pelos nacionais. A diferença salarial e os recursos para a implantação da nova Igreja eram muito grande. Mesmo assim a JME estava muito eufórica, muito determinada, boa doutrina e dependência de Deus pela oração. Era esta a posição da Junta de Missões Estrangeiras da IPB.

 

       I.2.5. É Encontrado o Missionário para Plantar  a Igreja no Paraguai: Evandro Luiz da Silva

 

       Sem dúvidas de que o País e a cidade para o plantio da primeira Igreja Presbiteriana pela JME da IPB já estavam escolhidos. O Rev. Odayr Olivetti, então secretário executivo da JME saiu á procura do futuro missionário da Igreja Presbiteriano do Brasil no Paraguai.

       Seria o primeiro pastor a ser enviado e sustentado pelos nacionais. A diferença salarial e os recursos para a implantação da nova Igreja eram muito grande. Mesmo assim a JME estavam muito eufórica; muito determinada, boa doutrina e dependência de Deus pela oração. Era esta a posição da Junta de Missões Estrangeiras da IPB.

 

      I.2.5. É Encontrado o Missionário para plantar a Igreja no Paraguai: Evandro Luiz da Silva.

 

      Casado com Maria de Lourdes Garcia da Silva, Cursando o 4º. Ano do Seminário Presbiteriano do Sul do Brasil, em Campinas, sem filhos.

       Num culto de “sermões de prova”, 1968, no final do ano o seminarista pregou no texto de Marcos 10.46-52, com o Tema: “O cego dá lições preciosas”. Ele destacou, entre muitos, o fato de Cristo ter chamado alguns para buscar o cego.

        “Precisamos buscar os cegos, dizia o pregador...” onde eles estiverem, quem salva e quem cura é Jesus, mas, a nós está reservado o privilégio, como cooperadores da “lavoura de Deus” de buscar os cegos. Dois duetos foram cantados pelo casal Evandro e Lourdes, cujas letras falavam profundamente ao coração dos presentes. “Se eu tiver Jesus ao lado, se por Ele for mandado e se por Ele for chamado a qualquer lugar irei”. “Seguirei ao meu bom Mestre, seguirei ao meu bom Mestre, seguirei ao meu bom Mestre, a qualquer lugar irei”.

        “Seja por caminhos duros, espinhosos, inseguros, nos seus braços bem seguro a qualquer lugar irei”. No segundo dueto a letra dizia assim:

        “O mundo vasto e imenso para Cristo conquistar”. Este é o meu grande lema, este é o meu labutar...

        No final do culto o Rev. Odayr Olivetti que ali estava/ desde o início consultou ao seminarista e sua esposa se eles gostariam de aceitar um convite da JME para serem os plantadores da 1º Igreja Presbiteriana no Paraguai. A resposta foi sim!

 

       I.2.5.a. O Preparo do Casal Missionário -1969

 

      Não havia verba, nem tempo hábil para estudar sobre missões sobre o Paraguai  e aprender as duas línguas. Havia somente muita vontade, garra e uma obediência  cega ao chamado. Autorizados pela JME viajamos bastante pelo Brasil oferecendo um Diploma de “Sócio Fundador da Obra no Paraguai”  para quem quisesse contribuir.

      Falar em Missões na minha época de Seminário (62-69) era o mesmo que dizer de algo grande e impossível.

       Não havia o movimento que existe hoje. Não havia as agências missionárias em tão grande número e tão diferentes nos seus ensinos doutrinários. Era outros tempos. Missão, missiologia, missiologização, missonário, missionária, estratégia de missão, psicologia da missão, economia de missão, campo missionário, missiólogo, missão transcultural, missão urbana, missão progressista, missão renovada, missão do Espírito Santo e ainda outros tantos termos que são hoje usados.

       Sabemos que “missão nasceu no coração de Deus” (Mt 24,14-22; Mc 16,15-23). Que loucura foi feita na plantação da Igreja Presbiteriana do Paraguai. Tudo o que fizemos foi contrário aquilo que hoje se ensina e exige.

        Tudo diferente que as escolas de missões recomendam... por esta razão que eu digo e vou dizer sempre: “ Nós plantamos”, mas na verdade só fizemos o ato de “plantar” porque Deus foi quem abençoou e fez crescer. A seara pe do Senhor. A obra é D’Ele. Se dependesse somente de nós, a obra não teria dado o resultado que deu. Mas a palavra nos ensina que Ele nos chama, Ele nos escolhe, Ele nos prepara a Seu modo e nos envia aonde Ele quer, como quer e para onde Ele deseja. A nós só nos cabe obedecer.

         “Eu vos envio para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça.”

         “O trabalho das vossas mãos não é vão.”

         “A seara é grande e poucos são os ceifeiros, rogai ao Senhor para que Ele mande ceifeiros para a ceara (obreiros).”

         Somos apenas cooperadores na lavoura de Deus.

         Quando vejo os resultads do nosso esforço e o despreparo, para fazer uma obra tão importante fico pensando e a conclusão é de que realmente nós plantamos, outra regra, porem é Deus mesmo Quem dá o crescimento.

 

          I.2.5.b. Missionários Inocentes e “ Despreparados”

 

          Graças a Deus pela inocência nossa em acreditar que nós faríamos uma obra. A falta de informações e de experiência nos levaram a aceitar o desafio. Mas nem de longe poderíamos imaginar o quão difícil seria plantar uma Igreja num país estrangeiro.

           Recordo-,e de um pastor amigo meu que tocava violão e cantava duentos abençoados com sua esposa. Depois de gravar um primeiro “long play”  gravaram um segundo, agora acompanhados de uma orquestra deixaram de cantar os duetos nas igrejas. Um dia ele me disse que tinha vergonha de haver tocado violão e cantado aqueles hinos tão simples... o pior é que hoje eles não cantam mais duetos, não tocam mais e infelizmente o diabo os convenceu de que não agradavam. A quem eles não agradavam? Eu mesmo respondo: A ele, o diabo, pois enquanto cantavam os hinos simples acompanhado-se ao violão, iam destruindo a obra satânica. Que pena! Pararam muito cedo...

         Graças a Deus que Lourdes e eu não tínhamos consciência de que plantar uma igreja era tão difícil para o homem. Eu jamais teria sido missionário. Bendita inocência nossa, abençoada disposição para obedecer tão somente! Deus enviou e abençoou a obra das nossas mãos! Amém!

        

          I.3. Outras Viagens Missionárias da JME ao Paraguai

 

          Desta vez a Comissão era bem menos. O Rev. Antonio Fernandes, presidente da JME, Lourdes e eu. Fomos conhecer o Paraguai, Concepción especificamente, local já escolhido para o plantio da 1º Igreja Presbiteriana no solo Paraguaio. (Até aqui a obra não havia sido iniciada, somente depois que chegamos que o trabalho foi começado.)

          Com poucos recursos financeiros fomos de ônibus, até Ponta Porá, no Mato Grasso (hoje Mato Grasso do Sul), e depois atravessamos a fronteira e seguimos viagem em um veículo chamado “Mixto”, era um pequeno ônibus conduzindo o dobro de passageiros de sua capacidade, além daquele povão fumando e tomando “Tererê”. Tínhamos de enfrentar poeira  as estrada sem as falto, a companhia de galinhas, cabritos e sacos de mamona (mais tarde passamos a viajar de ônibus, o nome da empresa era “La Ovetense”).

        A poluição sonora realmente era o que nos colocava boquiabertos, pois a gente entendia o que eles falavam, só mais tarde descobri que aquele idioma era Guarani (muito lindo, porém bastante difícil).

        Aos poucos fomos fazendo amizade com todos daquela emocionante viagem. Eles pensavam que a Lourdes fosse americana ou alemã. E u sou moreno, eles tinham certeza de que eu era um deles, “um paraguaio rico”. Que bênção foi estar naquele “batismo de fogo”. Deus queria despertar amos em nós por aquela gente que viria ser mais tarde o motivo de nosso ministério. A razão da nossa vocação pastoral... (Aleluia).

 

         I.3.1. Nossa Hospedagem em Concepción

 

         Ficamos no Hotel Francês. Que experiência difícil! O calor era insuportável, 45º, á tarde caía para 36º e o ventilador ajudava bastante. A alimentação á base de peixe, que delícia, comia-se pouco arroz.

         Durante uma semana passamos em Concepción. Andávamos nas ruas conhecendo pessoas e conversando como podíamos. Não falávamos nem espanhol nem guarani. Um jovem mecânico brasileiro residente em Concepción, no começo, ajudou-nos muito nos contatos com as autoridades. Ele fala espanhol, guarani e português. Seu nome é René Machado, O presidente da JME, Rev. Antonio Fernandes, havia colocado uma prótese nova que machucou sua gengiva, então voltou ao Brasil, no segundo dia. Ficamos no Hotel Francês, sem conhecer ninguém, sem falar as duas línguas e com pouco dinheiro, tínhamos que economizar muito, para ter a passagem de volta.

         Eu me senti como um “gringo” ( missionário americano no Brasil). Fui criado em região onde os pastores geralmente vinham dos Estados Unidos da América. Todos olhavam para Lourdes e para mim e acreditavam que éramos ricos. Tanto a primeira caravana, como nós em conversas com os paraguaios, novos amigos, falamos sobre o sucesso da IPB, seus escolar, hospitais,creches e obras sociais.

        “E agora José”? Falar o que com aquela gente? A IP do Paraguai já estava fundada oficialmente com o culto cujo pregador foi o Rev. Odayr Olivetti.

          De falto a IPB é ainda detentora de grande riqueza como já foi referido, mas nós mesmos estávamos lá pela misericórdia de Deus. Não tínhamos dinheiro para gastar além do restrito...era obra de fé... A IPB estava em crise, as igrejas em geral estavam retendo os dízimos.

            Prometer o quê, pra quem? Depois de uma semana nos despedimos de todos e voltamos ao Brasil. Confesso que naquelas alturas já amávamos aquele povo valioso e queríamos voltar logo, mas ainda tínhamos um ano de seminário pela frente.

           Mantivemos contato por cartas, envios de fotos deles (tiradas quando ali estivemos), e cartões postais.

 

         I.3.2. Contratados pela Junta de Missões Estrangeiras

 

         Concedidos pela Missão que nos mantinha parcialmente no Seminário, com a provação do nosso presbitérios, o de Cuiabá Mato Grosso(hoje Mato Grosso do Sul), que tinha parceria com a Missão da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos, iniciamos as viagens pelo Brasil a fora para divulgar o plantio da Igreja Presbiteriana no Paraguai.

         Procurávamos nos finais de semana pregar nas Igrejas a quem nós nos oferecíamos e vendíamos um “diploma de sócio” , já citado, onde vendemos o tanto que redeu para a JME a quantia suficiente para compra da Primeira propriedade da Igreja Presbiteriana do Brasil no Paraguai. Uma enorme casa que serviu para abrigar a Igreja em Concepción e residência pastoral, até hoje, graças a Deus. Fizemos um contrato de compra  e venda. Como a IPB ainda não tinha nenhum registro no Paraguai, comprei aquela casa,  com o dinheiro que levantamos no nome da Igreja Presbiteriana do Brasil. E assim que a Igreja fosse registrada no Paraguai eu passaria a propriedade no nome dela. No documento de compra e venda o advogado afirmou que comparecia também como testemunha do negócio, no ato, ,a missionária, Dona Maria de Lourdes Garcia da Silva, esposa de Dom Evandro Luiz da Silva. Mais tarde sofremos muito por causa desse registro. Um líder de IPB, afirmou a um presidente da IPB que eu havia comprado a propriedade do Paraguai no nome da minha esposa. Sofremos uma grande humilhação em uma reunião do S.C.

        O presidente no seu relatório afirmou que a “mancha negra” da sua administração era a Obra do Paraguai e pedia ao S.C. que exigisse de mim a transferência de propriedade que estava no nome de minha esposa, para o nome da IPB, Por mais que eu tentasse explicar os  fatos, não era ouvido. Fiquei como “ladrão”. A subcomissão que ficou com este documento para tratar, deu-me 60 dias para corrigir meu erro. Era um erro de quem via politicamente em mim um “cabo eleitoral”, contrário ás suas pretensões e, estava vingando-se do fato de haver perdido uma eleição na sua Igreja, onde por vinte anos era o “dono” pobre e infeliz.Eles não sabiam que eu sairia eleito presidente da JME e que eles perderiam o mandato da Igreja.

         Fui a ao Paraguai e encontrei os originais dos documentos em um caixote numa sala (abandonada), mostrei-os na próxima reunião da executiva S.C. e tudo foi esclarecido... Graças a Deus que nos “dá a vitória em Cristo Jesus”!

 

         I.3.3. A Terceira Viagem da IPB ao Paraguai e Nossa Segunda Viagem

 

        Já estávamos prontos para irmos definitivamente para a Terra Guarani, mas ainda faltava a conclusão do 5º anos de teologia. Ainda faríamos algumas viagens em busca de intercessores e/ou sócios mantenedores daquela  obra tão sonhada.

        Continuávamos tão despreparados como antes: sem uma curso de missiologia não sabíamos quase nada de missão, filocofia de missões, biologia . missionárias. Pouco sabíamos das Agências Missionárias no Brasil, no exterior, nem sabíamos muito das escolas de missões radicadas no Brasil. Pr. Ken Kudo, Pr. Valdemar de Carvalho, Pr Jaime Kemp, Missionária Neusa Etioca, Dra. Bárbara Barns, Rev. Eduardo Prado, Pr Jonathan. Não sabíamos de Portas Abertas, Missão Cem, Missão Além, Missão Antioquia, Jocum, Missão Batistas Mundiais, APEC, ALEC, Palavra da Vida, etc.

        As estratégias missionárias e políticas missionárias, jamais souberam claramente como enviar um salário para o exterior para um missionário. É uma questão séria, pode até trazer mal entendidos pode complicar a vida de um missionário, ou da missão que ele representa. O envio de salário para missionários naquele tempo era difícil e complicado.

         Nesta viagem, aprofundamos as nossos amizades, no Hotel, francês com o proprietário, Dom Granda, com o “Peluqueiro” Peralta, com o calvinista autodidata, super inteligente Dom Teófilo Domingues, de quem mais tarde ganhamos um “Filho Adolescente” para educar e viver conosco. Foi uma bênção criar o Mario Domingues 9ele veio para nossa casa com 12 anos de idade), Dr. Gustavo Gugiari, Odontólogo, doña “Mini” e seu filho farmacêutica, Santigo Yrigogem, o carroceiro que responde pelo apelido “Linguaragué”, Ricardo Fleitas, Sara Beiller, Missionária da Missão Novas tribos, Luiz Barreto, marceneiro e Doña Margarita sua esposa, e outros tão queridos como estes citados.

 

 

                                                       PARTE II

        DO CONTRATO COM A JUNTA DE MISSÕES ESTRANGEIRAS

                           ATÉ A MUDANÇA PARA O PARAGUAI

        Até o final do curso de teologia continuamos as viagens em busca de recursos e divulgando a Obra que iríamos fazer no Paraguai

        Entregávamos os Diplomas de Sócios fundadores.

A foto da página seguinte foi tirada  do diploma original do qual já nos referimos, que era oferecido ás igrejas que visitávamos. Este diploma de sócio fundador era oferecido aos irmão que colaboravam com a importância de cinqüenta mil cruzeiros, pagos em até cinco vezes, era indicado um responsável pêra tal arrecadação ao tesoureiro da JME.

 

        Quanta emoção nas viagens, mas também decepções em algumas igrejas, de quem esperávamos tanto, não  nos ajudaram, mas o apoio veio, glória a Deus por isso.

 

         II.1. Finalmente, Chegamos á Nossa Terceira Viagem ao Paraguai

 

        Fomos tão abençoados nas viagens, que até valeria a pena não nos lembrarmos das grandes Igrejas do Rio de Janeiro e uma famosa em São Paulo, que não nos permitiram fazer a divulgação. Num asilo de velhos, em São Domingos, América, SP, um ancião, com  mais de 80 anos, quando eu falei de plantar a Igreja no Paraguai, e do Diploma de Sócio Fundador, ele me procurou e disse: “Eu não posso ter o ‘Diploma’”, mas vou orar e contribuir e me deu 1.000.00 cruzeiros 1/50 do valor do Diploma, chorei muito, muito mesmo por ver que Deus sempre terá aqueles que irão sustentar a obra... ainda que tinha de entregar o seu tudo seria hoje 1 real, ou 0,33 centavos de dólar.

       E quando ouvimos de um dói líderes da JME que as igrejas não tinham de mandar ninguém para o exterior e sim contribuir somente com a Junta de Missões Nacionais, “pois ela, sim é coisa nossa”: Dizia ele: Ele se esqueceu de que nós somos frutos de Missões estrangeiras.

        Com o dinheiro arrecadado durante aquele ano de 1969, Deus nos deu a bênção de comprar a 1ª propriedade de IPB no Paraguai, logo viriam outras, Louvado seja Deus!

         Fizemos várias adaptações e reparos, na casa que ainda hoje é uma das melhores propriedades da APMT no Paraguai. No terreno está construindo o templo de Concepción.

 

         II.2 “Vamos Ser Pais”

 

        Fizemos vários exames e tratamentos bem difíceis de tolerar. Recebemos muitos alarmes  falsos de gravidez, ficávamos eufóricos por pouco tempo. Era tempo para sofrer e até para chorar. Depois de um período longo de tratamento, dois médicos, chegaram a conclusão de que era melhor adotar no Paraguai um bebê. Passados 17 dias, Lourdes voltou a clínica e desta vez foi confirmada a sua tão desejada e sonhada gravidez. Foi realmente, um milagre de Deus. A gestação da Aurora Carlota se deu no Paraguai. Depois, Deus nos deu um menino que nasceu no Paraguai, seu nome é Geraldo. Ainda em Concepción, mas tarde, Lourdes ficou grávida, quando já estávamos de volta para o Brasil. Em registro SP, nasceram os gêmeos, que se chamam Evandro e Lourdes.

        Os nossos quatros filhos: Aurora Carlota, dentista, casada com Wesley, engenheiro mecânico e sua filha Nathalia, agora com cinco anos. Geraldo Miguel, engenheiro eletrônico, casado com Elza, que é estudante de arquitetura, cuja filha se chama Bruna. Lourdes, professora de Educação Física, casada com Robson, engenheiro civil. Evandro, dentista, casado com Queila, estudante de Direito. Todos são membros da Igreja, graças a Deus.

         Podemos com humildade e alegria o coração dizer: “Eu e minha Casa serviremos ao Senhor”.

 

         II.3. O Nosso Culto de Ordenação e Despedida

   

        Gostaria que você e a emoção que sentimos no culto de ordenação e despedida do Brasil para o Paraguai. Houve muita lágrima, oração e testemunho. O culto de ordenação ministerial e posse se deu no auditório do Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, São Paulo. Estava lotado! Havia mais de vinte pastores, e a executiva da JME também estava presente. Foi lindo mesmo! A ordenação foi presidida pelo Tutor, o querido Rev. Nelson Chagas.

       Foi no dia 14 de dezembro de 1969, formatura, ordenação e despedida para o Paraguai onde ficamos cinco anos.

       O casal Evandro e Lourdes quando enviados ao Paraguai ainda eram jovens – Ele com 35 anos e ela com 32. Dois corações apaixonados pela mesma visão cristã – levam Jesus ao coração  dos não-cristãos, uma chama ardente queimava em seus corações.

 

 

Quando olhamos para essa foto, cremos que demos ao plantio da Igreja Presbiteriana no Paraguai o melhor das nossas vidas; tínhamos disposição e muita saúde e dávamos o nosso tempo á obra.

 

    

                                                          PARTE III

                     DA PLANTAÇÃO DA IGREJA PRESBITERIANA

                                                    NO PARAGUAI

 

           III.1.Grandes Vitórias

 

           Desde que chegamos em Concepción sentimos a mão poderosa de Deus a dirigir-nos.A gente pode sentir o mover do Espírito Santo. Muitas vezes livrados de perseguição,  fomos bem recebidos por crentes de outras denominações. Com as crianças da rua comecei a fazer amizades e aprender Espanhol e Guarani.

            Íamos pela cidade, rua por rua e casa por casa, convidando para o trabalho. Não falávamos nem espanhol nem guarani. A gente tentava se comunicar. As pessoas geralmente e de uma maneira gentil nos diziam “Si em seguida” “Sihoy iremos a tu casa” “Bueno, a mim me gusta oir la Palavra”. Si, si encantado señor”. O problema é que nunca é que chegavam em nossa casa. Nós continuamos insistindo. Quantro meses sem assistência. Eu e Lourdes para cantar, orar e estudar a Bíblia. Quantas vezes terminamos o nosso “culto” chorando. Decepção, medo de não dar certo, medo de fracassarmos, saudades... Tudo isso somando um”Banzo” terrível.

          

         III.2. Línguas

 

        Pouco a pouco, fomos aprendendo a nos expressar em Espanhol e aqui e acolá, uma expressão em Guarani.

       “Che avya”, Estou Alegre; “Che Kané o”, Estou Cansado; “Che vare a”, tenho fome; “Mbãe chapa”, como vai?; “Iporã”, Bom; “Ivai, feio.

       Fomos vivendo e convivendo. Recebíamos pessoas em grande quantidade se oferecendo para trabalho como funcionário da Igreja; médicos, professores (das nossas escolas). Quantos queriam vir aqui para o Brasil trabalhar com a Igreja Presbiteriana... O que eles não sabiam é que nós não tínhamos dinheiro nem para pagar o leite e o pãp, a luz elétrica, os remédios, etc. Só Deus sabe a dor que passamos e os vexames que sofremos nos primeiros meses.

       Como Deus foi bom para mim dando-me como adjutora a Lourdinha.

       Ela nunca se desanimou, jamais teve dúvida de que Concepción  era o lugar que Deus escolheu para nos usar. Uma grande companheira, aleluia!

       Das visitações surgiram os contatos, a oportunidades e delas as amizades. Aprendi a pescar e lá fiz boas amizades; René brasileiro e mecânico, família Pedro Domingues, Dom Teófilo, Dom Erben (Toto) mecânico. Naquele tempo anglicano e sua esposa Doña Zulma, ilustre professora.

       Numa viagem de Concepción á Pedro Juan Caballero, conheci a missionária Sara Beiller, Americana que trabalhava com as Missões Novas Tribos. Através desta conheci a cidade de Belém. Onde realmente nasceu o trabalho Presbiteriano no Paraguai. Fomos falar com o Dom Gilberto e Elza Florentin (pais de quinze filhos). Conhecemos Doña Rita, paraguaya, viúva de um escocês engenheiro que havia vindo a trabalho numa serralheria do Paraguai.

Casados, ela com dezesseis anos, foram para a Escócia, lá lhes nasceram dois filhos, e na sua velhice, ela veio morar em Belém, para cuidar de sua mãe. Doña Rita viveu também muitos anos. Era a mãe dos pobres da cidade (Belém). Seus filhos, médico e engenheiro lhes davam assistência com uma boa mesada.

         Sua casa nos serviu de abrigo muitas vezes, era lá que nós ficávamos com os nossos  dois primeiros filhos. Aurora Carlota e Geraldo Miguel. Uma vez quando pediram para sairmos da casa onde realizávamos os cultos, com mais de cinqüenta pessoas, fomos a convite, para a casa de Doña Rita, lá nos reunimos até que, e o nosso salário, construir a 1ª Igreja Presbiteriana do Paraguai (o terreno que era de propriedade do dr. John Lindsay, onde estava o seu Hospital, hoje o local pertence a IPB).

         Iniciamos animados o nosso trabalho de evangeliszação, corpo a corpo. Sem dinheiro, sem material didático, sem Bíblias para ofertas, poucos e feos folhetos, sem veículo ou meio de transporte. Um despreparo total, uma pobreza indizível, sem estratégia de evangelização, sem um alvo de missões, sem falar a língua missionária, foi no puro empirismo, boa vontade, raça, vigor, simplicidade, e com um conceito de fidelidade a Deus muito sério e profundo, e à IPB. Somente pela graça se faz missão assim.

        Daí o nosso tema. A nossa tese. Nós somente plantamos. Não havia em nós para dar certo. Dou graças a Deus, porque não dependemos nem da nossa capacidade e nem na dos homens, tudo foi Deus quem fez. Hoje vejo isso claramente. Deste a sua decisão de nos levar despreparados, até a bênção que ele fez através de nossa mão. Há! Deus soberano Deus dos deuses, Senhor dos senhores, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Soberano! Perfeito, amoroso e eterno. “Senão fosse o Senhor estar do nosso lado, como continua ao lado dos que saem para missões em obediência ao chamado, Israel que o diga...

 

        III.3. As Compras no Brasil

 

       Vínhamos ao Brasil quando conseguíamos uma oferta para comprar comida, especialmente arroz, feijão e verduras. Ás  vezes remédios. Muitas vezes ficamos parados na estrada por causa do “Cierre de ruta”. Certa viagem, ficamos ali parados e tivemos que dormir em uma humilde pensão, onde na havia cama para todos os viajantes, e tivemos que dormir com crianças no chão, onde passavam cachorros, gatos e pessoas. Gastamos dois dias para viajar aos 214 km. Que é distancia entre Pedro Juan Caballero a Concepción. Eram dias difíceis para nós. Isto era uma loucura, ficávamos na estrada sem comida própria e ás vezes nos faltava água para beber, só Deus sabe de algumas experiências pelas quais passamos lá na plantação da Igreja Presbiteriana do Paraguai. Nunca contamos das tristezas nem mostramos as misérias, pelo contrário, contávamos das vitórias e mostrávamos as coisas mais lindas que lá haviam. Explorar a ingenuidade e desconhecimento dos crentes sobre os campos,  o coração bom e carinhos da S.A.F. tem sido armas usadas por  missionários para levantar bons salários, sem que haja controle. Em nosso tempo não era permitido levantar sustento ou pedir ofertas...

       Criei um time de futebol (neste tempo Pelé estava no auge. Eu era um “Jéfere” Treinador da terra de Pelé...). Era o início da Escola Dominical que partiu deste grupo. Os primeiros líderes da Igreja saíram daquele time- preste atenção no relato que estou fazendo.

       Eu estava desanimado com a tarefa de plantar a Igreja no Paraguai. Pensava em até voltar. Lourdes nunca concordou comigo nesta volta antes do tempo marcado, 5 anos, 1969-1974.

       Eu estava no quintal da casa, que era grande e vendo passar nos fundo muitas  crianças. Junto àqueles terreno estava uma velha e abandonada propriedade, de uma Companhia Argentina, quando me veio á mente uma idéia: ninguém comparece aos cultos, os adultos não vêm, vou sair e ficar junto com aquelas crianças.

Vou formar um time de futebol. Vou ser o técnico. Deu certo. Começamos a pedir emprestado o terreno e depois de consegui-lo fomos fazer a limpeza. Com parte do meu salário comprei o material e ferramentas para preparar o campo de futebol. Numa semana estava  tudo pronto: enquanto limpávamos fazíamos a propagando.

         Jogamos algumas partidas, e Lourdes começou a trabalhar com artezanato e música para as meninas e logo formamos  nossa primeira ED. Em seguida chegou o tempo de Lourdes viajar para o Brasil para o nascimento de nossa primeira filha.

      Passados alguns dias precisei também viajar. E enquanto ficamos dois meses fora, a nossa vizinha nos traiu, dizendo aos pais das crianças que jogavam em meu time, que eu um “agente comunista”. Difamação esta que me causou vários problemas. Este episódio será narrado mais adiante: “O Falso Testemunho”.

       Acompanhe esta história – veja o resultado da obra onde Deus abençoa, cresce independente do homem; “agindo Deus quem impedirá?”.

                                 

                                                    PARTE  IV

                  APARECEM OS PRIMEIROS FRUTOS DO PLANTIO

 

          IV.1. Os Primeiros Membros da Igreja

 

         Com o nosso time de futebol, a nossa E.D., os amigos que vinham para a reunião de oração e estudo Bíblico, as viagens que fazíamos para as campanas (roças) de ônibus (mais tarde conseguimos uma moto Java). Não era tão prático esse meio de condução, pois assim eu teria que ir só e não dava certo. Nesse meio de tempo sofri um pequeno acidente e vendi imediatamente tal veículo.

        Continuamos a trabalhar intensamente em Concepción, e aos poucos, conseguimos cativar a criançada e mostrar que realmente, não éramos comunistas. Respostas de muitas orações. Consegui formar o grupo de escoteiros (boy scout).

        Uma jovem que vivia com uma missionária americana, Sara Beiler (já mencionada) que freqüentava a Igreja Anglicana, chamada Irmã Dersars, decide fazer a sua pública profissão de fé. Foi ela o primeiro membro feminino da Igreja Presbiteriana no Paraguai. Parte de sua família que era adventista veio também para a Igreja. Seus pais, três irmãs e alguns sobrinhos. Foi uma verdadeira festa espiritual.

       A irmã da Irmã Dersars, Virgína Dersars (foto a baixo) veio morar conosco. Ela era babá da Carlota. Devemos muito a ela.

 

 

Veio para o Brasil conosco e fez o curso de enfermagem e lá vive do trabalho como enfermeira. Ela é uma verdadeira serva de Deus. Virgínia, a nossa “filha”  paraguaya trabalhou no hospital Batista por 2 anos e está trabalhando há 12 anos no hospital de Niños.

       Irmã, fez em Jacutinga, Minas Gerais, o seu curso no Peniel, Missão Novas Tribos. Mais tarde ela fez o curso no Shekiná no Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul), onde se casou com Renato, brasileiro e missionário. Eles trabalham há 25 anos no  meio dos índios no Brasil nas missões Novas Tribos Os seus filhos estão criados e crentes no Senhor. Vejam irmãos leitores, um grande milagre em Missões: O 1º Membro de uma Igreja plantada no Paraguai, se torna missionário no país que levou o evangelho ao seu povo. “Agindo Deus, quem impedirá?” “Que Deus é tão grande como o nosso Deus?” (SI 77).

     Ricardo Fleitas (1º membro do sexo masculino da Igreja Paraguai), batizou-se e sempre foi uma bênção na igreja. Mais tarde veio para o Brasil, Foz de Iguaçu, onde fez um curso de auxiliar de enfermagem. Já era prático em farmácia. Casou-se com uma jovem chamada “Lucy” (preciosa irmã em Cristo) e tiveram filhos que são bênção na Igreja. O mais velho, Joel é um exímio cantor. Está atualmente com  a Palavra da Vida no Paraguai.

 

     IV.2. Batizamos Aproximadamente 20 Jovens

 

     Das 30 crianças que batizei em menos de dois anos de ministério, no Paraguai, 20 delas se tornaram membros comungantes.

     Aquelas crianças de ontem e seus pais, ainda hoje (passados 30 anos), são os líderes e sustentáculos daquela obra iniciada em 1969.

 

       IV.3. O Trabalho em Belém

 

       A conversão Del Señor Wilberto. A missionária Sara, apresentou-me um homem grande e forte. Ela disse que ele era marido de Doña Eva e que eles dois tinham 15 filhos. Tinham uma noção de adventismo. Fui visitá-los e falar-lhe de Cristo.Depois de 2 meses batizei toda a família e os recebi por pública profissão de fé e batismo (foi outro dia de muita alegria no Senhor).

       No dia  em que fui visitar o Dom Gilberto, ouvi dizer de um médico que vivia no “Kilômetro 15”, um lugarejo de gente muito católica e preciosa. Este senhor era pai de 9 filhos, chamava-se Marcos Gimenez e sua esposa se chama Plutarca, seu apelido é “nhorita”. Muito inteligente e trabalhadora de boa fama, todos os vizinhos a apreciavam. Quanto ao médico impressionou-me o fato de ir morar num lugar tão pequeno. Contaram-me que ele era possuidor de um livrinho de “capa preta” que eu andava buscando.

      Um médico escocês chamado Dr. Jonh Lindsay ( já mencionado), presbiteriano, veio para o Paraguai e trabalhou com a Igreja Anglicana. Fundou um pequeno Hospital em Belém (no período de grande guerra), traduziu o N.T. para o Guarani e publicou um número pequeno de volumes que no decorrer dos tempos desapareceram.

       Fui curioso ao Km 15 na companhia de Dom Luiz Barreto. Pregamos, discipulamos, e acertamos ali, voltarmos para realizar cultos em sua casa. Lourdes sempre com o seu acordeom.

 

 

 Dom Marcos se converteu a Cristo e fez questão de doar um pedaço de seu terreno para a construção de uma igreja em sua propriedade. Foi um tempo de glória e de alegria. Por muitos anos aquele templo abrigou mais de 80 pessoas que iam sedentas ouvir a pregação em espanhol ou guarani. Batizei e recebi por profissão fé muitas pessoas, dentre elas Iñeca, Dionizia e Eleodora.

 

       IV.3.1. O Primeiro  Pastor Presbiteriano do Paraguai

 

       Filho do curandeiro (médico), Dom Marcos Nis Gimenese,  Buenaventura Lopes Gimenese, um rapaz calmo, sereno, estudioso, honesto, respeitador. Orientado também quanto á vocação pelo meu substituto no Paraguai, o abençoado Rev. Silas Augusto Stcherne e Doña Dalva. Buenaventura veio para Patrocínio, Minas Gerais, e posteriormente para o Seminário Presbeteriano em Campinas, São Paulo, onde concluiu curso de Bacharel em Teologia. Casou-se com uma ibelina (missionária Marisa), voltaram para o Paraguai, onde ele é pastor abençoado e mui querido por todos. Eles têm 2 filhos e uma filha.

 

      IV.3.2. O Segundo Pastor Presbiteriano do Paraguai

 

   O Jovem Eulógio Gimenes também filho do curandeiro

   Dom Marcos Niz Gimenes.

 

       Eulógio, desde pequeno demonstrou seu chamado para o Ministério. Aprendeu música com Lourdes, veio ao Brasil, e foi para a IBEL e depois para Campinas no Seminário do Sul. Casou-se com Maristela Silva, também ibelina  e minha ovelha em Santo André. Hoje estão no Paraguai abençoando a Obra Presbiteriana naquele lugar. Eles têm três filhos.

      Até onde sabemos daquela primeira turma de criança, adolescentes e jovens que por nós passaram, nos nossos cinco anos de ministério ainda podemos mencionar mais duas enfermeiras, contar das duas primeiras médicas (doutoras de Medicina), e dos filhos de Pânfilo Ugarte, formados em Medicina, Odontologia, Música e Administração de Empresas. Tânia Machado, médica, estudou em Goiânia, e Rebeca Machado Ibelina e atualmente faz fisioterapia em Taubaté.

       Emma Erbem, casada com o Rev. Cornélio Caldas Castro, pastor abençoado, música, cantor e compositor. Cornélio tem sido um ilustre presbiteriano, suas músicas e as gravações, quase sempre de sua autoria ou de sua esposa, têm animado a muitos e abençoados crianças, jovens e adultos na obra missionária. Emma cursou o Instituto Bíblico Eduardo Lane e posteriormente o Centro Evangélico de Missões (CEM) em Viçosa-MG.

       Tive o privilégio também de oficiar a bênção matrimonial como fiz com todos os ouros e aos pastores tive o privilégio de participar de suas ordenações.

       Gente, como Deus é grande! Ele prometeu abençoar as obras das nossas mãos e cumpre o que diz. Ele não é homem para que minta e nem filho do homem para que se arrependa.

        Imaginem o tamanho da obra que Deus pode fazer através deste povo.

 

       IV.3. O Nascimento do Nosso Segundo Filho

 

      “Quando Deus age ninguém impede”. Você se lembra de que  no começo do livro que a Lourdes e eu não podíamos ter filhos? Pois bem, veja como é o nosso Deus. Ele é o Deus dos impossível. A Lourdes engravidou da Aurora Carlota e agora,

 

 

 

Nasce dia 18 de Novembro de 1972 com Concepción, o nosso segundo filho, Geraldo Miguel. Portanto portador de duas cidadanias, aliás, de três . Paraguai, Brasileiro e ainda cidadão do Reino dos Céus.

 

 

Nasce forte, bonito e cheio de talentos. Ele tem sido uma bênção para mim. É casado, sua esposa é crente, e já lhes nasceu uma filha, Bruna (dia do aniversário do pai).

        Ele é engenheiro eletrônico e ela estudante de Arquitetura.

 

 

                                                      PARTE V

                     PLANTAÇÃO DA IGREJA PRESBITERIANA NO PARAGUAI

                                                     (RESUMO)

 

         . Fomos chamados desde a nossa infância para ao serviço do Senhor. Sempre tivemos alegria em  trabalhar para o Seu Reino.

        . Chamados para trabalhar na Igreja Presbiteriana, onde fomos batizados e recebidos por Profissão de Fé. No amo 62 fui para o J.M.C. em Jandira, São Paulo, chamado de Seminário menos.

         . Conheci a Lourdes em 1960, quando ela estudava no Instituto Bíblico Eduardo Lane, em Patrocínio, Minas Gerais.

        . Estudamos juntos em Jandira, em 1964.

        . Em 1965 nos casamos e fomos para Campinas. Estudei no Seminário do Sul. Lourdes foi fazer o curso normal e o conservatório Musical Dr. Gomes Cardim, onde se formou professora de música, regente de coral infantil e adulto. Professora de várias matérias, e professora de acordeon.

        . Moramos 5 anos em Campinas. Fomos quatro vezes ao Paraguai, durante o ano 1969, era o nosso último ano de Seminário. O culto de despedida foi no próprio seminário, logo após a formatura. Formados, nos mudamos para o Paraguai, Concepción, à 214 km de Ponta Porá. Lourdes sempre foi para mim a ajudadora fiel, escolhida por Ele. Ela foi muito firme na decisão de ficar no Paraguai. Chegamos em Janeiro, já com a casa comprada. E ali funcionavam os trabalhos, e a residência. Separamos as dependências para os trabalhos de culto e Escola Dominical. Ficou muito bom, Graças a Deus!

        . Em 1670 nasceu a nossa primogênita, Aurora Carlota, casada com Wesley, presbítero abençoado por Deus. Ela nasceu em Campinas-SP, dia 20/07/70 – quando voltamos para Concepción, ela estava com 2 meses de vida.

       . Em 1972 nasceu o Geraldo Miguel. Ele é um paraguaio mesmo, cidadão Concepcionero, Dia 18/11.

       . Batalhamos a fim de sermos cooperadores de Deus na plantação da igreja no Paraguai. Valeu a pena obedecer. Foi difícil. Eu faria tudo de novo.

       . Moramos sempre em Concepción, na casa que foi comprada com muita luta. Custo caro – uma casa grande no centro de Concepción com quase dois mil metros quadrados. O novo templo foi construído no mesmo local onde estava a casa.

      . Tivemos dias alegres, outros tristes e alguns bastante difíceis de vencer. As finanças insuficientes para cobrir as despesas. Ás vezes ficávamos até 4 meses esperando o salário no Brasil.

      . Vimos a conversão dos primeiros crente presbiterianos no Paraguai. Isto era compensador. Cada crente era como se fosse um novo parto. Ás vezes com “fórceps”...

      . Deus nos deu o privilégio de batizar e receber por profissão de fé muitos, cuja maioria ainda permanece fiel à Igreja e às suas doutrinas.

      . Compramos as primeiras propriedades da Igreja Presbiteriana do Brasil para o Campo Missionário no Paraguai. Perdemos ótimas oportunidades de comprar lindos terrenos e propriedades, o que faltou foi dinheiro.

       . Encaminhamos os primeiros estudantes paraguaios presbiterianos para estudo em enfermagem 3 mulheres e um homem.

       . Encaminhamos o jovem Vicente, para o curso em aviação, e inglês (esse desapareceu de nossa casa).

       . Uma moça formada em música sacra em Garanhuns, Pernambuco. Marlene, filha do Dom Luiz Barreto – aquele que traduziu a minha palavra  para o paraguaio, Dom Marcos Nis Gimenes.

      . Deus nos deu a alegria de acompanhar os primeiros candidatos Buenaventura, Eulógio, Carlos Barretos, ao ministério, para Patrocínio, depois para Campinas e JMC.

       . Participamos das primeiras ordenações dos pastores nativos: Buenaventura Lopes Gimenes (casado com Marisa Lopes Gimenes); Eulógio Lopes Gimenes (casado com  Maristela Silva Lopes Gimenes); Carlos Luis Barreto (casado com Lenice Barreto). Os dois primeiros casados em patrocínio, IBEL.

      . Participamos do ingresso de Emma Erbem no CEM, Viçosa, Minas Gerais, para o seu curso em missiologia.

       . Nos alegramos com a ida de Eva Mabel para o curso de Medicina. Ela iniciou seu estudo no Sul  do Brasil.

       . Participamos do envio de outra candidata ao estudo em Medicina, Tânia  Machado, filha de René e Kéti.

       . Participamos da vida estudantil da primeira mulher paraguaia, Irmã Desvars, hoje casada, e tem três filhos jovens. Ela veio servir como missionária no Brasil, que foi o plantador da Igreja Presbiteriana no seu próprio país. Este é um fato histórico, de um nativo ir ao país de origem do missionário plantador de sua igreja para trabalhar como missionária; Deus é Deus...

        . Os meninos que participaram da primeira classe de Escola dominical daquela nação, hoje , são servos de Deus em várias áreas profissionais da vida do país e do mundo. Louvado seja o nome de Jesus!

         . Há outros cujos nomes não mencionei, porque não os tenho com tanta clareza em minha  lembrança e não quero fazer injustiças.

         . Já temos a alegria de ver frutos de segunda geração de presbiterianos paraguaios sendo preparados em várias áreas para servirem ao Senhor da Seara.

 

Joel Fleitas e seu irmão menos. Desde Pequenos já serviam ao Senhor. Hoje, moços ajudam no acampamento da Palavra da Vida no Paraguai. São frutos da segunda geração de crentes presbiterianos. Filhos de Ricardo Fleitas.

 

       . Mesmo tendo pouco contato na sua infância quando visitamos e assistimos espiritualmente sua família, há um jovem e uma jovem que devo destacar, pois assim o merecem: Dr. Fermim Domingos,dentista e participante ativo da vida política nação e sua irmã, hoje casada com o missionário Dario Pereira, Sussi tem sido uma bênção, já com dois filhos.

     . Tivemos mais duas jovens paraguaias no I.B.L. Uma sobrinha de Ricardo Fleitas, Sara, se casou com um seminarista do S.P.S. Outra irmã da Ema voltou para o Paraguai.

     . Fiz o casamento dos primeiros pastores paraguaios (1º Buenaventura e Marisa, 2º Eulógio e Maristela, 3º Carlos e Elenice, 4º Emma e Cornélio).

     . Participei da ordenação do primeiro pastor do Paraguai. Foi em Ponta Porá. Eulógio Gimenes Lopes.

     . Em cinco anos de trabalho missionário, Deus deu-me a bênção de deixar arrolados como presbiterianos no Paraguai mais de sessenta membros. Em todo o território – Concepción, Belém, Assunción, San Lorenzo, Hugiá-Riva, Kilómetro 15, Kilómetro 23 e Ruta 15.

      . 1 carro rural Willes; Vou contar-lhes com detalhes como este carro chegou até  JME.

      . A Igreja reconhecida como pessoa jurídica no Paraguai. Glória a Deus por sua obra no Paraguai e por nos deixar ser seus cooperadores. “Um plantou...” Silas e outros regaram e plantaram mais, e Deus deu o crescimento. A APMT hoje colhe os frutos que hão de produzir até a volta gloriosa de Jesus – Amém.

 

 

                                            PARTE VI

                         OS MILAGRES NO PARAGUAI

 

         Não fiz e nem faço milagres. Quem sempre opera a bênção é Deus, só Ele é poderoso. Nós somente colaboramos em sua Seara. Somos cooperadores Dele. Um plantou e o outro regou, mas foi Deus uem deu o crescimento. Nós: Lourdes e eu, plantamos, Deus abençoou e fez crescer... A Ele seja dada a floria e a honra.

 

        VI.1. Um Milagre com Carlota

 

         Trazíamos nossa filha, Aurora Carlota, recém-nascida, do Brasil, com dois meses, até Ponta Porá, na fronteira e como  a estrada era de terra e sujeita a “cerrar la ruta”, resolvemos tomar um avião afim de chegarmos mais rápidos. Era um avião velho e muito sujo. Ela apanhou uma infecção violenta e por vários dias sofreu uma febre altíssima e uma diarréia violenta, que nada podia parar. Tudo o que comia virava uma água verde e fétida. Era triste ver a nossa filhinha única se definhando, morrendo aos poucos. Uma noite, já cansados de vê-la sofrer, fizemos uma oração agradecendo a Deus por nos haver feito pais e nos contentamos com esta graça e se Ele desejasse levá-la de volta para Ele a nós caberia apenas aceitar a sua perfeita e Santa vontade. Oramos e fomos dormir. Eu, como sempre, dormia. Mas Lourdes velava a noite toda. Pela manhã eu me levantei e fui direto para o meu gabinete pastoral estudar. De repente ouvi Lourdes chamar-me. Corri crendo que a nossa filha havia morrido. Ao chegar ofegante no quarto, tal foi a rapidez que atendi o chamado de minha esposa, vi que nossa filhinha estava viva e brincando. Mesmo estando tão magrinha. No seu travesseiro havia uma grande poça de sangue pisado e com pus. Uma infecção não detectada pelos médicos que a tratavam, vindo do interior de seu ouvido. Havia estourado e corremos com ela para o médico e ele nos disse que provavelmente tinha estourado o seu tímpano e que ela teria problemas de audição mais tarde. Mas nada disso aconteceu, hoje ela é musicista abençoadora, e enquanto escrevo este testemunho ela completa 22 anos de idade e é uma ótima filha, uma excelente mãe e esposa e acima de tudo uma bênção para o mundo como serva do Senhor.

       

       VI.2. A Escassez Chegou

 

        Estávamos no quarto mês sem dinheiro, o responsável pelo envio do salário, me disse: - “Fiquei aí e não reclame, agüente...”

       Eu havia contrariado a vontade do então tesoureiro nacional e ele queria que eu deixasse a Obra iniciada no Paraguai para voltar ao Brasil e ser o pastor de uma determinada Igreja e atuar na “politicalha” que ainda hoje é praticada em muitos arraiais do presbiterianismo brasileiro. Não vim como ele mesmo me disse: “Então paguei o preço...” Paguei caro? Mas, valeu a pena, aprendi que Deus não nos desampara, ele honra a quem O honra. Você pode crer e confiar, “Ele é fiel e justo”.

       Fiquei, como estava contando, devendo ao padeiro, leiteiro, armazém, farmácia e o pior fiquei sem pagar por quatro meses a força elétrica e água que nos eram fornecidos. Um dia, bateu em minha porta, um funcionário da companhia elétrica. Ele já entrou dizendo: “ou eu levo o dinheiro ou corto  a luz, e se não fizer, um dos dois, serei mandado embora do emprego”. Sempre a gente conversava sobre futebol, ele naquele dia não queria saber de nada, olhei bem para ele, fitei-lhe os olhos e disse: pode ir, fale para o seu patrão fazer as contas de quanto a igreja deve e inclua os juntos e a multa. Ele resistiu, mas finalmente foi. Lembro-me bem que minha amada esposa disse: “Vando, você prometeu, mas vai pagar com que dinheiro?” . Fui ao correio abrir minha caixa postal, número nove a lá estava um envelope, só se via por fora dele um cheque. Fui ao armazém que sempre fazia o câmbio para nós. A moça  do caixa entregou-me o dinheiro e de lá fui direto para a companhia elétrica, contamos o dinheiro e não faltou um  Guarani e não sobrou um Guarani. Até hoje não se  sabe quem enviou aquele valor. Saí tremendo daquele local e agradeci muito a Deus. Era mais uma manifestação de Deus, de quem faz a obra é Ele que tem tudo sob o seu paternal cuidado. Ele é o dono do ouro e da prata. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e todos os que nele habitam...” (Sl 24.1).

 

          VI.3. Eva Mabel e seu Nascimento

 

Os avós maternos, tios, parentes, de um modo geral vibravam com cada criança que chega no “hogar” dos Munes Ugarte. Glória a Deus. Agindo Ele quem impedirá?

Que Deus é tão grande como o nosso Deus? (Sl 77).

     Quando o jovem casal Pânfilo e Daña Lourdes Nunes  Ugarte entraram para a Igreja como membros, ela estava grávida.

      A sogra de Pânfilo muito religiosa, católica Romana, ficou muito nervosa com a conversão deles e disse a Lourdes que o Bebê iria ser castigado porque eles haviam abandonado a virgem Maria. Uma maldição de sua mãe, não para si e sim para o filho preciosa, honrada e trabalhadora, quando se tratava da fé.

      Orei muito com o Pânfilo e Lourdes. Toda criança está sujeita a ter problemas no nascimento ou na gestação. Era um tempo  de tensão, também para mim. Graças a Deus a Eva Mabel nasceu linda, sadia e preciosa. Louvamos a Deus juntos por sua muita misericórdia para com eles. Depois nasceram mais três filhos perfeitos e lindos que são uma bênção.

 

          VI.4. O Falso Testemunho

          Quando voltamos para o Brasil para o nascimento de Aurora Carlota tínhamos uma vizinha, que se dizia nossa amiga e enquanto esperávamos o nascimento de Carlota ela se encarregou de espalhar na cidade que eu era comunista.

          Isso foi motivo suficiente para que os pais não permitisse a ida das crianças a nossa Escola Dominical,  perdemos o privilégio de lecionar Bíblia para quase todas, umas 30, com os moços e irmãos dos menores.

         De uma coisa eu e Lourdes já estávamos certos: chegamos no lugar certo, na hora certa, pena que não tínhamos condição financeira. Só Deus para fazer tão grande obra usando duas ferramentas tão pequenas. (Na verdade havia recursos, porém, pouca visão missionária. Quem sabe um falso nacionalismo.) “A JMN é  coisa nossa”, era o que eu ouvia sempre. Nós que somos frutos de missões estrangeiras...

         Deus atendeu ao nosso pedido, queríamos plantar a Igreja Presbiteriana no Paraguai. Ainda que mais tarde, viria a ser a IPP. Isto é assunto para outro livro.

         E agora fazer o que? Era caminhar para o “Alvo”, “Olhando firmemente para o Autor e Consumador de nossa fé”, como nos diz o autor de Hebreus (Hb 11).

         Tínhamos atrás e também pelo frente de nós “uma grande nuvem de testemunhos”...

         Quando estávamos no Brasil o meu irmão “Titã”, sugeriu-nos fazer curso de Escoteiros e Aquelá. Foi muito bom termos tido mais esta experiência.

         Mandei uma carta ao diretor nacional dos escoteiros “Boys Scouts”, no Paraguai, era por sinal um general do Exército, cujo apelido era General Bejarano.

        Expliquei-lhe por carta, que eu não era a pessoa mais indicada para fazer-lhe um convite a fim trazer o escotismo para o norte do Paraguai, mas assim o estava fazendo, lhe disse também, de minha fé e nacionalidade. Pois a Igreja Católica Romana tinha força no escotismo paraguaio. Os brasileiros evangélicos tiveram muitos problemas para morar no Paraguai aquele ano, o ano da “Epopéia Nacional” (a terrível Tríplice Aliança).

       O general respondeu-me a carta, marcando um encontro para estar com uma equipe nacional em Concepción. Ele mesmo escolheu a data e o horário.

        Prepararei uma recepção ao general e líder. Carreata, fogos, bandeiras, escolas nas ruas em desfile, e a emissora da rádio no aeroporto, o prefeito, o governador, representantes do General comandante em Concepción. Foi aquela recepção, como verão nas fotos. O general pediu-me que reunisse em um local a liderança da cidade. Seria dado um curso sobre o valor do Escotismo e finalmente a festa aconteceu.

        Deus não permitiu que a liderança Cotólica Romana fosse ao curso, o que aborreceu muito ao general.

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Então ele me nomeou o líder do movimento escoteiro de todo o norte Paraguaio. Tornei-me um associado. Fiz outros cursos de nível nacional e internacional. Criei seis grupos na região norte. Fui nomeado o líder para todo o norte do país, “Chefe Departamental” do movimento “Boys Scouts” do Paraguai.

      

 

       Depois de dois meses da minha nomeação, a cidade de Concepción comemorou o seu bicentenário. Eu já havia levado um grupo de três patrulhas á Argentina. Representamos o norte do Paraguai. Na volta ofereci a cidade para sediar o “Canapa” ou Acampamento Nacional de Patrulhas. Autorizado pelo intendente (prefeito), Argentina e Uruguai vieram e se hospedaram em Concepción uma semana.

 

 

       Rádio, jornais etc. E o próprio exército se envolveram neste movimento. A força comercial da cidade, os industriais e as autoridades civis e militares me deram todo apoio para o evento. Deus me fez conhecido, na época, em todo o território nacional.

       Convidei um coral presbiteriano de Dourados (Mato Grosso Sul), para cantar a semana inteira no Acampamento e foi aceito com emoção pelos coordenadores do evento que eu presidi. As portas se abriram para o evangelho e nunca mais fechará esta bênção que a Igreja Presbiteriana recebeu no país vizinho.

 

        VI.5. O Desfile do Bicentenário

 

        Em Concepción  tivemos em função do bicentenário da cidade um desfile com as maiores autoridades do pais, inclusive com a presença do Presidente, o General Dom Alfredo Stroesner.

       Sempre abria-se o desfile com o Exercito e em segundo lugar vinham os salesianos, colégio com centenas de alunos, o melhor e mais famoso colégio da região,católico romano.

        Um Coronel, que não gostava de crente, e sabendo que eu liderava os escoteiros, nos colocou no final da fila, sairíamos quando todos estivessem cansados e com vondade de ir embora. Sem fanfarra e sem assistência.

        Veja o que Deus fez. O coronel teve um “entrevero”, uma discussão com o líder dos salesianos e foi buscar-nos para abrir o desfile.

        Coloquei uma criança com uma placa enorme de isopor com os dizeres: “Bienvenido Señor Presidente”. O mascote do agrupamento “Cerro Corá” era lindo, com sete anos!

         O Presidente, Stroesner que era escoteiro, desceu do palanque beijou o mascote cumprimentou-me com o costume dos escoteiros, dando-me a mão esquerda entrelaçando seus dedos nos meus. Fiz-lhe a continência escoteira dizendo bem forte: “Siempre Listo, Sñor Presidente”. Desde aquele momento, a obra mudou muito, teve outro valor os concecioneros. As portas se abriram para mim. Fiquei querido na cidade e conhecido no país através da imprensa falada e escrita. (Eu representava a IPB e a Igreja Presbiteriana nascente do Paraguai.)

      

          VI.6. A Cartinha do Menino

 

         Chovia muito ou então fazia muito calor. Era uma época difícil. Nossos filos sentiam muito porque nós os levávamos conosco nos cultos das roças, ou  pontos de pregações dentro de ônibus. No início Aurora Carlota era transportada numa cestinha (Moisés) e penso que Lourdes mesmo confeccionou. Seu rostinhos quando voltávamos era puro pó. Dava pena!

        Um dia recebi uma carta de uma criança da Igreja Presbiteriana de Vicente Carvalho (SP), seu pai, hoje é o abençoado Rev. Mario Alves e sua mãe a grande missionária Doña Miriam Alves. Eles foram nossos missionários na África por muito tempo.

        O pequeno garoto mandou-me uma cartinha dizendo-me que “havia pedido a Jesus pra dar-me um carro novinho”. Confesso que choramos muito, pois era o que colocávamos diante de Deus para nossa vida, um carro de tração dupla e grande.

         Vim ao Brasil, preguei em várias igrejas e levantamos alguma oferta. Entreguei-as ao querido irmão presbpitero Abílio Coelho, ele foi comprar o carro e lá só havia uma Rural. Tração dupla, azul e branco. “Eu sou o teu Deus. Eu te ajudo”.

          “Que Deus é tão grande quanto o nosso Deus?” (Sl 77).

 

Esta rural serviu a muita gente do Paraguai. Levei muita carga dos irmãos da Igreja para vender por um preço melhor na cidade. Transportei muitos enfermos para os hospitais e levei muitos de roças e da cidade, crentes, para serem sepultados.

 

        VI.7. A Adjutora

 

        Não posso falar da plantação da igreja no Paraguai, sem pensar na pessoa líder, a querida, preciosa, minha companheira e adjutora, escolhida por Deus para me ajudar naquela divina empreitada. A missionária Maria de Lourdes Garcia da Silva.

        Lourdes, desde a nossa primeira viagem amou os paraguaios. Para muitos ela é a missionária querida. Para outros “Lá mamita” (a mamãe), mestra da Bíblia e professora de música. Várias crianças naquela época aprenderam a tocar teclado e acordeon com ela. Esposa sábia, prudente, carinhosa, limpa, trabalhadora, honrada. Não chega a ser perfeita, mas pode ser citada como modelo a ser seguindo. Ela é realmente uma mulher virtuosa.

 

                 Lourdes e suas alunas Crescilda, Veneranda e Esperança

 

       Ensinou a muitos, economia do lar, os cuidados com os filhos etc. A quantos ela ensinou a Palavra de Deus! Quem sabe ainda agora pessoas se entregam a Jesus como frutos da semente de “Doña” ou “nha” Lourdes.

       Grávida de nossa 2º filho, ela enfrentou a construção do Templo de “ Kilómetro 15”, transportando material e trabalhadores levando-os em nossa rural Willes enquanto eu cuidava de outros aspectos da obra.

       Sentíamos juntos, a saudades dos familiares e amigos que tínhamos deixado para trás.

       Que vontade de ouvir uma mensagem ou um coral. A vontade de Deus, era outra. Era necessário apenas obedecer e agradecer. Tínhamos uma obra grande para frente! O “ide” é coisa séria...

   

        VI.8. Templos, Escolas Dominicais e Congregações

 

        Agora construído o templo “Kilómetro 15”, nós já podíamos contar com três casas consagradas ao Senhor:

 

                                           Concepción - 1972

 

 

         1º Templo: Belém (20 Kilómetros de Concepción)

         2º Templo: Kilómetro 15 (15 Kilómetro de Concepción)

         3º Templo: Casa adaptada em igreja e residencial pastoral (na cidade de Concepción)

          Organizamos 3 escolas dominicais. Tínhamos de estar em todos os cultos pois naquela época não contávamos com nenhum outro missionário ou missionária... Era o tempo de vacas magras. Deus é o Senhor e juiz de tudo... Só Ele conhece as nossas dores.

 

                                                   Belém – 1963

 

        Havia os pontos de pregações e as Congregaões que plantávamos na esperança de que elas viessem a se tornarem fortes Igrejas. Depois de  alguns anos vemos que alguns lugares que cresceram muito, o trabalho foi encerrado. O Templo do “Kilómetro 15” caiu e o encontramos mais tarde, apodrecido. Mas graças a Deus, algumas pessoas que ainda vivem lá têm o Senhor Jesus como o seu Salvador pessoal.

       A maior tristeza foi ver que os templos nos maiores locais estão confinados a não ter nenhum trabalho semanal, e nos Domingos só á noite ou só de manhã. Que pena! Hoje, está tão mais fácil, as portas estão abertas para o evangelho. O tempo é hoje.

 

 

                                              PARTE  VII   – FINAL

                                         A IGREJA ESTÁ PLANTADA

 

       Como você notou, caro leitor, na verdade, nós plantamos Deus abençoou e fez crescer.

       O homem é apenas um cooperador de Deus no Seu grande e perfeito projeto de salvação do pecado. Nós andávamos mortos em nossos delitos e pecados, andávamos debaixo da maldição de Deus que Ele já havia avisado: “A alma que pecar esta morrerá”. “Todos pecaram, logo todos morreram”.

        Mas Cristo veio ao mundo e sorveu todo o castigo que estava reservado para nós, morrendo em nosso lugar, Cristo Jesus, viu a nossa condenação, pagou o castigo que nos estava reservado. Cristo sofreu, e até a morte e morte de cruz.

        Ele ainda quer salvar a muitos, por isto chama pessoas para servi-lo nesta grande seara que já branca: “Rogai ao Senhor da Seara que mande  obreiros para a seara, ela está pronta para ceifa”.

        Nós não podemos dormir nem cochilar, precisamos de um despertamento, precisamos lançar mão ao arado, sem olhar para trás, nem para esquerda e nem para direita, mas somente para o autor e consumador da nossa fé, Jesus Cristo (Hb 12.2).

        Plantamos com oração, temor e tremor a Igreja Presbiteriana do Paraguai, plantamos em obediência a um santo chamado  do qual não temos a menos dúvida. Plantamos enfrentando muitas dificuldades: Financeiras, psicológicas, saúde, saudades, falta de preparo, só tínhamos o chamado e a unção. Não tínhamos feito nenhum curso de missões, pois não havia escolas para este fim  no Brasil. Fomos na fé, na coragem e na “raça” e quem sabe até na ignorância... só uma coisa estava correta: a nossa vontade de servir a Jesus e de falar o que ele fez por nós. E dizer aos paraguaios, que  o que Deus fez por nós, queria fazer por eles e a todos os pecadores inconversos. Ele ainda quer salvar agora, hoje, aleluia, glória a Deus.

        Nós plantamos, Deus abençoou e fez crescer. Bendito seja o nome do Senhor. Nós não apenas jogamos de avião literatura mas fomos de casa em casa, pessoa por pessoa, “Terrenos de todas as qualidades”.

         Agora sabemos empiricamente que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a igreja. O que aconteceu no Paraguai, com referência a plantação da igreja Presbiteriana e ainda agora, só nos leva a concluir que o Senhor da Seara abençoa as obras de nossas mãos e as faz frutificar até a volta de Jesus.

         Nós  voltamos ao Brasil em 1974 em janeiro. Lourdes veio grávida, assim como foi grávida para o Paraguai, como mencionamos anteriormente.

Agora voltamos com uma família bem maior. Aurora Carlota Geraldo Miguel e nasceram os gêmeos em maio daquele ano. Em Registro SP litoral paulista. Fui eleito Secretário Executivo da Junta de Missões Estrangeiros. Queria eu mostras á IPB o privilégio que Deus tinha diante dela, não só de plantar a Igreja do Paraguai, mas, também de plantar igreja em outros países da América Latina  e do mundo. Projetamos muitas coisas o ideal é muito grande, a vontade é maior ainda, mas a realidade é diferente. Eu tinha agora que trabalhar em uma igreja, ter um salário para sustentar a família, a igreja não tinha a visão de sustentar um obreiro para fazer uma obra de divulgação para todo o território nacional. Somente ficou a obra Presbiteriana do Paraguai na IPB, que foi aos poucos sendo abandonada, ficando resumida a quase  um falido projeto. Tantos sonhos, tanta lágrima, tanta oração, pareci-nos que o diabo havia nos derrotado. Foram dias tremendamente difíceis e trabalhosos. Por muitos anos a igreja manteve apenas um obreiro no Paraguai. Quase fechou... Dá vergonha só de mencionar o fato. A IPB tinha perdido a visão de plantar igrejas e de que o campo de Deus é o mundo.

         Deus em sua misericórdia havia abençoado a plantação da Igreja no Paraguai. Felizmente Ele  ouviu o clamou nosso e de outras pessoas e começou a abençoar o trabalho da JME. Deus elegeu um presidente do Supremo Concílio comprometido com missões, seja lá onde fosse, ele tinha  certeza absoluta, que o campo missionário está no coração de Deus e este campo é o MUNDO INTEIRO. Justiça seja feita, a quem honra. O Rev. Edésio de Oliveira Chequer queria alargar as fronteiras Presbiterianas, preservar as doutrinas Bíblicas e firmar as estacas da obra de Missões da IPB.

         Demos apoio á sua eleição por vê-lo  totalmente comprometido com Missões.

         Pagamos naquela época e ainda continuamos a pagar o preço de havermos apoiado a sua candidatara. Deus há de nos julgar no tampo oportuno. Acreditando nos planos daquele presidente e convidado por ele para trabalhar com Missões na IPB aceitei novamente e  fui eleito presidente da junta de Missões Estrangeiras, voltei ao trabalho de missões, decisão esta da qual não me arrependo em nada e com o mesmo ardor com o que fui ao Paraguai.

         Animado como sempre com a obra missionária, começamos a divulgá-la apesar de estarmos eleitos em uma igreja de muitos membros, central de Santo André-SP, onde fui pastor por 13 anos.

  

 

                                    Construída pelos reverendos: Oscar Chaves, 

                                   Evandro Luiz da Silva e  Carlos César Mendes

 

      No Brasil, conseguimos fazer a divulgação da obra da JME de norte a sul. Formamos uma boa equipe, que depois da minha saída ainda permaneceu por muitos anos ainda trabalhando na IPB. Nesta época Deus preparou para o meu lugar o presbítero Azor Ferreira, que se tornou um gigante batalhador para plantação de Igrejas através da JME dando continuação aos nossos sonhos. Quando assumimos a JME, havia apenas um missionário no Paraguai, com  bastante esforço e a graça de Deus, assim como o apoio de muitos irmãos deixamos depois de cinco anos, missionário em 16 paises. Hoje a APMT Quadruplicou graças  a Deus, o número de seus missionários em muitos paises. É triste o fato de que poucos se preocupam em plantar igrejas. A ênfase está mudada. Deus sabe o que deve ser feito. A mim cabe apenas orar.

      Que Deus continue a nos ajudar a sermos fiéis até o fim.

                             

                                         Soli Deo Gloria

 

                                       

                                                PARTE   VIII

                                O CRESCIMENTO DAS IGREJAS

 

          “E Deus ai acrescentando a cada dia o número daqueles que deveriam ser salvos”

(At 2.47b; 9.34). Hoje, pela graça de Deus a obra missionária da IPB cresceu muito e, por ela e por outras igrejas, bilhões de pessoas já ouviram falar de Jesus. Por diversas maneiras, Deus falou e fala ainda.

         A palavra nos ensina que “Hoje é o dia aceitável da salvação”. Enquanto Jesus não voltar todos os dias são dias de salvação. O nosso Deus não é o Deus do passado e também não é o Deus do futuro, Ele é o Deus eterno para quem tudo é agora. Ele vê total e perfeitamente todas as coisas, a nossa mente helênica que aprendeu a dividir o mundo em três etapas: O ontem que já foi, o amanhã que a gente nem sabe se virá e o hoje do qual ninguém escapa. Ele é. Ele simplesmente é, e fim de conversa; para Ele tudo é presente. Ninguém vai assustá-lo e nem surpreendê-lo, pois Ele é Onisciente, Onipresente e Onipotente. Bastar-nos-ia uma leitura, ainda que superficial, no Salmo 139 para vermos saltar no texto estas verdades que acabamos de afirmar. Deus é eterno e age sobre o mundo e todos aqueles que nele habitam. Os olhos de Deus que nos vêem agora, são os mesmos que viram a “nossa substância ainda informe”. Todos os nossos dias estão escritos no Livro da vida, “Quando nenhum deles ainda havia” (Sl 139)

        “Que Deus é tão grande como o nosso Deus?” (Sl 77). Não há em nenhum lugar ou época um deus que se compare ao nosso, Ele é o único.

        A Igreja cresce por vários meios por diversas e razões. Baseado no texto de Atos 9.31, vemos claramente algumas explicações do porquê do crescimento das Igrejas Evangélicas. Tinham paz andava no temor do Senhor cada dia se edificava e era dirigida pelo Espírito Santo. Tomando este texto como explicação podemos ver que a Igreja cresce, para todos os lados, se a ordem for obedecida pelos semeadores, não haverá um só lugar onde a Palavra não seja semeada, Judéia, Samaria e Galiléia. Podemos aplicar esta realidade a nossa dizendo que devemos pregar  em nossa casa, nossa vizinhança nossa cidade, país e em todos mundo, ou seja: nos confins da terra. Onde será que ficam os confins da terra/

        Permita-m contar uma experiência pessoal:

        Quando fui pregar na Coréia pela primeira vez, fizemos uma escala em Los Angeles, USA, para o reabastecimento da Aeronava. Conversando com uma pessoa, cujo avião estava sendo reabastecido, descobri que era um missionário; ele disse-me que iria pregar nos confins da terra. Perguntei-lhe onde ficava. E ele respondeu: no Brasil. Eu lhe disse em seguida: é estranho porque eu também estou indo para os confins da terra pregar o evangelho, ao que me contestou imediatamente: no Brasil? Eu lhe disse: não, na Coréia.

       Estou indo pregar o evangelho de Jesus e você está indo pregar o evangelho de Jesus, nós dois vamos aos confins da terra servindo ao mesmo Senhor, que quer salvar o pecador dos seus pecados. Que milagre? A ordem é pregar a “preciosa somente”, a sua santa semente. “E será pregado este evangelho do Reino, a todo o mundo... então virá o fim” (Mt. 24.14). Não será pregado qualquer evangelho, mas “este” evangelho. Este é o argumento usado pelo Deus Todo-Poderoso, o grande “Eu sou” para trazer de volta o pecador á comunhão com Ele.

        A Igreja tinha paz. Todos queremos paz, a ordem mundial é esta: “Paz”. Todo o povo a deseja e para alcançá-la as guerras se tornam a cada dia mais violentas e mais destruidoras, custa caro a paz dos homens. Os homens a oferecem sem possuí-la, Como dar aquilo que não têm? Como oferecer paz com o coração cheio de ódio e ganância, descomprometidos com aquele em cujas mãos está a verdadeira Paz? O coração do homem é enganoso, terrivelmente corrompido, sem Deus ele jamais promoverá a paz. O texto  bíblico de Atos 9.31, afirma que a Igreja tinha paz. Que maravilha! Era uma situação muito especial, os crentes promoviam a paz entre si mesmos, tinham tudo em comum, todos cuidavam de todos, todos amavam a todos, ninguém tinha falta de nada, eles repartiram o pão de casa, andavam na doutrina dos apóstolos, perseveraram na oração, o resultado era paz, e paz completa, plena paz.

          “Deixo-vos a paz a minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo dá”. A paz que Jesus dá ninguém tira, ninguém toma.

          “A igreja se edificava”, Nós sabemos que um dos segredos do crescimento da Igreja é o seu desenvolvimento no estudo da Palavra, na oração e na comunhão dos irmãos. Estes são elementos que mais ajudam a Igreja no seu crescimento. É de suma importância  o conhecimento da Palavra, pois a “fé vem pelo ouvir e ouvir da Palavra de Deus”. Onde os missionários priorizam o estudo sistemático e sério das doutrinas da Bíblia, a Igreja cresce sempre”. Nós não podemos ter medo de Deus e sim temor. É até estranho pensar que Deus cause medo, terror. Que Deus seria  este? O nosso Deus é Deus pai. Ele é todo bondade, paciência e amor. E ai de nós se tivéssemos que viver correndo dEle, por que só Ele é o nosso refúgio e fortaleza. “ Para quem iríamos nós?”. Só Ele está presente em nossa tribulação. Finalmente, irmãos o crescimento verdadeiro e genuíno da Igreja, está no fato igreja ser dirigida pelo Espírito Santo. É necessário mudar muitas vezes a liderança da Igreja, pois muitos irmãos tem se tornado donos dela, proprietário da mesma. A igreja é de Deus e deve ser guiada pelo Espírito Santo, sob a liderança do Espírito Santo em  nós. A igreja cresce sem para e sempre voltada para o louvor e glória do Deus eterno. Amém.

 

 

                                                   

                                                         PARTE  IX

                          O PODER TRANSFORMADOR DA PALAVRA

 

        Sempre acreditei no poder transformador que a Palavra pregada com fidelidade e humildade, exerce no coração dos pecadores. Os textos de Atos 16 e 17 nos falam de algumas transformações que houve na vida de Paulo, Silas e Lídia, com todos os de sua casa, e o carcereiro de Filipos com toda a família. Paulo e Silas são duramente espancados na praça pública e depois presos como bandidos periculosos. Cantando louvores e orando a Deus por volta da meia noite no cárcere onde estavam. No fundo do cárcere” feridos, humilhados, mesmo assim cantavam e orávamos. Todos os presos ouviram com atenção o que saía de seus lábios. O resultado do testemunho daqueles homens pregando a Palavra é o segredo e a explicação  clara porque tantos se converteriam através deles. Será o que era cantado? Sem dúvida nenhuma, a melodia, a harmonia, o ritmo, não falavam tanto quanto a vida deles, não só na terra de Lídia e Filipe. Por três semanas Paulo e Silas arrazoaram falando com eles acerca das Escrituras.Por três semanas Paulo e Silas estiveram expondo a Salvação em Jesus Cristos, Paulo dizia aos judeus presentes na sinagoga. “Este Cristo é o que eu vos anuncio”. Muito se achegaram a ele crendo no salvador Jesus. “Uma numerosa multidão e entre esta alguma distintas mulheres”.

       Partindo dali eles dois foram para Beréia e lá também houve conversões depois de pregada a Palavra. Que lição de ouvintes da Palavra nos dão os crentes de Beréia. Ah! Se os crentes de hoje fossem todos como aqueles, que conferiam o que o pregador falou, se estava de acordo com o que ensinam as Escrituras. É interessantes notar que o autor de Atos destaca outras vezes no  texto acima citado que mulheres gregas de alta posição creram. Eu me emociono cada vez que leio o discurso de Paulo no Areópago. A sabedoria dele em discursar onde os homens curiosos se reuniam para discutir as últimas  novidades. Paulo não desperdiçou nem uma chance e aproveitou todos as oportunidades que se lhes das Escrituras dizia-lhes: “Este que vós adorais sem conhecer é o que vos anuncio”.

        Irmãos, não podemos duvidar do poder  transformador da Palavra, pois a fé vem pelo ouvir, o ouvir da palavra de Deus.

 

         IX.1 Só Quem Tem a Palavra no Coração Tem Paz na Hora da Necessidade

 

         O poder transformador da Palavra nos faz gigantes, prontos para enfrentar quaisquer circunstâncias. Paulo e Silas por volta da meia noite, feridos, humilhados, quem sabe sangrando, com fome, ainda arrancavam do fundo de seus corações forças para cantas louvores ao Deus. Testemunho tão eloqüente que levou a todos os presos a permanecerem no cárcere, ninguém se evadiu, mesmo quando o anjo abriu milagrosamente as portas da prisão. Todos permaneceram lá ouvindo e vendo o testemunho vivo de Paulo e Silas.

        Ter a palavra gravada no coração, nos garante forças para enfrentar os embates do cotidiano, Paulo afirma que sabia estar abatido, triste, sabia passar por necessidades, e quando estava fraco, é que se sentia forte... “nós não  somos daquele  que caminham fugindo para a perdição, mas somos dos que com Cristo avençam com fé, sem medo. Diante de um testemunho tão eloqüente o carcereiro de Filipos teve vontade de ser salvo. Ele queria ser como Paulo e Silas.

 

 

          IX.2.Quando Quis Saber o Motivo de tal Atitude

 

          A resposta foi contundente, franca, objetiva, direta: “Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa.”

          Quero dar um exemplo de outra experiência que tivemos no Paraguai. Lembro-me de um dia maravilhoso do meu pastorado quando plantávamos a Igreja Presbiteriana, eu estava lendo a Palavra, e anunciando ao curandeiro Marcos Niz Gimenes e quando eu lhe disse que os feiticeiros não vão para o céu, ele me retrucou: “Que farei para  ser salvo, eu não quero ir para o inferno”. Talvez tenha sido a hora que eu mais desejei falar em Guarani, língua na qual me foi feita a pergunta. Eu só tinha uma coisa a fazer, pedi a Deus que tomasse conta do meu intérprete, chamado Dom Luis Barreto, para que dissesse ao feiticeiro, na língua dele que só irá para o céu se crer no Senhor Jesus, confessar os seus pecados a Ele, e pedir a Jesus que more em seu coração. Uma das horas mais emocionantes do meu pastorado, quando vi aquele gigante paraguaio, se humilhando e ajoelhado no chão ali mesmo, debaixo de um pé de manga, confessando os seus pecados para Jesus, pedindo que ele entrasse  em seu coração e o salvasse para eternidade os seus pecados para Jesus, pedindo que Ele entrasse em seu coração e os salvasse para eternidade. O meu intérprete também ajoelhou-se na mesma hora e com lágrimas nos olhos disse estas palavras: “Eu também quero ir para o céu”. Pouco tempo depois eu estava recebendo por profissão de fé e batismo o feiticeiro Dom Marcos, seu esposa e nove filhos. O carpinteiro intérprete também recebeu instruções e foi batizado com sua esposa e quatro filhos.

 

       IX.3. Depois do Arrependimento e Confissão, Vem a Transformação

 

       Veja a mudança que Deus realizou no coração do carcereiro. Ele colocou a “mesa” para Paulo e Silas, e com toda a sua família, comeram juntos, que metamorfose! Somente a Palavra, muda o interior do homem, ao ponto de torná-lo aceitável na presença de Deus. Enquanto comiam juntos, com toda família do carcereiro, este agora convertido e transformado, curava-lhe as feridas, que provavelmente ele mesmo havia feito.

       É assim mesmo que acontece, a Palavra traz  paz verdadeira, traz certeza da salvação, faz cantar na tristeza e a Palavra muda os atos, palavras e pensamentos. “Eis que a Palavra está  perto de ti na tua boca.”

       Paulo não desiste, assim deve ser todo crente, segue em frente avante por Cristo. Ele é anunciador da Palavra mesmo, chegou-se a expressar-se assim: “Ai de mim se eu não anunciar a Palavra”. Paulo não perdeu tempo, aproveitou todas as suas oportunidades e ainda criou algumas, andou pela cidade de Atenas e cada chance que encontrava, pregava a Palavra. Ele viu um povo idólatra, fora dos parâmetros de Deus, chamou-lhes e atenção por adorar a um Deus sem conhecê-lo, dizendo-lhes: “Esse que vós adorais sem conhecer é precisamente o Deus que vos anuncio.” Cada vez que a Palavra é anunciada como o foi em Atenas, geralmente os ouvintes se dividem, por pensarem de maneiras diferentes, sempre vai aparecer um grupo que blasfema, abusa, rejeita: “Que quer dizer esse tagarela...?” (At 17), mesmo assim Paulo não desistiu e continuou pregando, alguns realmente foram embora, Paulo continuou pregando, e outros disseram: “Vamos acerca disso lhe ouvirem em outra ocasião e saíram do meio deles”. Observe que as igrejas estão cheias de curiosos, mais que nunca se decidem ao lado de Jesus, gostam de ouvir a palavra, ficam felizes quando lhes levamos á igreja, e em algumas  ocasiões até choram, mas não tomam nenhuma decisão séria.

        “A minha palavra não voltará para mim azia”. Podemos sim, ter esta certeza. Vale a pena pregar. Vejamos na experiência de Paulo o que aconteceu no Areópago. Alguns blasfemam, outros deixaram para depois, “houve, porém alguns que se agregaram a ele e crera, entre eles estava Dionísio, o Areopagita, Damaris e com eles outros”.

 

       IX.3.1. “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós...(Jo 20.21)

 

       Ora, se o Pai mandou o Espírito sobre Jesus: “O Espírito do Senhor que está sobre Cristo, este mesmo Espírito está sobre nós, dentro de nós, Ele habita em nós que somos templos da habitação do Espírito Santo...”

       Ele nos ungiu para  evangelizar ricos e pobres, Ele nos enviou para que proclamássemos a libertação aos cativos, ele quer restaurar a vista aos cegos, ele quer levemos Cristo a todos os oprimidos para que Ele os “alivie” de todas as suas opressões e qualquer sorte de “pressão” Ele nos ungiu para continuarmos a pregação da Palavra até que Cristo volte, podemos afirmar seguramente que hoje ainda é dia aceitável de salvação.

       Podemos afirmar que está á porta e bate, cabe-nos abrir esta porta, Ele vai entrar e cear conosco. Você conhece a história de Zaqueu, que  mudança Deus operou na vida dele. Foi salvo depois de haver passado pela conversão. Ele se arrependeu de seus pecados e mudou a sua maneira de viver.

   

         IX.3.2. “Eis que eu vos envio como cordeiro no meio de lobos”

 

        Não devemos ser ingênuos ao ponto de não percebermos que quando somos servos de Cristo passamos a ser inimigos eternos de satanás. Jamais vamos servi-lo e se o servíamos antes, nunca mais o faremos. O nosso comandante é Cristo, Ele é o nosso General por excelência. Amém. Que assim seja em todos os dias de nossa existência. Somos propriedades exclusivas ao serviço de Deus”

 

        IX.3.3. Nossa Tarefa é a Mesma Daqueles Primeiros Servos de Jesus

 

        “Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte”.

 

        IX.3.4. Ás Vezes nos Tornamos muito Teóricos nas Nossas Pregações

 

        Distantes da prática da Palavra, muitas vezes, não vivemos o que pregamos. Jesus nos advertiu que: Todos aqueles que ouvirem a Sua Palavra e não a colocarem em prática, serão lançados fora. Fazemos uma pregação dicotômica, do ouça o que eu prego, porém não faça o que faço, e não é isto que Cristo quer de nós. Tiago disse o que Cristo quer verdadeiramente de nós. Precisamos mostrar na nossa vida, a prática da Palavra, para que conheçam a nossa fé. Olhem irmão, Tiago está certo quando afirma que a nossa fé sem obras é morta. Cristo pregava de aldeia em aldeia, porém a Bíblia nos afirma que Ele andou fazendo o bem; multiplicou pães e peixes, curou várias sortes de enfermidades, ressuscitou mortos, aconselhou, compartilhou, instruiu, advertiu, deu vista aos cegos, fez andar o paralítico, alimentou os famintos, e mandou-nos que fizéssemos o mesmo: “Dai-lhes vós mesmo de comer.” Com cinco pães e dois peixes, mais de três mil pessoas foram alimentadas na frente dos discípulos.

 

        IX.3.5. A Missão da Fé

 

        Se você observar o tamanho da Seara e como os campos estão brancos prontos para ceifa, e quando você perceber o quanto somos poucos, tanto como semeadores, como ceifeiros, possivelmente você esmorecerá.

        Por que não imitamos os irmãos da igreja primitiva? Será que Deus não nos ajudará como fez com aqueles? Falaram com intrepidez, pregaram com verdades e não meias verdades, pregaram com humildade e com alegria, escutando eles estas coisas compungiam-se em seus coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos, o que faremos irmãos: “Arrependei-vos e cada um seja batizado para remissão dos vossos pecados e recebereis o Dom do Espírito Santo, pois para vós outros é a promessa e para todos os que estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar.” E somente naquele dia houve em acréscimo de quase três mil pessoas que aceitaram a Palavra e foram batizadas.

       Como viviam os convertidos? Faça uma comparação como vivem hoje os cristãos, com a vida dos primeiros crentes em Cristo. Vou repetir o que transcrevi acima.

        “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de nós seja batizada em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nossa Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os dizendo: Salvei-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveraram na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, á medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveraram unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

      “Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia os que iam sendo salvos.”

      Que diferença! Creio que existe muita diferença entre aqueles crentes da igreja primitiva, e nós. Uma enorme diferença que podemos alcançar e até superar. “Tudo posso naquele que me fortalece”. “Tudo é possível ao que crê.”

 

       IX.3.6. A Seara e os Trabalhadores

 

       Este é o texto sempre explorado pelos que falam e fazem missões.

       Duas realidades que se chocam: A situação de seara. Na hora da colheita, pronta para ser ceifada. Sabemos que o dono da Seara sabe a melhor hora da colheita e Ele mesmo nos disse que a seara está pronta, e que devemos continuar trabalhando e orando. Ele nos chamou, preparou, e nos enviou a fazer na Sua seara o que Ele quer.

      Conheço um homem que durante três anos fugiu do Senhor da  Seara porque sua consciência lhe falava que o Senhor da Seara o queria nela. Como obreiro e não como intercessor apenas. Ás vezes, é fácil clamar, rogar, pedir ao Senhor da Seara que envie mais obreiros para a Seara. E muitas vezes ir para o campo significa ir á luta, com riscos, e ás vezes, tendo que abandonar a própria vidinha calma e serena, deixar de lado todos os que o apóiam e que o amam. Deixá-los? Nunca! É melhor investir como eu fiz durante três longos anos de minha vida, eu falava muito sobre a Seara, seu tamanho, a situação da lavoura, a urgência da colheita e as dificuldades de encontrar quem deseja ou está preparado e pronto para os campos: para semear mais e colher o que já está maduro. Porque mesmo sendo grande a seara e estando branca até a volta de Jesus, a ordem é semear mais...

      Jesus amou  a multidão e se compadeceu dela. A tarefa do pastor é estar sempre de olho na multidão e se compadecer das almas que caminham céleres para o inferno. Mas o custo disto é altíssimo. O preço da desobediência é muito grande! As dificuldades são indescritíveis! O despreparo assusta a gente!

 

        IX.3.7. Os Perigos do Sono, da Letargia e do Descuido

 

        O inimigo não dorme. Ele se aproveita de nosso estado de cansaço para lançar no meio de nossa semeadura, a semente do joio. Parecida com a semente do Trigo. Crescendo juntos até certa época, eles nos confundem (são muito parecidas).

       Cristo dá uma preciosa explicação dizendo que não somos responsáveis pela produção da Seara, devemos apenas semear, por que quem vai colher são outros servos do Senhor.

 

      IX.3.8. O Reino dos Céus, que Vamos Anunciar é Comparado com:

 

a)      Boa Semente – Salmo 126.6;

b)      Grão de mostarda – Mateus 13.31 – 32;

c)      Fermento - Mateus 13.33;

d)      Tesouro escondido – Mateus 13.44;

e)      Uma grande pérola – Mateus 13.45.

 

IX.3.9 Até Quando Vamos Pregas?

 

Até a volta de Jesus. É quando acontecerá a separação prometida por Jesus, feita pelos anjos de Deus. Ele prometeu e não mente. Ele virá de repente e levará vitoriosa a igreja, e então Ele fará a separação de ovelhas e “cabritos”. Somente os salvos irão ocupar aquele lugar que Jesus foi preparar.

 

 

                                     FELIZ  CONCLUSÃO

 

 

       Nós plantamos, Deus abençoou e fez crescer. Confessamos nosso prazer em cooperar com alguém tão fiel e bondoso, que é o nosso Deus. Não há ninguém melhor do que Ele para trabalharmos juntos.

       Queridos, temos de pregar agora, não podemos nos calar, já sabemos que Deus pode suscitar pregadores até dentre as pedras, porém, não é este o Seu plano.

       Ele decidiu que nós vamos anunciar o evangelho, nem aos anjos Ele deu este alto privilégio.

       Paulo disse a Timóteo, seu filho na fé, que chegaria a hora em que os homens não suportariam mais a sã doutrina, e sim procurariam para si doutores (pregadores), pastores conforme as suas próprias concupiscências... mas a nós cabe pregar a Palavra.

       A recomendação do Apóstolo é certa: “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faz o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério (2 Tm 4.5).”

       Isto aconteceu comigo e com minha esposa. Um testemunho para os que estão indo para missões: “Não to mandei eu... Sê forte e corajoso... Não temas, nem te espantes porque, Eu o Senhor Teu Deus sou contigo por onde quer que andares”. Realmente Ele esteve conosco em cada passo, em cada segundo que vivemos no campo missionário, e por onde quer que andemos. E são caiu um “fio de nossos cabelos”,  não aconteceu sem a permissão de Deus. Ele nos escolheu nos enviou, Ele nos fortaleceu e encorajou. Vencemos o medo, não fugimos espantados. Fizemos lá a obra que Deus nos mandou fazer. Plantamos uma igreja mesmo não estando preparados conforme as exigências para o ingresso no campo, como são preparados hoje, os obreiros presbiterianos.

       Para um missionário ser aceito hoje na Missão presbiteriana, ele tem que caber nos requisitos da Junta atual que são:

 

I.                    Ser membro de uma Igreja Presbiteriana do Brasil;

II.                 Ter carta de recomendação da igreja ou Presbitério que é membro (no caso pastores);

III.               Ter cursado seminário ou instituto bíblico. Caso o candidato não tenha cursado um Seminário Presbiteriano seu “Curriculum” irá passar por uma avaliação para saber se é necessário um complemento. Enviar grade curricular;

IV.              Fazer o CTM – (Centro de Treinamento Missionário) – curso de Implantação de igreja, oferecido em Patrocínio – MG, É um curso exigido, pelo do Supremo Concílio para todos os candidatos a missionários.

V.                 Perfil psicológico – É necessário apresentar laudo de perfil psicológico feito por um profissional indicado pela APMT;

VI.              Enviar  projeto e carta explicando onde deseja trabalhar e como ocorreu esta chamada.

VII.            Caso esteja em parceria com outra agência explicar como anda o processo de filiação;

VIII.         O candidato só poderá sair para o campo munido de seu sustento (que ele mesmo providenciará). O grifo é meu. A APMT oferecerá o código de contribuição e carta para levantamento de sustento junto as Igreja Presbiterianas, somente após aprovação do candidato e seu projeto em entrevista com a diretoria.

IX.              Participar da “Semana do Candidato”.

 

Não existe lugar fácil ou difícil no campo missionário, o que facilita ou prejudica é uma série de fatores como: 1) se seu chamado é de Deus; 2) procure uma pregação adequada; 3) condução plena do Espírito Santo, o Senhor da obra; 4) disposição de se gastar no campo, para salvação de almas; 5) crer que os resultados não dependem de nós e sim da misericórdia de Deus; 6) pregação contextualizada; 7) estar certo das lutas com outras lideres internos e esternos na missão, e estar certo de que Deus usa tudo isto para o crescimento do Reino de Deus.

     “Minha graça te basta”, diz o Senhor, por que o poder dEle se aperfeiçoa em nossa fraqueza. Trabalhe, semeie e esteja certo de que a  Seara é do Senhor Jesus.

      Gostaria de narrar-lhes mais um fato que explica o milagre da “plantação” que fizemos: Deus abençoando e fazendo crescer.

      Dona Titã Rizzo, era uma católica romana honesta, esforçada e praticante das obrigação que lhe davam na igreja. Sempre fazia o sinal da cruz quando passava diante de nossa casa.

      Morávamos bem próximos de sua residência. Certo dia formos evangelizá-la, Doña Titã não me recebeu, expulsou-me de sua casa, aos gritos, usando vocabulário agressivo. Deus fez sua filha (única) menos de 14 anos apaixonar-se pelo meu “irmão” e amiga René Machado (Pv 17.17; 18.24) Brasileiro solteiro... Ele as se casaram e nasceu-lhes uma linda menina que durou poucas  horas de vida, então um tanto quebrantada, Doña Titã permitiu fazer um acompanhamento pastoral tornando-se nossa grande amiga.

        Vencido nosso tempo no Paraguai, nós voltamos para o Brasil.

         Logo depois, com trabalho dos missionários que nos substituíram, os abençoado Rev. Silas Stcherne e Dalva, sua esposa, Doña Titã se converteu e foi a primeira superintendente paraguaia da E.D. Sua filha Kety foi a 1º tesoureira (oficial) da igreja presbiteriana no Paraguai e sua neta Tânia a mais velha é a 2º médica e a outra neta, Rebeca, formada no IBEL, vive em Taubaté, concluindo seu curso de 1ª Fisioterapeuta Presbiteriana Paraguaia. A Deus seja toda Honra e Glória. Amém.

 

                               Evandro Luiz da Silva

       

 

                            

                               BIBLIOGRAFIA

 

         APMT – Revista Missionária. ( São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002).

        

        CALVINO, João, 1 Coríntios (São Paulo: Edições parakletos, 1996).

       

         C.E.O., Batalha Espiritual (Cepal).

         Confissão da Fé de Westminster (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997).

       

         MORRIS, Leon, 1 Corintios, volume 7 (Mundo Cristão, 1981).

       

         PORTELA, Elizabete Sekveld, Revista da Saf (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002).

 

 

         Outras fontes:  

   Anotações de 5 anos vivido no Paraguai. 

   Anotações de mais de 30 anos de vida no serviço do Senhor Jesus.  

   Anotações como Secretário Executivo da JME (4 anos).

   Anotações como Presidente da JME (4 anos).

   Bíblia Revista e Atualizada (S.B.B.).  

   Bíblia Sociedade Bíblica Trinitariana.

   Manual Presbiteriano.

  Jornal Brasil Presbiteriano.

  Até os Confins da Terra, Ruth A. Tucker. Cap. Sobre a Igreja na América Latina. Trabalho

         Da Dra. Bárbara Barns (Vida Nova).

  Teologia de Missões, George W. Peters (CPAD).

 

                         

                                             ANEXOS   FOTOGRÁFICOS

 

  1.1969 – DIPLOMA DE SÓCIO FUNDADOR – Da obra Presbiteriana de IPB no Paraguai. Visitamos mais de 70 cidades conseguindo sócios mantenedores, que realmente foram bênçãos para o início de tão importante trabalho para a glória do Senhor. Nos finais de semana, ás vezes eu viajava para duas cidades e Lourdes para outra. 1969 quando fomos contratados pela IPB.

 

 2. Primeiros crentes batizados e primeira classe da escola dominical da IP no Paraguai. Em frente a 1ª casa de propriedade da IPB no Paraguai. Comprada pelo Rev. Evandro com o dinheiro das viagens e das vendas do Diploma de “Sócio Fundador”.

   

 

3.Além de plantador de igrejas, o Rev. Evandro também tem o dom da construção de Templos. Por onde passa sempre  se envolve em reformas ou construções de igrejas. Na foto, o segundo templo construído no “Kilómetro 15” (15 Kilómetro de Concepción). Esta construção foi feita com salário do missionário Evandro, e ofertas doadas pela família dele.

 

4.Missionária Sara Beiller (á esquerda) e Judith – Missões Novas Tribos. Sara uma grande bênção que Deus mandou ao nosso encontro, na cidade de Concepción e Belém. Como dentista, colocava algodão na boca de paciente, e aproveitava a oportunidade para pregar o evangelho apresentando o plano da salvação.   

     

5.Nestas duas fotos, estão Pânfilo, a esposa Lourdes Ugarte e os seus filhos. Convertidos e dinâmicos, incansáveis na abertura de novos trabalhos, pregando ou interpretando do espanhol para o guarani. Desta família Ugarte saiu a primeira médica da IP do Paraguai. Eva Mabel Nunes Ugarte, David (1º Odontólogo Presbiteriano do Paraguai). Judith, 1º Administradora de Empresa Presbiteriana do Paraguai, Edite formada em Música.

 

6. Primeiro Culto ao ar livre realizado pela I.P. em Concepción. Os crentes tinham medo de serem perseguidos pela igreja católica. Eles se julgavam sem direito para cultuar a Deus em praça pública por duas razões: criam que os país sendo oficialmente Católico Romano, não podiam cultuar a Deus livremente, enganados estavam porque a Lei do Paraguai dá plena liberdade de culto, e criam que a praça era propriedade da igreja romana, o que não era verdade. O Rev. Evandro pediu “permiso” ao senhor delegado, cujo sobrenome era “Pastor”. Este resolveu o problema permitindo a realização do culto e ainda garantiu a ordem do mesmo enviando guardas ou soldados. Foi uma experiência maravilhosa! Como a cidade não é muito frande, a notícia do culto se espalhou logo e foi muito comentado “los evangélicos tomaron laPlaza de la matriz” Aleluia!

 

  7.O jovem casal Evandro e Lourdes, os primeiros a fixarem residência no Paraguai. Eles foram plantar a igreja Presbiteriana e somente saíram quando entenderam que a obra jáestava em condições de ser dirigida por outras pessoas. Após eles, veio o próximo casal missionário. Silas Augusto e Dalva Stcherne. Eles continuaram a obra já começada. Louvado seja o Senhor Jesus! Fizeram uma grande obra! 

    

 

    8.Foi  através deste Ilustre Paraguaio, General Bejarrano, que iniciamos os grupos escoteiros, no norte daquele país. O curso ministrado por ele era sério, veio a convite do Rev. Evandro, para ministrar um curso de escoteiro para os jovens de Concepción e toda a região. Foi recebido no Aeroporto por uma grande comitiva. Rev. Evandro, Prefeito, Governador do Estado 9Jorge Sebastian Mirando, que era um dos homens públicos de confiança do Presidente; que muito apoiou a implantação da obra Presbiteriana e nos ajudou em ocasiões difíceis. Assim  como sua esposa D. Neli que era uma pessoa maravilhosa). Foi também o General  Fretes D’Avalos. Foi toda a liderança da cidade convidada para ouvir o General Bejarrano, mas o Bispo,o Padre e Freiras não foram, porque o líder daquele  encontro era um brasileiro protestante (Rev. Evandro) e isso irritou muito o senhor General. Foi a mão de Deus, porque o apóio foi dado ao Rev. Evandro que mais tarde se tornou um dos líderes nacionais dos escoteiros “Boys Scouts”.

 

  9.Esta foto é história – está muito ligada ao estabelecimento da Igreja Presbiteriana do Paraguai. Vê-se no fundo., bem á esquerda a pessoa do Presidente Dom Alfredo Stroesner. Por ocasião do desfile do Bicentenário de Concepción. O presidente desceu do palanque para abraçar o “Mascote” do grupo e cumprimentar o Rev. Evandro diante de toda a população presente aquele ato. Quis saber do General Fretes D’Avalos, quem era aquele moço que dirigia os escoteiros e ficou sabendo por intermédio do General que se tratava de um brasileiro presbiteriano. Á  partir daquele desfile, por autorização do Presidente da República todo o apoio nos foi prestado, era a mão de Deus, estabelecendo a obra que nasceu no  coração Dele em primeiro lugar, depois da comitiva liderada pelo Rev. Odair Olivetti. A porta que Deus abre ninguém facha e não há demônio ou homem que consiga fechá-la.

   E assim, foi Igreja Presbiteriana estabelecida com a aprovação de Deus, realizada através do Ver. Evandro e esposa Lourdes, porém completamente fora daquilo que se esperava das técnicas e processos missiológicos. A pedagogia de Deus sempre moderna, poderosa, ás vezes tão diferenciada daquilo que comumente é ensinado nas “fábricas de missionários”. “Agindo Deus quem impedirá?”. Deus abre a fecha segundo a sua santa vontade a hora e onde quer. Amém? Se não fosse assim teríamos fracassado no projeto quando nos oferecemos a Ele para implantação da Igreja Presbiteriana no Paraguai.

   10. Rev. Evandro continuou por dois anos liderando o movimento dos escoteiros. Criou 5 grupos sob sua direção inclusive o grupo dos irmãos Maristas. Nesta ocasião recebe um certificado de um curso internacional de liderança em Assunção.

 

 

    11. Inauguração do Primeiro Templo do Paraguai – Belém a 25 km da cidade  de Concepción,bem no centro da cidade o terreno mede mais de 2000 m adquirido com a troca de uma máquina de escrever com a Prefeitura. A construção foi através de doações e mantenedores.

 

 

    12. Realizamos várias cerimônias de casamento. Vemos aqui o primeiro casal. Foi emocionante e movimentou a cidade. Dom Pánfilo Ugarte e Doña Lourdes Nunes Ugarte, foram padrinhos.

    13. Chamado para plantar uma igreja, o Rev. Evandro inicia seu trabalho com um time de futebol, depois passa a organizar um grupo de escoteiros, deu resultado, mas teve de enfrentar algumas lutas e até perseguições. Um escoteiro que havia estado na cidade de Concepción anos atrás, era pederasta e que causou muitos males aos meninos, adolescentes da cidade e por coincidência era também  um religioso, não era brasileiro nem evangélico.Naqueles dias os paraguaios lembravam a Tríplice Aliança-Brasil, Argentina e Uruguai, e o missionário Presbiteriano que chegou, é brasileiro, portanto, é claro, havia motivo para o paraguaio rejeitá-lo. Mesmo assim, graças a Deus, o trabalho foi muito abençoado!

   14. Aurora Carlota, nossa primeira filha, depois de seis meses que iniciamos o trabalho no Paraguai e Virgínia, nossa filha “paraguaya” origem religiosa adventista, morando conosco se tornou uma ótima presbiteriana. (Irmã da missionária, Irmã Desvars que hoje trabalha na Missão Nova Tribos no Brasil, ela é o primeiro membro da Igreja Presbiteriana no Paraguai recebida pelo Rev. Evandro por profissão de Fé, em Concepción). Virginia (foto) viveu conosco, nós a trouxemos para o Brasil e se formou técnica em enfermagem no “Colégio Lãs Mercês”. Logo após a formatura voltou para o Paraguai. Hoje membro de uma Igreja Batista em Assunção (capital). Ela também nos ensinou muitas expressões em Guarany e em Espanhol. Mostrou com o seu viver diário os usos e costumes do povo paraguaio

   15. A Lourdes nunca perdeu tempo, sempre estava ensinando música, por onde passamos ela sempre deixou alguém tocando  na igreja. No Paraguai ela deixou quatro acordeonistas, todos da cidade de Belém: Veneranda, Esperança e Crescilda e Eulógio Lopes Gimenes (2º Pastor Presbiteriano Paraguaio).

   16.O Rev. Evandro fundou e organizou a Missão Apressem, que funcionou por 7 anos através de viagens por todo o Brasil falando da salvação em Cristo e da necessidade de vivermos para abençoar aqueles que nos procuram. A missão está desativada, temporariamente. Tem ainda uma propriedade de 135 mil metros quadrados em Iguape, SP.

   Esta missão criou um seminário na cidade de S.J. Rio Preto-SP, vai preparar pastores para anunciar o evangelho.

   Estamos estudando uma parceria com a Faculdade Teológica Sul Americana – Londrina, PR.

   Orem pela Missão Apressem. Possuímos um terreno na cidade de Iguape – 135 mil metros quadrados.

17.Em toda oportunidade que tínhamos aproveitamos para fazer um culto e trazer visitas em casa, esta é a foto do primeiro aniversário de Aurora Carlota 20/06/71 ela nasceu no dia que o Brasil se consagrou tricampeão mundial de futebol no México.

   17. Estas duas lindas crianças são os filhos do Dom Luis Barreto ele é o carpinteiro e marceneiro que interpretou o Reverendo Evandro passando do Espanhol para o Guarani, várias vezes até que se deu a conversão do curandeiro Marcos Niz Gimenez “km 15”. Luis Barreto  e Carlos Barreto, que mais tarde, no Brasil, estudou no Institudo Lane, Patrocinou (MG) DEPOIS NO Seminário JMC em São Paulo. É casado com Lenice Barreto brasileira e presbiteriana, eles têm três filhos.

   20. Evandro, Lourdes (grávida de Geraldo Miguel), e Aurora Carlota, aos fundo vemos as barracas dos escoteiros doadas pelo presidente da república Dom Alfredo Stroesner.

    21. Saída da Escola Dominical de Concepción, dia da visita especial do abençoado Reverendo Silas Augusto Stjerne (meu substituto na obra do Paraguai) e o Presbítero, tesoureiro da JME, Antonio Soares.

   22. Aqui vemos a Igreja Presbiteriana de Belém – Primeiro Templo construído no Paraguai.

  23. Outra foto da saída da Escola Dominical com a presença do farmacêutico Santiago Yrigogem de família tradicional e ilustre do Paraguai.

24. Aurora e Geraldo antes da nossa volta para o Brasil tivemos muitas lutas para sustentar no Paraguai dois filhos e  maiores lutas foram no Brasil para educar formar e fazer o casamento dos quatro. Só Deus, por milagre isso acontece, hoje formados e casados e todos na igreja. Temos duas lindas netas!

  25. Estas duas fotos mostram a Igreja do Km 15 onde residiam os pais dos dois primeiro pastores paraguaios (Buenaventura e Eulógio) tínhamos boas freqüências nos cultos.

   26. A construção deste templo foi acompanhada e administrada pela missionária Maria de Lourdes Garcia da Silva.

      27. Graças a Deus, pela época que eu era Diretor da Missão Apressem da qual eu sou fundador, e era secretário geral da mocidade da IPB e o presidente da JME hoje (APMT) com estes cargos eu tive que falar em diversas Igrejas e o fiz por todo o território nacional falei da salvação em Cristo, de Missões no trabalho de Deus. Falei do trabalho de plantações de igrejas no Brasil e no Exterior.

    Somos frutos do trabalho Missionário.

28. Reverendo Olson Pemberton Jr. E D. Jean Pemberton meus “mecenas”, meus tutores. Quando fui tutelado pela junta de missões da PC USA eles cederam meus serviços depois de formado para implantação da Igreja no Paraguai (1969-1974). O Rev. Olson e família dedicaram  suas vidas em favor da obra no Brasil., muitas vezes eles dividiram sua renda até com 8 seminaristas eu era um deles, Louvo a Deus pela família Olson Pemberton Jr. Ele hoje reside nos EUA e ela no céu com Jesus, seus filhos continuam lutando mas sempre no temor do Deus. São abençoados e abençoadores.

   29.Ricardo Fleitas foi o 1º membro, masculino, recebido por profissão de fé e batismo no Paraguai. Ele era farmacêutico prático, conhecia as enfermidades do povo do campo. Mais tarde com a ajuda da SAF de Foz do Iguaçu, PR, conseguiu fazer o curso de auxiliar de enfermagem.

   É pai de dois filhos jovens crentes muito envolvidos com a Igreja.

     30. La Ovetense. Este é o nome do primeiro Ônibus que viajamos no Paraguai. Era uma condução mista, levava pessoas assentadas e em pé, e muitas vezes animais: cabrito, porco e aves. Melancia, mamonas e cereais. Quando chovia ficava parado na estrada por vários dias, no percurso de 240 km. Não havia asfalto na década de 1970.

    31. Nesta foto podemos ver como era a Calle Julio de Dotano, onde ficava nossa sede no Paraguai a primeira propriedade que compramos para a IPB. A Igreja continua no mesmo local e está muito linda. Antes era Igreja e casa pastoral. Agora é usada somente para ED e cultos.

   32. Dom Gilberto Florentin =Pai de 15 jovens, hoje já falecido ele residia em Belém, dono de uma padaria – cinema, e era chegado ao movimento político do país, especialmente naquela rerigão. No início da obra ele colaborou  muito conosco. Sua esposa Dona Elba Florentin, honesta e trabalhadora, boa esposa, mãe e crente em Cristo. Cada domingo era lindo ver Dom Florentin e Dona Elba com seus (15) filhos indo á igreja. O trabalho funcionou em sua casa por muito tempo, depois na casa de Dona Rita e finalmente construímos, com a ajuda de Dom Florentin o Templo de Belém (primeiro Templo do Paraguai) da Igreja Presbiteriana do Brasil no Paraguai.

    33. Nosso “viejo aljive” era um depósito de água de chuva para nossa uso durante o ano todo. A gente cuidava bem dele, e mesmo assim ás vezes tínhamos de tratar a água por causa da infiltração de micróbios.

    Nós tínhamos 50.000 litros de água. Durante a seca dávamos água aos nossas vizinhos. Era uma oportunidade para falar de Cristo.

    34. Crianças da primeira Escola Dominical do trabalho da igreja Presbiteriana no Paraguai, na cidade de Concepción. Alguns deles foram jogadores de futebol do time que o Reverendo implantou. Hoje são casados formados e líderes da cidade e alguns destacados cidadão Paraguaios.

    35. Pânfilo e Lourdes Ugarte segurando sua primogênita, Eva Mabel, houve muito desconforto quando Dona Lourdes Ugarte ficou grávida da Eva. Houve tristeza na família por causa da mudança de religião, parte de Pânfilo e Lourdes. A situação da família de “Elite”, muito Católica Romana foi desastrosa... Havia afirmações e até “profecias” sobre a menina = poderia nascer com deformação ou morta.

    “Graças a Deus que nos dá a vitória em Cristo Jesus” a Eva nasceu bem -  era bonitinha, saudável. E hoje, é a primeira Médica Presbiteriana do Paraguai.

     A igreja Presbiteriana do Brasil (JME) E A Igreja Presbiteriana do Paraguai devem muito á Pânfilo Ugarte e Dona Lourdes Nunes Ugarte. Ele não somente colaborou conosco, o tempo todo de nossa permanência lá como colaborou com todos os missionários que por lá passaram e dele precisaram. Não se pode mencionar Pânfilo, sem se lembrar de Dom Cleto (progenitor do irmão Pânfilo).

   36. M. Lourdes Garcia da Silva (co-plantadora da igreja Presbiteriana do Paraguai, quando viajou de Concepción, para o Brasil (Foz do Iguaçu), de lá veio para São Paulo, nesta época estava grávida de nossa 1º filha. Era um parto que preocupava o seu médico em Campinas, SP. De. Eduardo Lane “Santo varão de Deus” já falecido, filho do querido missionário Eduardo Lane. Fundador e Mantenedor do Instituto Bíblico Eduardo Lane em Patrocínio (MG) e grande incentivador do  SPS em Campinas, que  está construído em terrenos doados pelo querido e extraordinário servo de Deus. Carlota, hoje é casada, dentista, pianista e regente. Tem uma filhinha, primeira neta do casal, REVERENDO Evandro e Dona Lourdes. Á Deus todo o louvor.

    37. Uma foto da primeira liga juvenil e uma mocidade de Concepción – Paraguai. Destas crianças e jovens Deus, em seu poder, levantou três pastores, quatro enfermeiros, duas médicas, uma fisioterapeuta missionária, uma professora em música sacra, esposas e esposos crentes. Graças a Deus que opera só maravilhas (Sl 136.4).

 

     38. Uma médica, um dentista, uma administradora de Empresa, uma pianista e outros jovens úteis a obra de Deus. Aqui estão os “Ugartes”.

   39. Dra. Rebeca Machado. Ibelina e primeira       40. Dra. Tânea Machado. Segunda me-

fisioterapeuta presbiteriana do Paraguai.                     Dica presbiteriana do Paraguai.

       41. O primeiro(a) membro da igreja do Paraguai. Irmã Desvars é missionária no Brasil há mais de 20 anos. Casada, três filhos, seu marido Renato é brasileiro. São todos bênçãos de Deus. Veja também a primeira foto da página seguinte.

    42 Irma, Renato e seus filhos, que hoje jovens, já estão formados e vivem no Brasil.

 

  

     43. Quando adquirimos o terreno de Belém fizemos questão de receber da Prefeitura, com testemunhas Paraguaias um documento referente a doação (compra que pagamos com dinheiro e uma máquina de escrever de propriedade do Rev. Evandro). Uma vez quiseram nos tomar parte da propriedade, nos valemos da documentação que possuímos.

   44. Primeiro carro de propriedade da JME, no Paraguai, cuja História é linda! Já descrita neste livro. O segundo carro, foi um opala de 4 portas que deixamos na sede da missão.

   45. Esta foto é do primeiro culto público na praça principal da cidade. Os crentes tiveram medo quando chegaram na praça pois havia muito policiamento no local (Pois eu havia pedido segurança, ou garantia de ordem) foi uma experiência gratificante!

   4. Culto público no Paraguai. Alugamos um cinema que ficava a “céu aberto”. O calor era intenso.

     47. Estas fotos são do segundo culto público na cidade de Concepción. Foi realizado num cinema (ar livre). Havia policiamento para garantir a ordem. A lei nos garantia liberdade de expressão. Creio que até agora, mesmo sendo  um país declaradamente Católico Apostólico Romano, dá liberdade de culto aos seus habitantes.

   48. Parte da família de Dom Marcos  Gimenes e sua esposa Plutarca e filhos.Rev.. Evandro está abraçado com o, hoje. Rev. Eulógio e Ver. Buenaventura (dois irmãos).

    49. Uma  fotografia de nossa querida Escola Dominical do “Kilometro 15”. Neste local, foi organizado a primeira SAF da Igreja Presbiteriana do Paraguai e nasceram os dois futuros pastores presbiterianos paraguaios. Ao fundo, vemos com saudade o Rev. Araya, advogado, chileno, que muitos nos ajudou na obra.

 

    50. A festa do Bi-Centenário da Cidade de Concepción neste postal havia na parte inferior dele as fotos da Praça e da Catedral Católica Romana. Eu retirei as duas fotos citadas e coloquei as fotos da Igreja de Concepción e em Belém.

   51. No acampamento nacional de Patrulha. O Rev. Evandro levou o Coral da Igreja Presbiteriana de Dourados, MS para cantar os seis dias de encontro, dos escoteiros, vindo de outras cidades do Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina. O encontro, é conhecido como “CANAPA”. No centro da foto vê-se o General Fretes D’Avalos, um homem cristão e amigo.

   52. A sogra do pastor Evandro, D Bita, e seu cunhado Ademir Garcia e o pescador da região, Dom Totó, no Rio Paraguai...como era de se esperar tiraram muitos peixes. Gratas recordações!

    53. Incansável batalhador, conseguiu instalar o escritório da JME (hoje APMT Agência Presbiteriana de Missões Transcultural) na  Editora Presbiteriana. Rua Miguel Teles Jr. Nesta foto ele está usando o fax que conseguiu para a Missão.

    54. No referido escritório, está o grande mapa mundi, que conseguiu dos U.S.A. Assim ficava mais fácil localizar os missionário etc.

    55. O missionário Rev. Eulógio Gimenes Lopes 2º, pastor Paraguaio,formado no SPS, casado com a brasileira Ibelina, Mariastela, de Sto. André, SP. Aqui nesta foto, ele está recebendo uma família por profissão de fé e batismo.

   56. Esta foto ficou para o final, de propósito. Ordenação e formatura do Rev. Evandro Luiz da Silva no SPS, dia 14/12/69, (dia do aniversário da Lourdes) e culto de despedida do casal. Quanta emoção de uma só vez! Vemos aqui o encerramento deste livro com a foto do início de uma obra missionária. Deus já de nos dar forças e saúde para continuar o ide”, agora com mais experiência. Temos certeza que nós apenas plantamos e Deus abençoa e faz crescer. Você poderá fazer o mesmo. Amém!       

                         

                                               ALGUS  DADO  DO  AUTOR

 

     Nome: Evandro Luiz da Silva

     Nasceu na cidade do Carmo do Paranaíba (MG), aos dez de março de trinta e seis.

     Cursou a primeira fase do 1º Grau em Minas Gerais (Patos e Uberlândia).     

     Cursou da 5ª a 8ª série e o 2 º Grau no J.M.C, Jandira, SP (Seminário menos).    

     Cursou o 3º Grau (Campinas, SP):

     • Teologia S.P.S. (Seminário Teológico do Sul, Campinas).

     • Filosofia (Faculdade Don Bosco, São João Del Rey, MG).

     • Pedagogia (Administração Educacional, Faculdade Don Bosco, São João Del Rey, MG).

      Conhece a América Latina, Europa, Estados Unidos, Coréia, Japão e África (como pregador).

      Foi diretor pedagógico do Instituto Gammon, MG. Presidiu os Presbitérios: Juquiá (3 vezes), Borda do Campo (2 vezes). Presidiu os Sínodos Sorocaba (Vice-Presidente) e Santos Borda do Campo. Exerceu os cargos de Secretário Presbiterial, Sinodal e Geral da Mocidade. Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial Missão e Evangelismo. Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial de Adolescentes. Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial Senhoras (SAF). Exerceu o cargo de Secretário Presbiterial de  Homens (UPH). Participou de 4 reuniões do Supremo Concílio da IPB como delegado. Participou de uma reunião do Supremo Concilio da IPB como Presidente da JME (Junta de Missões Estrangeiras). Participou de uma reunião do S.C. como Secretário Geral da Mocidade. Foi Secretário Executivo da JME. Trabalhou por dois anos auxiliando a U.M.H.E. (União Médica Hospitalar Evangélica). Foi o plantador da Igreja Presbiteriana do Paraguai.

     No Brasil, pastoreou as Igrejas de:

     • Registro, Cedro, Barra do Ribeirão da Serra, por dois anos, Acumulando as três igrejas.

     •Goiânia, Igreja Central por 5 anos; Maranata, Goiânia, por 1 ano, acumulando as duas.

     • Nepomuceno, São João Del Rey, 1 ano, enquanto era diretor do Instituto Gammon.

     • Santo André, SP, por 12 anos.

     • Vila Buenos Aires, em São Paulo, auxiliou por 1 anos.

     • São Miguel Paulista em São Paulo, por 4 anos.

     • São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, por 2 anos.

      Viveu  18 meses nos Estados Unidos, onde plantou igrejas entre pessoas de língua espanhola (Newlondon). Foi pastor interino da Presbyterian Church em Newark (NJ). Foi Capelão do hospital da cidade de Hartford, e pastor da Igreja Discípulos de Cristo, também em Hartford (CT).

     Lecionou no Seminário Holiness (São Paulo) por 4 anos.

     Visitou, pregando em vários países: Venezuela, Guatemala, Peru, Equador, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Itália, França, Portugal, Japão, Coréia, Suíça, Angola e Estados Unidos.

     Atualmente: É Diretor Geral da Missão APRESSEM, da qual é o idealizador e fundador. Pastor da Igreja presbiteriana de São Miguel Paulista, São Paulo, há 4 anos. Leciona na área de Missiologia, Evangelismo e História no FATEFE – Seminário Presbiteriano da Fé Reformada (São Paulo).

     É membro da Academia Paulista Evangélica de Letras – APEL.

     Tem feito conferências á convite em vários estados do Brasil.

     Está convidado a fazer parte da equipe pastoral de Luz para o Caminho, a partir  de 2005. Será divulgador daquela organização abençoada.

    É criador e fundador do Seminário Latino Americano na cidade de São José do Rio Preto, SP.

    Ex-humorista de rádio e teatro. Trabalhou ao lado de seu irmão Clayton Garcia. Os dois últimos, cantores e humoristas. Quando os quatro foram convidados para trabalhar em São Paulo o, hoje Rev. Evandro, foi para o Seminário Menor, Jandira, SP.

    Uma vida que se deixa gastar, cada dia, na Obra de Deus: sua visão missionária, da qual não abre, porque sabe que as obras de suas mãos não são em vão. Amém!