2 de Março

 

Consciência

 

Leitura Bíblica: 1Coríntios 4.1-5

 

Embora em nada minha consciência me acuse nem por isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga (1Co 4.4).

 

   Uma das coisas mais marcantes que nos caracteriza como gente é a capacidade que temos de justificar a nós mesmos ou, em outras palavras, de dar desculpas para continuar fazendo o que quer que seja.

     Lembro-me de ter lido o livro Carandiru, de Dráuzio Varella. Como fiquei impressionado com a capacidade de determinados homens, mesmo os assassinos mais cruéis, de sempre achar uma lógica para justificar suas ações! A consciência tem um papel extremamente importante. Ela nos confronta e mostra nossos erros.Chama de volta ao cominho. Um problema comum é que, pela prática repetida do mesmo erro e a automática autojustificação, a consciência vai gradualmente perdendo a capacidade de separar o certo do errado. Quando somos acusados pela consciência e a aplacamos a dar de ombros, varrer o problema para baixo do tapete e seguir em frente. Com o tempo, o cinismo se aprofunda e se transforma em cauterização da consciência. É como uma cicatriz insensível, com o tecido sadio substituído por outro totalmente inútil, mas também sem sensibilidade. Se olharmos honestamente para nós mesmo, podemos encontrar uma série de áreas em que criamos o hábito de nos acomodar. Tenho ouvido pessoas que dizem estar muito bem como se acham, pois não matam, não roubam, etc, etc. Já vi alguém que ficou tremendamente ofendido quando lhe disseram que era um pecador... Quem, eu?!? Pecador é quem faz isso e mais aquilo!

     O problema é que não somos nem seremos medidos por nos sentirmos acusados pela consciência, mas pela verdade – como Deus a vê. A autojustificação tapa nossos olhos quanto a nossos próprios vícios e maldades. E quem acha que é justo e merece ser reconhecido como tal, não vai clamar pela misericórdia de Jesus – e sem esta qualquer um está irremediavelmente perdido. – MHJ

 

            Uma consciência sem peso nem sempre é prova de justiça.