23 Abril

 

Vendo a Páscoa

 

Leia-> Mateus 28;1-10

Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: “Ele foi ressuscitado e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo...” (v.7).

 

       Meu filho Victor tem apenas cinco anos, mas como outros homens, tem um pouco de reservas com compromissos. Ele me disse “Acredito em Deus, mas estou esperando fazer minha escolha sobre amá-lo, ou não, quando puder vê-lo”.

    A hesitação de Victor faz sentido. Ele quer saber como é Deus antes de confiar nele -  e no seu mundo infantil, o rosto de  alguém pode mostrar-lhe quem é esta pessoa mas do que qualquer outro fato poderia. Para Victor, ver é crer.

    Para os seguidores de Jesus, o que eles tinham visto naquela sexta-feira tenebrosa deu-lhes pouca razão para crer. Jesus morrera como um criminoso; Suas palavras finais pareciam ecoar o desespero, Até m esmo Pedro tinha perdido a esperança e se tornado um desertor, um traidor. Tudo o que viam era morte.

    No domingo pela manhã, somente duas pessoas – Maria Madalena e uma mulher mencionada apenas como “a outra Maria” – tiveram algum desejo de “ver o sepulcro”(v.1). O ânimo era melancólico desanimador. Elas já tinham visto o bastante. Jesus estava morto... tudo acabara.

    Entretanto, quando as mulheres se aproximaram da entrada do sepulcro, Mateus relata, a esperança havia aparecido. “Ao entrar o primeiro dia da semana...” ele escreve, as mulheres foram ver o sepulcro (v.1). É uma frase simples – a manhã de um novo dia – mas ela oferece outra visão, uma nova cor para o cenário cinzento. Um jorro de vida cortou aquele estado de escuridão e morte.

    O que as mulheres viram naquele dia era um anjo radiante, brilhando como um relâmpago. O que viram era uma tumba vazia. O que viram foi esperança e vida, e não simplesmente nascendo, mas irrompendo e surgindo em volta delas (vv.2:3).

     A escuridão paira sobre nosso mundo. No entanto, Deus tem mais para vermos. Temos a Páscoa para ver, Jesus (vida!) surgindo perante nós.

 

-Winn Collier