28 Abril

 

A oração dos esquecidos

 

Leia-> Salmo 13

Ó SENHOR Deus, até quando esquecerás de mim? Será para sempre?... (v.1).

 

       Em lugares como Darfur, oeste do Sudão, o genocídio e a fome são desenfreados e a crise humanitária vai além da imaginação. Estimativa recente da ONU sugere que milhares perecem por doenças e guerras. Conflitos tribais que se agravaram por interesses políticos nacionais colocam esta província ao refugo (literalmente).

     O mais incompreensível desta calamidade é, sem dúvida, a não intervenção da comunidade internacional. Houve algumas condenações e resoluções, mas nada de solução efetiva sobre a situação. Parece que o mundo esqueceu-se do pesadelo de Darfur.

      Imagino que as pessoas de Darfur se emocionem como o salmista: “Ó SENHOR Deus, até quando esquecerás de mim? Será para sempre?...” (Salmo 13:1). Quando nossa aflição e abandono se perpetuam, a realidade mais difícil pode ser algo mais do que a nossa dor contínua. Podemos descobrir que a provação mais difícil de suportar é o sentimento pungente de que, em tudo isso, não encontramos Deus em lugar algum. “...Por quanto tempo esconderás de mim o teu rosto?” suplica o salmista de Deus – e Deus oculta sua face (v.1) Quando vezes nesta curta oração, o escritor força a pergunta, “até quando?” (vv.1-2). Sua indagação inflamada ecoa: Deus, tu consideras de alguma forma meu desespero? Este longo pesadelo está me matando. Até quando?

     A oração não é uma ocupação calma, segura e branda. A oração e o ato corajoso de entregar todas as emoções (tudo o que temos, seja nobre ou não) a Deus. O ato da oração oferece alívio. Com poucos indícios de mudança das circunstâncias, , o salmista conclui: Deus “ ...sido bom pra mim...” (v.6).

    A experiência do encontro com Deus numa oração sincera nos reorienta à verdade de que nosso Deus nunca esqueceu de nós, nem  por um momento sequer.

 

- Winn Collier