6 de Maio

 

Partir o pão

 

Leia-> Deuteronômio 16:13-17

A melhor coisa que alguém pode fazer é comer e beber e se divertir com o dinheiro que ganhou. No entanto, compreendi que mesmo essas coisas vêm de Deus (Eclesiastes 2:24).

     

     No mês passado meus irmãos e nossas famílias reuniram-se para um delicioso jantar com os nossos primos amish. Os amish iniciam todos os jantares com uma oração silenciosa de agradecimento e – talvez porque as suas refeições caseiras sejam tão deliciosas – oram novamente no final. Além da comida maravilhosa, fiquei impressionado com a ênfase que os amish dão à comunhão. O momento da refeição não era simplesmente uma parada para reabastecimento, mas uma oportunidade para rir e conversar até tarde. Acho que eles descobriram algo valioso.

     Nas Escrituras, as refeições também são significativas. O memorial mais importante de Israel é marcado por uma refeição. Na noite da Páscoa, enquanto as famílias judias compartilham cordeiro assado com pães sem fermento e ervas amargas recordam-se da libertação da escravidão no Egito. Acrescente-se a estas a Festa dos Pães sem fermentos, a Festa da Colheita e a Festa das Barracas em que os israelitas se reuniam frequentemente com Deus e uns com os outros ao redor de mesas fartas (Deuteronômio 16:16).

      Jesus também participou de várias refeições – tanto que os Seus inimigos afirmaram que Ele era comilão e beberrão (Mateus 11:19). Jesus nos deu uma ceia especial pela qual nos lembramos dele e voltará para oferecer um banquete nas bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:9).

    Os primeiros cristãos entraram no espírito e “...participaram das refeições com alegria e generosidade” (Atos 2:46), muitas vezes encerravam suas reuniões com a Ceia do Senhor (Atos 2:24,46; 20:7). A hora da refeição era tão sagrada que Paulo recomendou que os cristãos evitassem irmãos não arrependidos recusando-se até mesmo a “comer com a gente assim” (1 Coríntios 5:11).

    Como herdeiros desta tradição tão rica como podemos transformar nossos jantares em celebrações comunitárias? Podemos desligar a TV, ter convidados para comer conosco e incentivar nossos filhos a participarem da conversa. Compartilhar uma refeição não é só alimentar-se; é ter comunhão.

 

- Mike Wittmer