15 de Maio

 

Vivendo acordado

 

Leia-> Colossenses 4:2-6

Continuem firmes na oração, sempre alertas ao orarem e dando graças a Deus (v.2).

 

     Na Alemanha, a antiga lenda do Imperador Frederico Barbaroxa persiste. De acordo com a tradição, Barbaroxa nunca morreu, apenas adormeceu e continua a zelar por seu império ainda hoje. O piscar intermitente de seus olhos e o balançar de sua cabeça são os únicos sinais de que ele ainda “respira”.

     Muitos de nós vivemos com ele: vivos, porém em estado terminal. Não experimentamos o que Paulo nos encorajou a vivenciar, e não estamos alertas em oração para os sinais do mover de Deus.

     Inúmeras vezes, mal cumprimos nossas obrigações com a família, igreja e trabalho. “Apenas batemos o ponto.” Vivendo desta maneira, não estamos vivos para o mundo ou para as maravilhas ao nosso redor. Não estamos sintonizados com o trabalho constante de Deus.

     Para Paulo, a atitude de oração nos ajuda a resistir contra a existência indiferente e absorta (Colossenses 4:2). Através da oração os seguidores de Jesus permanecem alertas e envolvidos, vivendo de olhos bem abertos para enxergar onde Deus está agindo (v.3).

      Você sempre viu a oração desta forma? Eu não. Em minha experiência, muitas vezes faltou essa atitude de alerta e a percepção aguçada na oração. Muitas vezes, enxerguei a oração como uma atividade suave e piedosa, a qual me colocava num lugar tranqüilo para meditar nas “verdades celestiais” e no conhecimento sublime. Tal atitude, na verdade, afasta de mim o desejo de “anunciar a sua mensagem” (v.2) ao mundo. Além disso, distorci a oração para me desligar do caos e da dor – “vou orar por você” é uma fuga, que afasta o compromisso genuíno de interceder em favor de alguém.

    A oração é mais perigosa do que essas perspectivas preconceituosas. A oração me desperta para a obra de Deus. E reforço o desejo que Robert Benson já expressou em Living Prayer (Oração Viva), “Quero viver atentamente”.

 

-Winn Coller