1º de Junho

 

Só Jesus

Leia-> Atos 4:1-22
Os membros do Conselho Superior ficaram admirados [...] reconheceram que eles tinham sido companheiros de Jesus (v.13).

      Recentemente, minha família se deparou com um mendigo que tinha o apelido de “Reverendo”. Conversamos e compramos para ele um sanduíche de atum numa lanchonete. Mais tarde, Sandro, meu filho de quatro anos, perguntou: “Papai, por que eu tenho uma casa e ele não?” Tentei dar uma resposta rápida. Entretanto, sabemos que a verdade é complicada. Fiquei sem saber que a verdade é complicada. Fiquei sem saber como o “Rev” foi parar ali e como poder ajudá-lo. Tudo que pude fazer por ele foi dar-lhe um sanduíche e bater um papo. Eu oro foi para que tenha sido suficiente.
    No livro de Atos encontramos dois homens que tinham pouca coisa para dar. Pedro e João haviam testemunhado a terrível tortura e morte de Jesus. Cada um reagiu àquele evento cataclísmico de forma diferente, mas ambos foram radicalmente alterados – suas vidas foram abaladas. Nenhum deles continuou sendo o mesmo homem a partir daquele acontecimento.
    Ao compartilharem suas histórias, eles o fizeram com um pouco de enfeite ou sabedoria filosófica. Relataram simplesmente o que viram, e proclamaram sua experiência extraordinariamente intensa, “...isso provava que os mortos vão ressuscitar” (Atos 4:2). Mas aquelas palavras eram mais que suficientes para suscitar a ira das autoridades religiosas.
   No entanto, quando confrontaram Pedro e João, eles ficaram surpresos pela resposta resoluta dos apóstolos, e reconheceram que estavam simplesmente lidando com homens que eram “...simples e sem instrução ...” (v.13). A única outra coisa que as autoridades notaram sobre s dois era que “... eles tinham sido companheiros de Jesus” (v.13).
   Isto não era insulto algum, pois nossa experiência com Jesus é tudo que qualquer um de nós tem a oferecer. A esperança para o mundo não está centrada em nossa inteligência, habilidade, coragem ou genialidade. A esperança para o mundo são pessoas comuns – você, eu – vivendo a profunda, graciosa, curadora e salvadora presença de Jesus.
-Winn Collier