4 de Junho

 

  Jogado extra

 

Leia-> Salmo 14:2-3

...O Senhor Deus olha para a humanidade [...] Mas todos se desviaram [...] e são [...] corruptos. Não há mais ninguém que faça o bem [...] nem mesmo uma só pessoa (vv.2-3).

 

      Levei meu filho de sete anos a um jogo de mini-golfe e, para deixar o resultado competitivo, permiti que tivesse uma “jogada extra” – uma segunda tocada para praticar – por buraco. Ele foi bem até chegar ao buraco 14, pois agora era necessário que jogasse a bola contra uma parede de depois outra antes de correr pelo chão. Sua primeira tocada caiu atrás da parede e rolou pelo campo de golfe -  uma boa jogada. Ele orgulhosamente correu até sua bola, olhou para mim e perguntou, “isso conta como uma jogada, certo?”

    Ri da vontade de meu filho em negligenciar suas diversas jogadas ruins, mas ele só estava fazendo no golfe o que todos fazem em outras áreas. Muitas vezes não tentamos também “escapar das situações”? O que imediatamente reconhecemos como “pecado” nas outras pessoas desconsideramos quando nós mesmos o cometemos. Ou quando somos apanhados em flagrante, sem desculpa plausível, dizemos a nós mesmos que nosso pecado aconteceu só daquela vez, e que foi uma falha casual.

        Ao fugirmos de algumas situações também nos desqualificamos para salvação. Se Jesus veio salvar “...o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21), então somente aqueles que admitem e se arrependem de seus pecados podem ser salvos. Esta foi a resposta de Jesus aos fariseus que indignamente questionavam Jesus por que Ele comia com esta “ralé” como “...cobradores de impostos e outras pessoas de má fama” (Mateus 9:10-11). Jesus respondeu que “...Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes.” E acrescentou o argumento decisivo, “...Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons” (vv.12-13).

     As pessoas boas não precisam de Jesus, mas os pecadores sim. A menos que digamos a verdade sobre nós mesmos, não podemos ser salvos.

- Mike Wittmer