6 de Junho

 

  Pura adrenalina!

Leia-> Marcos 4:35-41
E os discípulos, cheios de medo... (v.41).

        Era um quarto de hotel muito bom. O único problema era que o hotel ficava em Manhattan, em Nova Iorque, no décimo primeiro andar de um prédio com janelas que não se abriam. Não sou fã de lugares pequenos e fechados, e as paredes pareciam que estavam me apertando. De repente, comecei a suar e minha pulsação aumentou.
       Os discípulos tiveram um destes momentos “de pura adrenalina” no Mar da Galileia. Tudo começou quando Jesus disse, “...vamos para o outro lado do lago” (v.35). Então o Mestre permitiu um enfrentamento com ondas mortais e ventos para que pudesse ensinar aos Seus discípulos que Ele era (e é) “...superior a todas as coisas criadas” (Colossenses 1:15).
      O medo geralmente tem um propósito maior – um propósito divino. Cabe a nós buscarmos Jesus e aprender Sua lição. Infelizmente, os discípulos deixaram que o medo os tragasse antes de buscarem a ajuda de Jesus. Esperaram até que o barcos se enchesse com água para clamar, “...Mestre! Nós vamos morrer! O senhor não se importa com isso?” (Marcos 4:38). Se lançarmos fora todo o medo, temos que clamar imediatamente a Jesus – no momento que o sentirmos. É como o salmista disse, “Quando estou com medo, eu confio em ti...” (Salmo 56:3).
       Estranhamente, esta reação ao medo vem do reconhecimento de que Jesus é muito mais “amedrontador” do que qualquer outra coisa. Marcos registrou que os discípulos ficaram “...cheio de medo...” (Marcos 4:41) depois do milagre de Jesus. Claro que eles se amedrontaram com a tempestade, mas ficaram mais temerosos ainda após ver Jesus calar um vento impetuoso e acalmar as ondas ensurdecedoras em águas tranqüilas.
      Seja um mar aberto durante a noite ou um quarto apertado no meio da cidade, o medo pode trazer aqueles momentos “de pura adrenalina”. Mas com a ajuda de Deus, não podemos permitir que o medo venha a afundar o barco.
- Jennifer Benson Schuldt