16 de Junho

 

Problema dobrado

Leia-> Isaías 64:1-8
Todos nós nos tornamos impuros, todas as nossas boas ações são como trapos sujos... (v.6).

        Vi um comercial engraçado na TV. Um garoto em um campo de beisebol em pé sobre a base do batedor dizendo, “Eu sou o melhor batedor do mundo!” Ele lançou uma bola no ar tentou bater vigorosamente nela, mas errou. “Primeira”, disse a si mesmo. Então gritou mais alto, “sou o melhor batedor do mundo!” Lançou uma bola a ar, tentou bater e errou. “Segunda”. Mais determinado do que nunca, cuspiu em suas mãos, virou seu boné e gritou provocativamente, “sou o melhor batedor do mundo!” E pela terceira vez errou. Já estava com dó daquele garoto, quando de repente, por um flash de reconhecimento do que havia feito, ele exclamou,“sou o melhor arremessador do mundo!”.

       O comercial era sobre o poder do otimismo, e foi engraçado porque o garoto parecia muito desiludido. Perguntamo-nos o que seria necessário para convencê-lo de que ele não era o melhor naquilo. E assim como ele superestimou sua habilidade, temos a tendência de aumentar nossos esforços. Precisamos ouvir o lembrete de Isaías de que nossas melhores justiças perante Deus são “...como trapos sujos...” (Isaías 64:6).
     Martinho Lutero e João Calvino compreenderam a palavra de Isaías e ensinaram que nunca realizamos uma obra completamente boa, porque até mesmo nossos melhores esforços são manchados por motivos impuros. Diziam que precisamos de uma justificação dupla. Nossa pessoa precisa ser purificada pelo sangue de Jesus, e nossas obras são aceitáveis somente quando Deus perdoa os nossos pecados por Sua graça.
     Este forte sentimento de perversidade não deve ser motivo de desespero, pois embora nunca consigamos nos tornar perfeitos nesta vida, podemos progredir. E todo o crédito vai para Deus. Como John Newton escreveu em sua autobiografia, “Lembro-me muito bem de duas coisas: sou um grande pecador, e Cristo é um grande Salvador”.
-Mike Wittmer