1° Julho

 

Cumprir o deve

 

Leia-> Esdras 9:3-7

...Ó Deus, estou muito envergonhado e não tenho coragem de levantar a cabeça na tua  presença. Estamos afundados nos nossos pecados, que sobem até o céu (v.6).

 

        Algumas pessoas bem-intencionadas em modernizar uma liturgia na igreja católica enviaram as suas confissões aos padres através de mensagens de texto. Em resposta, um líder religioso comentou: “ Estamos incentivando os católicos a confessarem seus pecados, pessoalmente, com um coração contrito.”

      Na confissão, não existe atalho para o lugar de sermos  “...humanos debaixo da poderosa mão de Deus...”  (1Pedro 5:6). Nossas confissões devem envolver em encontro  genuíno com Deus 0 qualquer atitude mais casual será o mero cumprimento de uma obrigação.

     Para Esdras, tratar o pecado de Israel, não era simplesmente um dever rotineiro. Embora Deus tivesse advertido a nação quanto à proibição do casamento misto, os israelitas insistiram em continuar casando-se com estrangeiras.

    Ao ouvir isto, Esdras declarou:  “...rasguei as minhas roupas em sinal de tristeza, arranquei os meus cabelos e a barba e me sentei, muito desgostoso” (Esdras 9:3). Sua intenção não era obter rapidamente o perdão. Ele demonstrou autêntico remorso pelo pecado, e expôs o desejo de Deus em sua resposta.

     A reação de Esdras o levou a confessar em oração:  “...Ó Deus, estou muito envergonhado e não tenho coragem de levantar a cabeça na tua presença. Estamos afundados nos nossos pecados, que sobem até o céu” (v.6). Esdras não apresentou justificativas, nem minimizou a ofensa. Ele esperava que Deus não rejeitasse “...um coração humilde e arrependido” (Salmo 51:17).

    Ao ler esta confissão percebi que às vezes volto facilmente ao pecado. Se você for como eu, pode ser que algumas vezes a sua vida de oração inclua um rápido “Ops, Senhor” como forma de confissão. Todavia, agir assim significa simplesmente cumprir uma obrigação, quando a situação exigir muito, muito mais.

- Jennifer Benson Schuldt