8 Setembro

 

Mais elevado

 

Leia-.>Mateus 27:11-26

Mas, quando foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos lideres judeus, Jesus não respondeu nada (v.12).

 

     Confortavelmente acomodada debaixo das cobertas pesadas numa noite fria, cobri o rosto e tentei dormir. Porém o conforto da cama aquecida não afastava o meu sonho inquietante.

     Aprendi do modo mais difícil que os relacionamentos na igreja não estão livres de complicações, e tentava lidar com minha mágoa durante o sono. Traição é uma palavra forte, e me senti manipulada, enganada e profundamente incompreendida. Cansada de procurar o caminho mais elevado, o sonho revelava meu coração: eu queria vingança.

     Abrir mão do nosso direito de defesa é com certeza um daqueles momentos em que chega “a hora da verdade” para nossa fé. Podemos tentar assumir o controle e recusar-se a ter a nossa definição de justiça negada ou abrir mão e nos entregarmos a um SALVADOR que “...compreende as nossas fraquezas, [...] [pois] foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou” (Hebreus 4:15). Ninguém gosta de ser incompreendido. Ninguém gosta de ficar por perto e deixar que as coisas aconteçam. Mesmo assim, Jesus aceitou Sua traição, porque sabia que Deus é fiel (Hebreus 10:23).

     Salmo 119:165 diz: “Aqueles que amam a tua lei têm muita segurança, e não há nada que os faça cair.” Jesus suportou a traição e o sarcasmo por dois motivos. Ele amava o Pai e a nós.  Nos momentos de grande misericórdia, a simplicidade dos dois maiores mandamentos parece estar ao nosso alcance (Mateus 22:37-39). Com o espinho da traição em nosso coração, entretanto, ficamos imaginando como conseguiremos fazer isso.

   É aí que o caminho mais elevado – um lugar doloroso onde o “eu” morre – entra em ação. A verdadeira vida se torna abundante quando vivenciamos a graça que Deus nos demonstrou. Será que escolheremos nossa vingança humana ou Seu perdão divino? Não podemos ter os dois (Mateus 6:14-15).

-Regina  Franklin