27 Outubro

Grandes expectativas

Leia-> 2 Reis 5:1-5
Eu pensava que pelo menos o profeta [...] oraria ao SENHOR, seu Deu, e que passaria a mão sobre o lugar doente e me curaria! (v.11).

     
A mensagem na TV nos avisava para que buscássemos abrigo, e o céu carregado confirmava que seria uma tempestade daquelas. A luz elétrica piscava. Peguei uma lanterna e levei meu filho de nove meses ao porão.
     Quando liguei ansiosa para meu marido no trabalho dele, ele atendeu já dizendo !Só um instante”. Eu pensei “Como ele simplesmente me deixa de lado numa emergência?” Mesmo ele trabalhando a 70 quilômetros, onde o sol brilhava tranquilo, minhas altas expectativas exigiam atenção total dele ao telefone naquela hora!
     Parece que Naamã (2 Reis 5) e eu temos que lidar com expectativas altas demais. Só que no caso dele a situação era bem diferente – lepra. Desesperado por uma cura, ele foi até o profeta Eliseu, que não deu a Naamã a atenção pessoal que ele desejava. As instruções de Eliseu para que ele “...fosse se lava sete vezes no rio Jordão...” (v.10) foram entregues por um mensageiro. Em vez de sentir-se grato pela cura, Naamã desdenhou: “Eu pensava que pelo menos o profeta ia sair e falar comigo” (v.11).
     Não foi apenas a falta de atenção e cuidado que incomodavam Naamã. Ele queria cura imediata. Ele esperou que Eliseu “...oraria ao SENHOR, seu Deus, e que passaria a mão sobre o lugar doente e [o] curaria” (v.11). Como isso não aconteceu, ele, “...foi embora muito bravo” (v.12).
    Assim como Naamã, nossas expectativas podem gerar raiva amargura. Geralmente são nossos amigos e familiares que sofrem as consequências, quando erroneamente exigimos que eles satisfaçam todas as nossas necessidades. Em vez disso, precisamos lembrar que só Deus pode fazer isso. Ele prometeu: “Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei” (Hebreus 13:5). Podemos descansar em Seu cuidado e provisão ilimitados.
-Jennifer Benson Schuldt